Disciplina Positiva: disciplinar não significa punir

A palavra disciplina vem do latim discipulus, que significa aquele que segue. Portanto, disciplinar não quer dizer punir, coagir ou humilhar, mas ensinar através do exemplo, encorajamento e apoio, sem que seja necessário castigo ou recompensa. É sobre isso que se trata a Disciplina Positiva, termo que vem ganhando cada vez mais popularidade no coração de pais e mães. A ideia aqui é educar, com base no respeito, na empatia, no exemplo, na gentileza e na promoção da autonomia, sem deixar de estabelecer limites. Para isso, nós, adultos, precisamos, muitas vezes, desconstruir a ideia de disciplina que recebemos na infância, para aprender como ser firmes e gentis ao mesmo tempo, exercendo uma liderança familiar que leva em consideração as etapas do desenvolvimento e as individualidades das nossas crianças. O objetivo disso tudo? Criar pequenos mais felizes que, consequentemente, se tornarão cidadãos mais felizes, contribuindo para a construção de um mundo melhor para todos!

Mais acolhimento, respeito e empatia

A Disciplina Positiva frisa a importância de construir e manter vínculos com os filhos. Estar, realmente, presente na vida dos pequenos ajuda com que eles se sintam conectados, aceitos e capazes de contribuir com a família. Por isso, procure acolher os sentimentos da criança. Considere o que ela está pensando, sentindo, aprendendo e decidindo sobre si mesma e sobre seu meio social. Se coloque no lugar dela e mostre que você entende e se solidariza pelo momento que ela está vivendo. Isso a ensinará sobre respeito, empatia e cuidado com os outros.

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Diálogo e exemplo

Outro ponto muito importante, segundo a Disciplina Positiva, é se preocupar em saber como uma mensagem chega aos filhos. Muitas vezes, no momento de estresse ou na ânsia de proteger a criança de algum perigo, os pais se comunicam de maneira exaltada e agressiva. Pequenas mudanças na comunicação  com os pequenos podem fazer muita diferença. Uma dica é oferecer alternativas em situações de birras ou desobediência. Como por exemplo: “Subir no móvel é perigoso, você pode se machucar. Que tal brincarmos no sofá?”. Lembre-se: as crianças se espelham no comportamento dos pais. Portanto, fale com seu filho da maneira como você quer que ele fale com você e com as demais pessoas.

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Firmeza com gentileza

A Disciplina Positiva nada tem a ver com deixar as crianças fazerem o que quiser. O caso aqui é saber estabelecer limites e exercer autoridade com gentileza e respeito. De acordo com este método, os castigos convencionais não são efetivos em longo prazo porque geram ressentimento e rebeldia, uma vez que não conseguem transmitir as necessidades dos pais aos filhos, o que acaba gerando desobediência. Assim, se você quiser ser ouvido, ouça; se quiser que te respeitem, respeite; e se quiser um lar pacífico, seja mais positivo na criação dos filhos. Uma dica nesse caso, é fazer o pequeno se sentir importante e responsável, como dizer: “você se lembra que combinamos que não iríamos comprar nada hoje?”.

Promovendo a autonomia

Outra questão muito importante na Disciplina Positiva é encorajar e incentivar o uso construtivo do poder pessoal das crianças, desenvolvendo, assim, sua autonomia. Portanto, ajude seu pequeno a pensar e a resolver seus problemas. Dessa forma você colabora para que ele se torne mais independente e responsável por suas ações.

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Jornalista e autora no Blog da Leiturinha, é fascinada por tudo que envolve o mundo da leitura, da educação e da infância. Acredita que as palavras aproximam pessoas, libertam a imaginação e modificam realidades. Gosta de escrever, viajar e aprender sempre.