Segundo a Organização Mundial da Saúde, a taxa de crianças obesas no mundo todo chegará a 75 milhões até 2025

Hipertensão, diabetes, baixa autoestima, cansaço, alterações no sono, problemas nas articulações e nos músculos são algumas das complicações que a obesidade pode causar às crianças. Além disso, o impacto no desempenho escolar e no processo de aprendizado dos pequenos também está entre as consequências da obesidade.

Pesquisas apontam que a obesidade pode interferir no desenvolvimento do córtex pré-frontal e do córtex cingulado anterior, partes do cérebro responsáveis pelo raciocínio e aprendizado do ser humano.

Outra consequência relacionada à dificuldade no aprendizado é a má alimentação. Os alimentos processados e industrializados possuem baixo teor nutricional, o que prejudica o desenvolvimento neurológico.

Tanto no caso de obesidade, quanto no de má alimentação, é importante que os pais fiquem atentos. A obesidade é um dos problemas de saúde pública mais graves do século XXI , com expectativa de haver 75 milhões de crianças obesas e com sobrepeso no mundo até 2025, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Nutrição infantil: como evitar a obesidade no meu filho

Resultado da má alimentação e da falta de exercícios físicos , a taxa de obesidade vem crescendo a cada dia. Por isso, é fundamental que pais e responsáveis ajudem as crianças a evitar tal realidade. Caso, seu pequeno já se encontre com este problema, é muito importante procurar um profissional para modificar hábitos, tornar a alimentação mais saudável e sair deste quadro de saúde.

Opte por alimentos com alta quantidade nutricional e boa digestibilidade, como frutas, fibras, legumes, verduras, carnes e sopas. Estes ingredientes devem fazer parte da alimentação durante toda a semana. Prefira sempre os sucos naturais, evitando o consumo exagerado de refrigerantes e líquidos com muito corante e açúcares. Os “mimos” devem ser oferecidos eventualmente, sem que se tornem parte do dia a dia da criança. .

No entanto, não são só os alimentos que precisam ser substituídos. Outros hábitos, tanto dos pais quanto dos filhos, também devem ser repensados. É importante, por exemplo, que toda a família participe das refeições, procurando sempre seguir um horário padrão. Deixar que a criança coma quando quiser, pode desregular seu intestino e contribuir para o aumento do seu peso corporal.

Assim como existe a educação escolar, existe também a educação alimentar. Portanto, os pais e responsáveis precisam garantir que, mesmo com certa autoridade, as refeições sejam prazerosas, divertidas e livres de grandes tensões, fazendo com que a criança valorize a educação alimentar. Preparar pratos coloridos, oferecer jogos educativos ou mesmo pedir para que o pequeno prepare seus próprios lanches saudáveis irá ajudá-lo a desenvolver um paladar mais regulado.