Conciliando diferentes vivências na vida a dois

A vida a dois é circundada de momentos que originam a história do relacionamento do casal. São as dificuldades que, mais tarde, virão a estabelecer como o casal deve agir diante de novas situações, pois estão baseados em vivências anteriores. Mas a maior dificuldade que se apresenta aos companheiros, certamente são as vivências anteriores ao relacionamento. Cada um vem de uma cultura, uma família, com costumes e pensamentos divergentes. Conciliar essas criações e retirar o melhor de cada uma delas para então formar uma nova cultura familiar, própria daquele núcleo, é uma tarefa que abarca muitos conflitos.

A vida do casal depois dos filhos

Abandonar suas certezas em prol do outro, desconstruir costumes, manias, vontades é muito doloroso. É o momento de reabrir feridas, de questionar ideias que, até então, pareciam inquestionáveis. Certamente ocorrerão muitos embates, mas por vezes, pode ser libertador enfrentar ciclos que ficaram pendentes e, principalmente, entender que há outros pontos de vista, outros modos de realizar tarefas cotidianas. Os caminhos são incontáveis. Porém, esse processo se complica muito mais quando há um serzinho absorvendo todo o mundo ao seu redor. Se temos dois adultos se desconstruindo, agora acrescentamos uma criança iniciando seu processo de construção. Os adultos precisam fornecer a base aos seus pequenos, além de questionar a sua própria. E essas situações não ocorrem isoladamente, estão acontecendo a todo tempo.

Quando o casal diverge na educação dos filhos

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Enquete realizada no Instagram da Leiturinha.

Nesse meio, acontecem as divergências de pensamento e ordens, e os pequenos encontram as brechas, sabem a quem recorrer em assuntos específicos. Como em uma hora algo é permitido e, em seguida, negado pelo outro? Quem cederá mais fácil? Os pequenos pegam esses pontos no ar.

Nessa hora, é importante respirar fundo e pensar que o acordo é a saída mais fácil. Todos podem opinar e todos precisam encontrar a melhor saída, em conjunto. A educação dos filhos não cabe a um só, pois eles reproduzirão tudo o que for apresentado.

Se há uma casa onde os adultos não conseguem chegar a um acordo, como poderá a criança agir segundo as regras? Afinal, quais são as regras? O diálogo é o caminho mais importante para formulá-las e, claro, não agir no caminho oposto  a elas. De nada servirá uma regra não respeitada também pelos adultos. As leis familiares devem ser decididas em conjunto e acatadas também em conjunto.

Cada família forma as próprias manias e costumes, portanto, as regras devem ser determinadas da mesma forma. Por isso, não cabe acreditar que as leis de outra família suprirão as necessidades da sua. Ouvir seu núcleo, os desejos do seu bando, é um exercício difícil e parece arriscado, pois não há exemplo a seguir. Família é vivência, não há certa nem errada, cada uma decide em conjunto os rumos que deve trilhar, pois apenas esse núcleo lidará com as dificuldades internas. O aprendizado é constante, a família absorve e entende o mundo a todo tempo. O aprendizado sobre a própria família é ainda mais encantador. É só ouvir.

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Sou Victória Silveira, escrevo como convidada para o Blog da Leiturinha e, no amanhecer dos meus 19 anos, acabei por me reconhecer como escritora, amante das Artes e mãe da Helena.