“Tudo vem dos sonhos. Primeiro sonhamos depois fazemos”. E assim foram criados os principais contos de Monteiro Lobato, escritor com importante papel na literatura infantil no Brasil. Seu mundo de faz-de-contas encantava – e encanta até hoje – crianças, jovens e adultos.

As histórias do autor se passavam, em grande parte, em um sítio no interior do Brasil, mais conhecido como Sítio do Picapau Amarelo. Tudo começou com a publicação Narizinho Arrebitado, em 1921. A partir desse, diversos outros contos surgiram para levar mais magia à vida das crianças.

Folclore, nacionalismo e outras brasilidades desencadeavam não só estórias divertidas, mas também ensinavam e educavam os leitores sobre a cultura do país de um jeito dinâmico e superinteressante.

O “pai da literatura brasileira infantil” conseguiu que milhares de pequenos explorassem sua imaginação e, de quebra, adquirissem conhecimento da forma mais saudável – se divertindo. Um exemplo disso é como Lobato abordou um sério assunto político-econômico, a exploração do petróleo, dentro de suas narrativas.

Por falar em narrativa, as dos livros com histórias de Lobato eram fluídas e gostosas de acompanhar, conquistando crianças pequenas, jovens adultos e até mesmo adultos como leitores, e tornando todos fãs das estórias.

O Sítio

A obra de Monteiro Lobato é uma das mais aclamadas – se não a mais – pelo público infanto-juvenil e pela crítica. A série de livros começou a ser produzida a partir de 1920 e tem entre seus principais personagens Narizinho, Pedrinho, Emília, Dona Benta, Tia Nastácia e outros. Conheça – ou relembre – alguns desses personagens para incentivar o hábito de leitura dos seus filhos.

Narizinho

Lúcia, ou simplesmente Narizinho, é neta de Dona Benta e mora junto com a avó no Sítio do Picapau Amarelo – o apelido, por sua vez, foi dado pelo seu nariz arrebitado. Inteligente e meiga, a garotinha adora se aventurar pelo sítio com seu primo e sua boneca-falante, Emília.

Pedrinho

O garotinho mora na cidade grande, mas não abre mão de passar férias no sítio da sua avó, Dona Benta. Aventureiro e corajoso, o primo de Narizinho não tem mesmo medo de nada – aliás, só de vespa! Foi Pedrinho quem construiu Visconde de Sabugosa, um sabugo de milho para lá de sábio.

Emília

A boneca de pano foi confeccionada pela Tia Nastácia e depois que engoliu a pílula da fala começou a falar como uma matraca. Deixou de ser apenas uma boneca e agora é uma tagarela divertida e independente. Adora inventar, trocar ou mudar palavras e possui, ainda, um poder especial: o “Faz de Conta”, capaz de alterar a realidade das coisas.

Dona Benta

Dona Benta é a melhor contadora de histórias que Narizinho e Pedrinho conhecem. Inteligente, muito querida e carinhosa, a avó dos pequenos é dona do Sítio do Picapau Amarelo.

Tia Nastácia

A grande criadora da boneca Emília é também uma ótima cozinheira, dona dos melhores quitutes e bolinhos. A Tia Nastácia praticamente criou Narizinho e é extremamente medrosa. “Credo!”, “Esconjuro!” e “Esse mundo está perdido” são expressões constantemente usadas em seu vocabulário.

Visconde de Sabugosa

Foi o sabugo de milho que descobriu petróleo nas terras do sítio. Sábio, Visconde estuda muito e, de quebra, ensina geografia, geologia e muitas outras coisas para o pessoal do sítio. Sua Cartola está sempre junto dele quando Narizinho, Pedrinho e Emília o chamam para se aventurarem por aí.

Cuca

Cuca é uma bruxa com cara de jacaré e garras de gavião. Já raptou e jogou uma poção amaldiçoada em Narizinho, que foi salva por Pedrinho – seu corajoso e fiel primo.