Como criar uma relação saudável entre as crianças e o uso da internet? Em meio a tantas notícias sobre personagens falsos e conteúdos impróprios incluídos dentro de vídeos aparentemente inocentes, como o caso da boneca momo, acabamos em estado de alerta ao tema: precisamos estar conscientes da importância de manter nossos pequenos e pequenas seguros no ambiente da internet. E sim, isso é possível!

1. Converse. Construa um laço de confiança entre você e seu pequeno.

O diálogo em casa é fundamental e esclarecedor para que as crianças compreendam riscos e saibam lidar com situações em que você não esteja por perto. Neste momento, vale o bom senso para levar em conta a idade do seu pequeno e o quanto ele está preparado para compreender cada assunto. Busque uma abordagem que corresponda à idade dele.

Você não vai estar por perto o tempo todo. Por isso, as crianças precisam se sentir seguras e saber que podem (e devem!) contar quando algo que elas assistiram ou presenciaram ultrapassa os limites do que vocês conversaram juntos sobre o que é certo e bondoso.

2. Monitore com frequência.

Nos primeiros anos de vida, os pequenos não possuem repertório suficiente para distinguir o que é real e o que é fantasia. Toda informação a que as crianças são expostas no início da vida pode ser compreendido por elas como algo que pertence à realidade. Por isso é nosso papel acompanhar de perto para garantir que a criança absorva apenas aquilo que é adequado.

Mesmo que o conteúdo já seja previamente curado, é importante a presença do adulto mediador para fazer com que o contato do pequeno seja feito da melhor forma possível.

3. Estabeleça limites.

Que as crianças da Geração Alpha são apaixonadas por tecnologia, todo mundo já sabe. O nosso desafio enquanto mães e pais e saber utilizar essa intimidade toda que os pequenos tem com os dispositivos tecnológicos para potencializar o seu desenvolvimento e que faz toda diferença.

Os estímulos são saudáveis sem excessos. Estabeleça quanto tempo os pequenos podem utilizar o celular, tablet ou TV por exemplo. Brincadeiras entre amiguinhos, debates e atividades ao ar livre podem ser complementadas com desenhos e jogos que tragam conhecimento e reforcem valores entre os pequenos.

Na hora de determinar o tempo de utilização da internet, uma boa dica é levar em consideração a idade de cada criança.

4. Nunca subestime desenhos rotulados como “infantis”.

O alerta aqui é para conteúdos aparentemente inofensivos disponíveis abertamente na internet. Frequentemente são polemizados na mídia vídeos falsos que já chegaram a fazer parte da lista de conteúdos relacionados dos desenhos que as crianças assistem. Imitando desenhos famosos, como Peppa Pig e Frozen, eles possuem conteúdos inapropriados para crianças, onde os personagens infantis fumam cigarros, são torturados com instrumentos de dentista e transformam pessoas em zumbis com injeções.

O mais recente caso polêmico é o da boneca Momo que aparece em vídeos populares de slime para crianças ensinando a se suicidar cortando os pulsos. O caso foi divulgado recentemente pela Revista Crescer.

5. Tenha plataformas infantis seguras como aliadas nessa missão.

Os filtros de recomendação que sugerem conteúdos infantis não são o suficiente. O YouTube Kids, por exemplo, alerta sobre sua função de bloquear conteúdos denunciados que  “nenhum filtro é 100% preciso”.

Considere ferramentas de conteúdo restrito, curado por especialistas. De acordo com Nathalia Pontes, psicopedagoga que atua na curadoria dos conteúdos do aplicativo infantil PlayKids:

“mais do que procurar espaços destinados para crianças dentro dos produtos e da internet, é importante que a família tenha uma relação de diálogo transparente com os pequenos, mostrando quais são os riscos que o ambiente digital pode oferecer, se não utilizarem da maneira correta. Essa é uma forma segura e de educar as crianças e estimulá-las a crescerem como cidadãos digitais conscientes, preparados para lidar com toda a tecnologia que eles adoram da melhor forma.”.

Agora que você já sabe como tomar algumas medidas para manter os pequenos seguros na internet, vamos colocar em prática. Também tem dicas de como aproveitar o potencial da tecnologia no desenvolvimento das crianças? Compartilhe nos comentários!