Como é ser mãe? Jackie Goldschneider é mãe de 4 e diz que é ótimo. Mas ela também tem muito a dizer sobre a maternidade, e é isso que vamos acompanhar agora aqui no blog. Numa conversa com um casal de amigos que não têm filhos, Goldschneider conta o sentido da maternidade sob a sua perspectiva. Boa Leiturinha!

Ser mãe é sentir como se você nunca tivesse feito o suficiente e gostaria de ter a possibilidade de fazer sempre mais. Todo tempo e energia é gasto com e para o seu pequeno.

Ser mãe é sempre ter dúvidas sobre as opções, gastar horas escolhendo o lanche da escola, decidir se a ervilha e cenoura é a melhor combinação enquanto pensa o quanto as aulas de música durante a manhã serão enriquecedoras.

É sentir-se mal por aquela maçã não ser orgânica ou aquele xampu não ser natural, é ir a três supermercados para comprar aqueles nuggets de frango em forma de dinossauro para agradar o filho.

Ser mãe é perceber o quanto seus filhos têm, mas ainda querer dar mais. É sentir-se mal sobre as coisas que você não pode dar, mesmo enquanto eles não precisam de tudo.

Ser mãe é sentir a dor de outra mãe. Antes de ter filhos é triste ouvir de uma mãe com uma criança dizendo que ele está muito doente, mas depois dos nossos filhos é impensável. Podemos sentir a dor daquela mãe em nosso próprio corpo.

Ser mãe é experimentar a sensação surreal de olhar nos olhos do filho e ver o seu próprio. De experimentar a infância novamente, redescobrir o amor por contos de fadas e histórias de super-herói.

Ser mãe é rir e chorar com as vitórias e as derrotas do seu filho. Seja naquele jogo da escola, o gol marcado, a falta cometida e até aquele 10 em matemática.

Ser mãe é entender o que seus pais significavam para você. Você pode estar realmente furiosa com eles e ainda responder “é claro que eu te amo” quando eles perguntarem. Seu pequeno vai ser sempre o seu pequeno mesmo quando eles estiverem grandes.

Ser mãe é querer salvar o mundo, é sentir-se impotente ao ver imagens de crianças que bebem água suja e que vivem em campos de refugiados. Mas esquecer, sob o peso de sua vida cotidiana.

Ser mãe é questionar a sua crença sobre a vida após a morte, porque o pensamento de passar a eternidade sem o seu filho é angustiante.

Ser mãe é sentir-se desapontado com pequenas coisas, gritar, falar alto e sentir horrível por isso depois. Ser mãe é funcionar com poucas horas de sono e tomar banho de três minutos.

E ser mãe é finalmente entender o amor que as pessoas falam, amor que esmaga a alma e se estende para seu filho e, não há nada comparável.

Mas a verdade é que não podemos dizer como é ser mãe, porque a resposta é diferente para todas. A experiência da maternidade é única para cada mulher.

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