A introdução alimentar é um momento muito importante na vida do bebê, e fundamental para o desenvolvimento de hábitos alimentares saudáveis ao longo de toda a sua vida. Esse é um processo delicado, que começa aos seis meses de idade, quando a Sociedade Brasileira de Pediatria indica que a amamentação já não precisa ser exclusiva, podendo-se incluir na rotina dos pequenos outros alimentos, como frutas, legumes e verduras. Nesse momento, surgem muitas dúvidas, incertezas e inseguranças… Afinal, qual a melhor maneira de introduzir os alimentos sólidos na vida dos filhos? Entre os diferentes métodos de introdução alimentar, um tem ganhado popularidade entre as famílias, é o método BLW. Você já ouviu falar nessa técnica?

BLW: os bebês no comando

O que é o BLW?

Pensado e desenvolvido pela britânica Gil Rapley, o termo BLW significa, em tradução livre, “desmame guiado pelo bebê” (baby-led weaning) e consiste em oferecer alimentos em pedaços ao pequeno, de modo que ele mesmo se alimente com as mãos, de acordo com sua curiosidade, apetite e interesse.

Quando posso optar por esse método?

Para adotar esse método, é fundamental que o pequeno já tenha pelo menos seis meses de idade, já consiga se sentar sem apoio, segurar os alimentos com as mãos e levar o que quiser à boca, além de demonstrar interesse pelo que os pais estão comendo. Se o seu bebê já alcançou esses marcos do desenvolvimento, você já pode optar pelo BLW para introduzir os alimentos na vida do seu pequenino, colocando-o sentado à mesa para fazer as refeições junto com vocês.

Quais alimentos podem ser oferecidos e como prepará-los?

É muito importante que nessa fase se ofereça apenas alimentos saudáveis, como frutas, legumes e verduras, e de preferência direto no tabuleiro que vem nas cadeirinhas de bebê. Assim, os alimentos parecem mais vistosos e chamam mais atenção da criança. Algumas opções de alimentos que podem ser oferecidos ao pequeno são: cenoura, brócolis, tomate, abobrinha, chuchu, couve, batata, pepino, inhame, abóbora, beterraba, quiabo, vagem, couve-flor, banana, maçã, melão, ovo cozido e bolinho de arroz com feijão.

Os alimentos mais duros devem ser bem cozidos com água e uma quantidade mínima de sal. Apenas quando o pequeno já estiver habituado com a alimentação, por volta dos nove meses, que pode-se começar a utilizar outros temperos, ervas e condimentos para variar os sabores. O azeite e o óleo de coco são bem-vindos, mas o óleo de cozinha não. Portanto, nada de frituras. Apenas alimentos grelhados.

Mesmo que no início o bebê ainda não tenha dentes, ele é capaz de mastigar com a gengiva, triturando o suficiente para que possa engolir. Outro ponto importante é cortar os legumes em palitos para ajudar o pequeno a segurar cada pedaço e colocar na boca.

Como saber se o meu bebê comeu o suficiente?

O indicado é que se ofereça entre três e quatro alimentos diferentes no almoço e no jantar. Mas isso não significa que seu bebê precisa comer tudo. Aliás, se o seu pequeno não gostou de um determinado alimento inicialmente, evite ficar insistindo para ele comer, porque isso pode fazer com que ele perca o interesse pela comida. Espere passar um tempo e ofereça o alimento novamente, aos poucos. Vale ressaltar também que a experiência de pegar os alimentos e colocá-los na boca para sentir o cheiro e o sabor também são importantes e fazem parte do processo. Por isso, é normal haver sujeira pela mesa porque o bebê ainda está aprendendo e não deve ser punido por não comer tudo ou por espalhar a comida.

O bebê vai parar de comer quando deixar de sentir fome ou perder a curiosidade pelo alimento, e a melhor forma de saber se ele está se alimentando o suficiente é verificar se ele está crescendo e engordando de acordo com o esperado, em cada consulta no pediatra.

Como é indicado que o pequeno continue mamando até pelo menos um ano de idade, parte da sua nutrição também virá do leite materno. Outra forma de garantir que o pequeno coma o suficiente, é oferecer a mamada após o bebê se alimentar com suas próprias mãos.

E se o meu bebê engasgar?

Para que o bebê não corra o risco de engasgar enquanto come, ele deve permanecer toda a refeição sentado à mesa, com total controle e atenção do que pega e leva à boca. Somente quando a criança consegue ficar sentada sozinha, abrir e fechar a mão e levar os alimentos à boca para comer é que ela deve ser estimulada a se alimentar em pedaços. Se ela já chegou a esse ponto, há pouco risco de engasgo, até porque o bebê não conseguirá pegar alimentos muito pequenos, como grãos, pois esse movimento exige mais coordenação. De qualquer maneira, é fundamental que o bebê nunca fique sozinho durante as refeições e nem se distraia com outra atividade enquanto se alimenta. Toda a atenção deve estar voltada para os alimentos para que ele possa ter autonomia e fazer as refeições com segurança.

Tudo o que você precisa saber sobre a introdução alimentar do seu bebê

Para ajudar mamães e papais que estão passando por esta fase, conversamos com a nutricionista Ana Elisa Casalinho, que deu algumas dicas e informações que vão te deixar mais segura(o) neste momento. Segundo a nutricionista, “essa fase define o paladar e abre um leque de opções de texturas e sabores variados. Por isso, a alimentação de um bebê até um ano deve ser composta de produtos naturais isentos de açúcar e sal, ou potinhos, vidrinhos, pacotinhos, saquinhos, latinhas, entre outros industrializados”. Então, quais as melhores opções no momento da introdução alimentar do bebê?

Descubra tudo o que você precisa saber sobre a introdução alimentar do seu bebê!

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Jornalista e autora no Blog da Leiturinha, é fascinada por tudo que envolve o mundo da leitura, da educação e da infância. Acredita que as palavras aproximam pessoas, libertam a imaginação e modificam realidades. Gosta de escrever, viajar e aprender sempre.