Ah, o amor! Amor de amigo, amor de pai, de mãe, de vovó e vovô. Amor da dinda, dos irmãos ou até mesmo do bichinho de estimação! O amor é um dos sentimentos mais lindos que conhecemos e conversar com os pequenos sobre isso faz com que eles aprendam desde cedo a lidar com essa emoção, que os acompanhará por toda a vida!

No entanto, é preciso saber o quê, quando e como conversar sobre isso com os pequenos. Muitas vezes, assuntos a respeito de relações amorosas, beijos e namoros são introduzidos na vida das crianças em tom de brincadeiras, como quando são perguntadas sobre o “namoradinho da escola”. Isso pode antecipar situações e pular fases importantes da infância, gerando até mesmo, a erotização precoce. Pensando nisso, o Governo do Amazonas lançou a campanha “Criança não namora! Nem de brincadeira”, que se propagou pela internet e evidenciou o debate sobre a adultização dos pequenos e pequenas, quando o assunto é namoro.

Campanha “Criança não namora! Nem de brincadeira”

No mês de Abril, a Secretaria Estadual de Assistência Social do Amazonas, em parceria com o blog Quartinho da Dany, lançou a campanha “Criança não namora! Nem de brincadeira”. A ideia da campanha é alertar pais, professores e a sociedade como um todo sobre os riscos de expor as crianças a condutas próprias da idade adulta, especialmente, quando o assunto são as relações amorosas. O intuito é que o debate aconteça em âmbito nacional a fim de evitar consequências mais sérias, como a erotização precoce e o abuso infantil.

Opinião da Curadoria da Leiturinha

O afeto é muito importante para o desenvolvimento dos pequenos e pequenas. Existem opiniões diversas sobre as formas de se expressar, se comportar e se comunicar  acerca de questões afetivas e emocionais com as crianças. Dentre tantas perspectivas, há um consenso: o diálogo e o exemplo são marcadores na compreensão do amor e das relações por parte dos pequenos.

A reprodução dos comportamentos adultos é algo normal, mas somos nós que temos a função de equilibrar e conduzir essas “imitações” e isso só é possível através de conversas.

Segundo Letícia Araújo, psicóloga curadora na Leiturinha, “quando o assunto é namoro na infância, é necessário orientar os pequenos sobre que é certo e errado, moral, ético e, principalmente, colocar limites.”. E criança gosta mesmo de saber “o porquê” das coisas: “Mas mãe, por que eu não posso namorar?”. Por mais que explicar tudo isso pareça uma tarefa complexa, o diálogo pode ser simples. Para conduzi-lo é preciso muito afeto e atenção. Converse sobre as fases da vida, sobre a importância de cumprirmos cada uma delas e também sobre a preparação para as etapas futuras.

A literatura tem uma função importante nesse aspecto. Nela, geralmente, o amor é retratado de forma lúdica e livre de pretensões, a amizade é reforçada e os limites são retratados sutilmente, o que ajuda os pequenos a aceitarem mais facilmente as orientações.

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Jornalista e autora no Blog da Leiturinha, é fascinada por tudo que envolve o mundo da leitura, das histórias às poesias. Acredita que as palavras aproximam pessoas, libertam a imaginação e modificam realidades. Gosta de escrever, viajar e aprender sempre.