Televisão, celulares, tablets, computadores… Tudo isso se tornou parte cada vez mais presente no dia a dia das famílias, do momento que acordamos à hora de dormir. No entanto, como qualquer outro quesito, como esporte, alimentação, controle financeiro, a tecnologia pode impactar positiva ou negativamente nas relações familiares. Isso vai depender, claro, da maneira como os pais lidam e mediam o uso da tecnologia. Vamos falar sobre isso? 

A influência da tecnologia nas relações familiares

Segundo dados do relatório da App Annie, os brasileiros destinam mais de três horas diárias ao celular. Isso nos faz hard users de tecnologia. E vale repensar para qual tipo de informação essas horas estão sendo destinadas.

Algumas pesquisas de universidades americanas já relatam que crianças reclamam que os pais estão muito distraídos com o celular e por isso não prestam atenção nelas. O mesmo ocorre com casais, que citam as redes sociais e o uso dos aparelhos como algo que distancia a conversa e o relacionamento. Mas como mudar essa realidade e utilizar a tecnologia para aproximar e não para distanciar?

Os pequenos aprendem muito através de exemplos

Sempre nos preocupamos com a relação que os nossos pequenos têm com os aparelhos e queremos que eles cresçam de forma saudável, aplicando as tecnologias da melhor maneira possível. Entretanto, na realidade, deveríamos questionar também a nossa relação com a tecnologia, se esta é saudável e se estamos de fato ensinando pelo exemplo

As crianças aprendem com o ambiente físico e social que estão imersas. Não adianta falarmos para que elas limitem o uso ou destinem o uso para conteúdos significativos, se nós, pais, continuamos a responder as mensagens de trabalho e pessoais e vendo vídeos sem muita valia durante as refeições.

Então, o que fazer para a tecnologia ser uma boa influência nas relações familiares?

Mais uma vez, tudo tem potencial de unir e de separar, e a tecnologia também. No entanto, quem usa a tecnologia somos nós, humanos, que damos sentidos e significado aos recursos. 

Então vamos repensar nossas rotinas, vamos usar as tecnologias para aproximar a família, para educar nossas crianças e para criar vínculos fortes e duradouros. Para isso, é necessário mediação e presença. É vital que os pais e educadores participem, que deem significado aos jogos e vídeos que os filhos assistem, que conheçam e selecionem empresas e aplicativos que sejam, de fato, relevantes e educativas para a faixa-etária dos pequenos. 

E que criem, também, momentos sem a tecnologia. Que escolham atividades distintas junto aos filhos. E, principalmente, que revejam sua própria relação com os aparelhos, e mostrem a saudabilidade que esperam dos pequenos.

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Mestranda em Psicologia da Educação, Psicopedagoga e Escritora, acredita que aprender é uma combinação entre autoconhecimento, troca e curiosidade pelo novo. É apaixonada por educação, desenhos, viagens e literatura.