Nós já falamos algumas vezes aqui no Blog sobre o quanto a forma como os pais exercem sua liderança parental e se relacionam com seus filhos, dizem sobre si mesmos. Diferente de um tempo atrás, hoje em dia, pais e mães se preocupam cada vez mais em como educar seus filhos com limites, mas fortalecendo o vínculo de amor e respeito. Dentro desse contexto, surgem termos como Comunicação Não-Violenta, Disciplina Positiva e Criação com Apego, que vêm ganhando cada vez mais popularidade e espaço entre mães e pais. Afinal, é possível estabelecer limites aos pequenos com afeto e respeito?

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Sarah Helena é psicóloga, curadora na Leiturinha e mãe da pequena Cecília

Para Sarah Helena, psicóloga e curadora na Leiturinha, “estabelecer limites está ligado à autoridade dos pais e/ou demais cuidadores sobre os filhos, o que significa que quem estabelece limites é quem cuida, protege, se responsabiliza. Assim, limites e afeto são coisas que se complementam. Quando perdemos o controle, as emoções tomam conta e nossos comportamentos tornam-se reativos, demonstrando que não estamos mais sabendo exatamente como proceder naquela situação.”.

Dicas para estabelecer limites na educação dos filhos

Para ajudar pais e mães a estabelecerem limites sem sair do sério com as crianças, a psicóloga Sarah reuniu 4 dicas possíveis de aplicar no dia a dia, para uma relação mais saudável com os pequenos:

1. Os limites são essenciais à vida e devem ser estabelecidos desde cedo. São eles quem nos dão direcionamento e disciplina necessárias para construir o mundo à nossa volta.  Estabelecê-los de forma afetuosa e tranquila pode contribuir para uma relação igualmente próxima e afetuosa entre vocês. Portanto, por mais difícil que seja, nunca podemos abrir mão de transmiti-los.

2. Os bebês podem nos entender, mesmo antes de adquirir a fala. Use tons de voz diferenciadas e palavras simples para dizer sobre o que ele pode e o que não pode fazer.

3. À medida em que crescem, os pequenos passam a entender melhor sobre regras e limites. Explique sobre os motivos que o levaram a proibir ou a permitir algo, para que as regras façam sentido e seu pequeno passe a compreender a noção de ação-consequência. Este entendimento fará com que, futuramente, ele ou ela sigam as regras ou limites por si só, sem que ninguém os diga o que fazer.

4. Se perceber que a paciência está indo embora no momento de estabelecer algum limite, seja breve e direto, sem dar brechas. Deixe para continuar a conversa quando estiverem calmos, e então vocês poderão falar sobre o porquê dos limites e o que mais desejarem.

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Jornalista e autora no Blog da Leiturinha, é fascinada por tudo que envolve o mundo da leitura, da educação e da infância. Acredita que as palavras aproximam pessoas, libertam a imaginação e modificam realidades. Gosta de escrever, viajar e aprender sempre.