Tecnologia para crianças: a importância da mediação e do equilíbrio

por | jun 10, 2019 | 0 Comentários

Viver e usar tecnologia já tornou-se uma relação simbiótica. A tecnologia é vital no nosso trabalho, na forma que nos comunicamos, na forma que aprendemos e, inclusive, na forma que nos enxergamos. Vivemos na época que marketing digital é pleonasmo, que a comida vem mais pelo motoboy do que pela panela e que os telefonemas viraram mensagem de áudio.

Então, é natural que a tecnologia incite dúvidas quando o assunto são os pequenos e a criação. Por isso, é importante relembrar alguns fatores comumente recomendados para a criação, para desmistificar alguns tópicos:

1. Equilíbrio

Toda criança no seu processo de desenvolvimento precisa de estímulos diferentes. Nesse contexto, qualquer atividade feita por horas a fio pode tornar-se um risco. A criança requer equilíbrio, rotina. Para isso, é importante que ela tenha tempo para brincar, exercitar-se, comer, dormir, pular, rir e chorar. Por mais que o pequeno goste de vídeo-game, não é saudável que ele passe 10 horas jogando, e o mesmo vale para leitura ou esporte. Saudabilidade não está ligada à atividade em si, e sim ao tempo de exposição. Ou seja, tudo pode apresentar uma contribuição: as telas, os games e os livros, mas é importante atentarmos à frequência.

2. Mediação

Atividades mediadas ganham uma força extra quando o assunto é aprendizado. Toda criança encontra-se em uma fase de absorção do mundo externo, e o aprender torna-se mais significativo quando existe alguém que traduz os conceitos do mundo. Ou seja, quando uma criança lê sozinha um livro, sem dúvida ela está aprendendo diversos conceitos. Mas, há momentos em que a intervenção ajuda a criança a relacionar o conceito com o seu cotidiano, ou atentar-se a algo que passou despercebido, por exemplo. Um vídeo pode ser uma tremenda ferramenta para os pais abordarem temas polêmicos, como um novo irmão, um divórcio, ou a morte de um ente querido. Usar o desenho que o pequeno gosta para explicar uma situação nova, pode ser a maneira ideal de ambientar e iniciar o assunto, inclusive exemplificando que a mesma situação foi vivida pelo personagem favorito, por exemplo.

3. Tela como fim

Existem diversos conceitos que podem ser aprendidos de forma passiva, ou seja, por observação. Inclusive, em termos didáticos, podemos dizer que aprendermos primeiramente por observação e depois de forma ativa, produzindo e atuando. Em outras palavras, seria o aprender a ouvir antes de falar, ou a ler antes de escrever. Seguindo esse conceito, a criança pode, através de jogos educacionais e vídeos educacionais, aprender ou ter seus primeiros contatos com temas como diferentes emoções, números, letras até diferentes países. Que depois serão trabalhados de forma mais profundas, até que se internalizem para que o pequeno consiga produzi-los.

4. Telas como meio

A tela pode, também, incitar conhecimento ativo. Uma vez que vemos na tela seu potencial de ser trabalhada também como meio, e não apenas como fim. Ou seja, a tela pode servir como suporte para uma meditação guiada para a criança, um passo-a-passo para construir um brinquedo, fazer um experimento científico, e até ser uma forma de movimento, ao copiar os passos de uma dança. Assim, vemos o pequeno praticando atividades físicas, exercitando a concentração e protagonismo. Habilidades fundamentais para o desenvolvimento.

5. Atividades educacionais

A OMS recomenda o uso de telas para crianças até 2 anos para atividades educacionais. Ou seja, é importante averiguar a qualidade dos conteúdos exibidos para as crianças, e selecionar apenas aplicativos e vídeos que ensinem conceitos, estimulem a coordenação motora e apresentem vocabulário. Como crianças são esponjas de conhecimento, torna-se vital triar o conteúdo a qual elas serão expostas. E apresentar conteúdos seguros, que de fato sejam relevantes e apropriados para a faixa-etária. Por isso, existe o PlayKids App, uma plataforma segura de conteúdos educativos para os pequenos!

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Escrito por Nathalia Pontes
Mestranda em Psicologia da Educação, Psicopedagoga e Escritora, acredita que aprender é uma combinação entre autoconhecimento, troca e curiosidade pelo novo. É apaixonada por educação, desenhos, viagens e literatura.
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