“Os filhos únicos são rebeldes, mimados e egoístas.” Será esta crença correta?

Facilmente somos confrontados com a velha máxima: “Os filhos únicos são rebeldes, mimados e egoístas.” Será esta crença correta?

Na verdade, o importante para o crescimento saudável em termos emocionais e relacionais de uma criança, não são os irmãos, mas sim outros fatores, os quais iremos abordar.

Criar uma relação segura entre pais e filho

Criar uma relação segura é fundamental para que seu filho cresça com sonhos, com hábitos de explorador e com gargalhadas acutilantes. Crianças frágeis, superprotegidas e dependentes facilmente perdem o brilho da infância. Tornam-se sombrias, com medo de sujar, com receio em viver os sorrisos curiosos e aventureiros próprios da sua idade.

A questão não deverá incidir na quantidade de filhos, mas sim na qualidade da sua educação, independentemente das famílias escolherem ter um, dois, três ou mais filhos.

Efetivamente, um filho único poderá sentir-se mais solitário em determinadas ocasiões, mas isso dependerá de todo o envolvimento social e da qualidade das relação da criança com os pais e adultos que integram o seu mundo. É importante promover atividades em contato com primos e outras crianças.

O ideal é que os  pequenos cresçam em um ambiente de amor, respeito e partilha. O filho único facilmente pode se tornar uma criança amável, generosa, determinada, respeitadora e feliz, se os valores da sua educação forem devidamente estruturados.

A gestão das expectativas dos pais

Um aspeto menos positivo reside nas elevadas expectativas que muitas vezes são associadas ao filho único. Neste caso, a criança poderá desenvolver maior propensão a comportamentos ansiosos e de isolamento. Mais uma vez, cabe aos pais, família alargada e à sociedade promover a cada criança a possibilidade de navegar nos seus próprios sonhos, de gritar gostos originais e de pintar arco-íris de cores criativas.

O principal foco de atenção dos pais deverá residir no excesso. O importante para um filho não é a quantidade de brinquedos, nem estatuto da escola que frequenta, nem as roupas caras que veste, mas sim a qualidade dos abraços e dos mimos que recebe da sua família.

Educar com limites, regras e muito Amor. Sim, Obrigado!

Educar com exigências, com controle excessivo e super proteção. Não, por favor!

Este é o único excesso permitido aos pais: Dizer e expressar o quanto amamos os nossos filhos!

Por Mãe-Me-Quer.