A ansiedade de separação é o nome dado ao sentimento da criança quando ela percebe que está afastada dos pais, mesmo que por instantes. O nome pode soar como algo bastante negativo, mas antes de se preocupar saiba que os bebês passam por isso e que faz parte de seu desenvolvimento.

Normalmente isso acontece por volta do oitavo ao décimo mês do bebê, mas isso não é uma regra, pode acontecer um pouco antes ou depois. Essa ansiedade começa quando o bebê começa a perceber que a mãe é uma pessoa separada dele e que ele depende dela. Por isso, quando ele não vê ou ouve a mãe teme que ela desapareça, já que ele ainda não consegue manter uma imagem mental dela.

Isso gera um sentimento de perda no bebê, mesmo que a mãe deixe o ambiente por segundos sua ausência pode gerar a chamada ansiedade de separação, um medo muito grande de que ela não volte.

Antes de mais nada, muita calma, isso passa. Com o tempo, o bebê desenvolve uma noção de permanência, entendendo que as pessoas e as coisas continuam existindo mesmo que ele não esteja vendo e, portanto, a ansiedade vai diminuindo. Ele aprende que a mãe vai, mas volta.

Como ajudar?

Se você está passando por essa fase com seu bebê saiba que tem sim como facilitar o processo todo. Você pode repetir sempre as mesmas frases antes de sair do quarto ou da casa, ou deixe que ele vá sozinho para outros cômodos da casa e depois de um minuto vá atrás dele, o processo de separação pode ser mais fácil se for começado por ele.

Brinque de esconder o rosto com uma toalhinha e depois reaparecer; não saia de fininho, se despeça dele, mesmo que ele chore e peça pra você não ir, é melhor assim porque ao falar que está indo e que vai voltar você deixa ele menos ansioso.

Demonstrar naturalidade e positividade ao se despedir é essencial, pois as crianças precisam sentir a segurança dos pais para se sentirem mais confiantes.

Lembre-se que essa é uma fase e que, assim como muitas outras, vai passar. Portanto, não se pressione, nem pressione a criança, dar suporte emocional para ela vai tornar tudo mais tranquilo para os dois lados.

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Jornalista e entusiasta do desenvolvimento infantil, acredita que brincar é sinônimo de aprendizado e felicidade para as crianças.