Sim salabim, não salabão, agora o leitor vai virar um leitorzão! Pronto, com as palavras certas, agora você leitor já não é mais aquele que começou a ler o texto. Agora, você está grande, muito grande, ou melhor, está enorme. Talvez até esteja com dificuldade de encontrar um lugar para se sentar e continuar a ler essa matéria. Mas não se preocupe, logo vai passar. Prontinho. Viu? Foi rápido né? Sabe como eu fiz isso? Com mágica! Isso mesmo, mágica – aquela que faz o impossível, possível. Sabe onde aprendi? Com as crianças, isso mesmo. É só observar um pequeno brincando que logo você concluirá que a magia na infância é tão presente quanto a própria brincadeira. Por isso, livro de mágica para crianças faz tanto sucesso.

Esconde daqui, transforma dali, imagina de cá, cria de lá. Estão aí as características de uma criança, ou as de um mágico. 

A mágica na infância ou infância na mágica? 

A mágica anda de mãos dadas com o deslumbramento, com o suspense e, acima de tudo, com a criatividade. Imagine só a primeira pessoa que teve a ideia de tirar coelhos de uma cartola? Os primeiros que ouviram falar sobre isso devem ter achado a ideia no mínimo estranha. A mágica tem dessas coisas, propor arranjos que o nosso olhar cotidiano nem imagina.

Como nasce uma ideia mágica? Como isto pode virar aquilo? Ou aquilo deixar de ser isso? 

A resposta para estas perguntas está na sagacidade em perceber que tudo pode ser tudo. Nesse quesito, as crianças dão um show. Já dizia Baudelaire: “A criança se interessa intensamente pelas coisas, mesmo por aquelas que aparentemente se mostram as mais triviais”. Esse interesse já diz o quanto os pequenos estão abertos às possibilidades, ao mistério, àquilo que é e ao que pode vir a ser. 

Assim como um mágico, a criança surpreende, tira risadas e olhares de admiração dos seus ouvintes. Não há um adulto atento que não tenha se deslumbrado com as descobertas e invenções dos pequenos. Gosto de pensar que a diferença entre o mágico e a criança está na profissão: para o mágico, a magia é um trabalho, já para a criança é um modo de vida. 

Mágica! Nina e Ludovico: um livro sobre amizade, criatividade e mágica!

No clima de mágica, te apresento leitor  a uma dupla de peso: Nina e Ludovico. Confesso, que quando os conheci, foi amor à primeira vista. Desse dia em diante, a dupla tem lugar de destaque na minha estante. Não é preciso muito tempo para eles te conquistarem, basta virar as primeiras páginas do livro para que o leitor logo se encante com a simpatia e espontaneidade dos personagens. 

Um pouquinho mais da história…

Nina, a mágica da vez, é dona de uma criatividade sem tamanho. É criativa para transformar o amigo e para pensar nos comandos mágicos mais inusitados da história literária. Quer um exemplo: “Tralha, treco, troço, geringonça. Ludovico, vire uma onça” ou então, “Peço: passe a paçoca! Ludovico, vire uma foca”.

As gargalhadas não param por aí. Na leitura atenta das ilustrações o leitor se diverte com as peculiaridades de cada mágica, e seus efeitos no nada pequeno Ludovico. É um verdadeiro festival de magia – com direito a cartola e varinha! 

O berço dessa história tão gostosa foi a imaginação da brasileira Aline Abreu. Já a publicação ficou a cargo da editora Jujuba. Como toda boa história tem que ser compartilhada, a Equipe de Curadoria da Leiturinha preparou novas casas para Nina e Ludovico: a casa dos pequenos leitores do clube.

Agora, assim como eu, tenho certeza que muitos pequenos leitores estão apaixonados por essa história!

Para receber livros incríveis como esse e incentivar a leitura em sua casa desde cedo, faça parte do Clube Leiturinha!

Profile photo of Juliana Freitas

Formada em Psicologia, é apaixonada pela ciência e pelas artes literárias. Estuda o encontro entre a criança e o livro, a criança e o psicólogo e a criança e o mundo.