Mel acordou hoje, desligou seu despertador, conferiu sua agenda do dia no celular, trocou mensagens carinhosas com suas amigas e foi tomar seu café. Ligou a cafeteira elétrica. Sentiu o cheiro do seu café favorito, que já a motiva para o seu dia. Pegou as chaves de seu carro e foi dirigindo para o trabalho. Reduziu a velocidade no radar, já que foi avisada pelo aplicativo e não quer tomar multas, pois estas pesam na carteira. No caminho, ouviu seu podcast favorito, eles comentavam sobre tecnologia. E ela pensou “Nossa, como tenho dificuldade com essa tal de tecnologia, mal consigo fazer meu rádio do carro parar de marcar 3:00…”.

A tecnologia está por toda parte

Quão comuns são pensamentos como o da Mel? Bastante, certo? Mas e o despertador, o celular, os aplicativos, o carro, o radar, o podcast? Eles também são tecnologias, mas eles estão tão embutidos no nosso cotidiano que nós nem nos atentamos. Esse é o interessante, nós denominamos o que é novo ou ainda está por vir como tecnologia, e muitas vezes nos esquecemos de como já lidamos com as inovações no nosso dia a dia. Bill Gates afirma que: o avanço da tecnologia baseia-se em fazer com que ela se ajuste para que você nem a perceba, fazendo então parte da vida cotidiana”.

Ou seja, a tecnologia é qualquer mecanismo que suporte ou facilite seu cotidiano, sua interações e seu trabalho. É um apoio que pode auxiliar várias naturezas, inclusive a base, a educação.

Tecnologia e sala de aula: como o meio digital impacta a educação do seu pequeno?

Pensando na educação, é impossível não falarmos nos educandos, a Geração Alpha. E um ponto sempre em pauta é a forma deles pensarem, que se assemelha às páginas da internet: aceleradas, com eixos distintos e multidisciplinares. Aliás a discussão “a tecnologia que nos muda ou nós mudamos a tecnologia?” é bastante pertinente ao falarmos das gerações, no entanto acredito que o enigma seja difícil de resolver, já que um sofre e recebe influência do outro simultaneamente e repetidamente, incitando uma definição mútua. Assim, o que temos é: um cenário no qual a educação passa por uma transformação para acompanhar seu público-alvo e manter-se atual e relevante.

Como educar alunos da Geração Alpha?

Hoje, temos alunos que conseguem confrontar as informações apresentadas em tempo real, que podem visitar um museu do outro lado do mundo, e que podem ver a geografia de diferentes locais, tudo através da tecnologia! Uma oportunidade de aprendizagem significativa, na qual o aluno, de fato, pode ser protagonista de seu aprendizado, e consequentemente desenvolver habilidades como responsabilidade, curiosidade e resolução de problemas.

Consequência disso? Professor mediador do conhecimento, alunos mais engajados, aulas mais dinâmicas e questionadoras. Todos se desenvolvem!

Volto a citar Bill Gates, quanto à importância do professor, que nunca será diminuída, apenas ganhará mais meios de atuação, mais suporte para engajar alunos e disseminar conhecimentos. Nas palavras dele “Tecnologia é apenas a ferramenta. Quando falamos em fazer com que as crianças trabalhem juntas e as motivando, então a professora é a mais importante”. E que ferramenta mais bacana e oportuna para desenvolver aulas cada vez mais vívidas!

Afinal, quem estuda, conhece ou já leu alguma reportagem sobre neurociência, já sabe que a memória mais permanente é aquela que te desperta emoção. E cada vez mais vejo a tecnologia associada à escola evoluindo rumo a esse propósito: o de ensinar de forma mais atuante, mais real, com mais vivências e mais engajamento tanto de alunos como de professores.

Leia também: 

Profile photo of Nathalia Pontes

Mestranda em Psicologia da Educação, Psicopedagoga e Escritora, acredita que aprender é uma combinação entre autoconhecimento, troca e curiosidade pelo novo. É apaixonada por educação, desenhos, viagens e literatura.