E então chegou o dia… É hora de voltar ao trabalho. Mas como fazer isso depois de passar vários meses bem perto do bebê?

Retomar a vida profissional pode ser bastante complicado para algumas mulheres e é normal que apareçam sentimentos de ansiedade, tristeza, insegurança, culpa e medo.

Muitas mães têm receio de deixar o bebê, outras se preocupam com os novos desafios da carreira e do papel que desempenham no trabalho. Algumas acreditam não serem capazes de conciliar a profissão e o filho, e existem ainda mulheres que se sentem culpadas por ficarem animadas com o retorno.

Como se organizar então para o fim da licença maternidade?

Ainda durante a licença maternidade é importante que a mãe comece a pensar com quem deixará o bebê quando retornar ao trabalho.

Quanto mais confiança a mulher tiver em quem cuidará de seu filho, mais tranquila será essa fase de adaptação.

Creche, escola, babá, avós ou parentes… Qualquer que seja a escolha é fundamental que a mãe esteja segura dela e entenda que pode mudar de opinião a qualquer momento. Muitas vezes a decisão funciona bem por um período e, depois, pode ser mais interessante fazer uma mudança, sem culpa e sem cobranças.

Vale a pena também se planejar quanto aos horários e distâncias. Saber quanto tempo irá gastar para ir e voltar do trabalho é importante para organizar a rotina.

Se a mulher ainda estiver amamentando é preciso que ela busque também orientações sobre a extração e armazenamento do leite materno.

Decisão difícil…

Ao fim da licença maternidade, algumas mulheres decidem dar uma pausa na carreira para se dedicarem inteiramente ao bebê. Por outro lado, existem mães que optam por retornar ao trabalho, pois não conseguem imaginar como seria ficar o dia todo em casa.

Nesse momento é importante analisar o orçamento da família e os objetivos da mulher para que ela se sinta confortável com sua escolha. A mãe deve lembrar que situações ideais são difíceis, porém suas decisões vão ser baseadas naquilo o que ela acredita ser o melhor.

Qual é o papel do pai / companheiro?

É fundamental compartilhar com o parceiro todas as decisões sobre o bebê e nesse momento não é diferente.

Dividir as responsabilidades sobre os cuidados com o filho pode deixar a mulher mais tranquila, independentemente de sua escolha de retornar ao trabalho ou não. Quando ela se sente apoiada, acolhida e amparada, esse momento se torna mais tranquilo.

Deixe a culpa pra lá…

Vale lembrar também que a mulher pode (e deve!) pedir ajuda sempre que achar necessário. Independente de qual seja a decisão tomada, a mãe não deve se sentir na obrigação de dar conta de tudo… sempre… com perfeição.

Sentimentos de insegurança e de culpa fazem parte, mas a mãe não deve se esquecer de que não é a Mulher Maravilha. Ela não precisa fazer tudo sozinha!

Trabalhar fora de casa, trabalhar em casa, ficar com os filhos… Essa é uma escolha que só cabe à mulher e sua família e, portanto, deve funcionar bem para eles.

Com planejamento, organização e alguns cuidados de questões práticas e emocionais, o fim da licença maternidade pode ser uma fase de transição mais tranquila para a mãe, o bebê e toda a família.

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Mãe da Maria Clara, mestre em psicologia clínica, especialista em psicologia perinatal e formada em psicoterapia infantil. Carinhosamente, contribui com seu conhecimento aqui no Blog, à convite da Leiturinha.