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Como introduzir o inglês em casa?

por | jun 9, 2022 | 3 Comentários

Todo mundo pode ser bilíngue. Inclusive, qualquer criança consegue falar outro idioma! Para isso, ela deverá ser exposta a uma nova língua em casa, na escola ou, então, na rua – caso vocês morem em um país que fala outro idioma, diferente daquele falado em casa. E, assim como qualquer criança pode ser bilíngue, qualquer família é capaz de introduzir o inglês em casa. Por isso, se você sonha em ver seu pequeno ou pequena falando inglês, confira as dicas a seguir! 💬

Leia mais:
👉 Bilinguismo infantil: mitos e verdades
👉 Livros bilíngues para crianças: vale a pena?
👉 Desenvolvimento da fala: descubra o que é esperado para cada idade

Como introduzir o inglês em casa?

Pais nativos, fluentes ou não, com proficiência alta ou baixa: todos eles conseguem introduzir o inglês para crianças de qualquer idade. Desde que queiram continuar a estudar essa língua e que tenham algumas estratégias para tanto!

Afinal, é importante frisar que o bilinguismo é um processo simples, natural e não é exceção no mundo. Por isso, deixe de lado todos os bichos-de-sete-cabeças que você pode ter em relação a esse assunto, ok? 😉 Vamos lá!

Como começar?

A melhor maneira para começar a introduzir o inglês em casa é observando o interesse da criança, usando sua curiosidade e disposição como um guia para o uso do idioma. Isso porque a criação bilíngue (nome dado para especificar a criação dos pequenos e pequenas em outro idioma) não precisa ser uma “escolinha de inglês”.

Simplesmente viva e faça tudo aquilo que você já faz com sua criança durante a rotina familiar, mas em outra língua. Ou seja, aja naturalmente e respeitando a sua criança. Afinal, o foco é sempre ela!

Outra dica é aproveitar os momentos de conexão com nossos pequenos e pequenas, como uma leitura, uma brincadeira, o momento do banho ou até do jantar, por exemplo. 🥰 Assim, é possível fazer do inglês uma ferramenta natural no dia a dia!

Quando começar?

Podemos começar a introduzir o inglês em casa a qualquer momento. Ou seja, não importa a idade que nossas crianças tenham. No entanto, lembre-se que a maneira como inserimos outro idioma muda de acordo com a idade dos pequenos e pequenas, tudo bem?

Pense da seguinte maneira: não brincamos ou estimulamos uma criança de 5 anos da mesma maneira que fazemos com um bebê de 8 meses, não é mesmo? Assim como a maneira de conversar muda quando estamos com uma criança de 2 anos ou com outra de 7 anos de idade.

Portanto, não espere que a forma de introduzir o inglês em casa seja a mesma. As crianças mudam e suas necessidades também! ⚡

Preciso ser fluente em inglês?

Não! Você pode começar com o que já tem hoje. Por exemplo, sabendo falar as cores, os nomes dos animais, algumas frases ou expressões em inglês. Porém, caso a criação bilíngue seja um objetivo da sua família, você precisa saber que é de extrema importância continuar estudando esse idioma!

Dessa maneira, você até pode começar com qualquer nível de inglês, mas usando o que você já sabe de uma forma bastante intencional. Aos poucos, a sua criança vai entendendo essa nova língua, enquanto você também vai aplicando e estudando ainda mais o inglês.

Ensinar inglês ou falar em inglês com as crianças?

Essa é uma escolha totalmente pessoal. Alguns adultos preferem ter momentos de aprendizado com seus filhos e filhas. Outros, preferem inserir a língua naturalmente em casa (como foi o meu caso). Por isso, não existe certo ou errado! Mas, sim, a maneira como a família se sente mais confortável.

Independente da sua decisão, saiba que, de uma hora para outra, o uso do inglês em casa vai se tornando cada vez mais natural. Mesmo fora dos momentos programados! 🤩

Métodos e estratégias para iniciar no mundo bilíngue

Ao contrário do que algumas pessoas podem pensar, a televisão e os desenhos animados sozinhos não tornam ninguém bilíngue. 😕 De fato, por meio da televisão, as crianças até podem aprender algumas palavras, por exemplo. O que pode auxiliar no início do aprendizado! No entanto, não costuma ir muito além disso.

Nesse sentido, a televisão pode ser uma ótima ferramenta para aprender novas palavras e reforçar a língua. Mas, para ter resultados efetivos e a longo prazo, é essencial a troca comunicativa, interação social e uso da língua no cotidiano.

Sabendo disso, vamos para o próximo passo:

4 métodos de aquisição de idiomas

  1. OPOL (One Person, One Language): neste método, um familiar (como o pai) fala em português com as crianças e outro (como a mãe) fala em inglês com elas, por exemplo. Desta forma, os pequenos e pequenas têm cada familiar como referência para cada língua.
  2. Time and Place: é um método no qual a família decide encaixar o idioma em certos momentos do dia ou mesmo locais da casa. É o caso da hora do banho, do momento de alguma brincadeira, das atividades feitas na cozinha ou no quarto das crianças. Assim, a família tem liberdade para inserir o idioma em sua rotina.
  3. Minority Language at Home: aqui, toda a família (mas, principalmente, os adultos) falam o idioma-alvo em casa. Como inglês, por exemplo. Dessa forma, essa se torna a língua principal da casa;
  4. Mixed Language Policy: por fim, neste método, a pessoa que fala decide qual língua vai aplicar na conversa. Assim, mistura-se ambos os idiomas ao longo do dia, respeitando sobretudo o interesse de quem fala.

Inglês em casa: sugestões para sua família

Mais importante do que saber sobre os métodos de aquisição de idiomas, é entender uma receitinha simples: consistência + constância + flexibilidade. Isto é, seja consistente, abrace sua decisão e crie o hábito de falar em inglês com as crianças todos os dias. Mesmo que você comece com pouquinho tempo!

Além disso, seja flexível com você mesmo(a) e com a sua criança: não force a si nem a ela. E respeite os dias difíceis! ✨ Você pode aproveitar os livros enviados pelo Clube Leiturinha, por exemplo, traduzindo a história para os pequenos e pequenas. Ou, então, inserindo o idioma a partir de brincadeiras em inglês. Tudo é adaptável, basta querer!

Para finalizar, é importante salientar que introduzir outra língua em casa não significa abrir mão da cultura brasileira ou da língua portuguesa, certo? O mundo é multicultural e multilinguístico. E isso significa que não é sobre subtrair ou perder! Mas, sim, sobre adicionar, multiplicar e respeitar as mais diversas línguas e culturas. Assim, criamos cidadãos do mundo!

Você ainda tem dúvidas sobre o bilinguismo infantil? Tem interesse em saber ainda mais sobre este lindo mundo bilíngue? Me conta nos comentários!

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Escrito por Louise Machado
Escritora, pesquisadora e mãe de um pequeno bilíngue de 7 anos. Formada em Letras/UFF e mestranda em Neurociência/UFABC, pesquisa o bilinguismo infantil há mais de 7 anos. *Louise é especialista em bilinguismo e foi convidada pelo Blog Leiturinha para compartilhar sua opinião com as nossas famílias leitoras.
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3 Comentários

  1. Monick

    Ai como é bom ler um bom conteúdo sobre esse assunto que muitas vezes parece tão distante. Algo que tenho aprendido muito ouvindo você no Instagram é que precisamos estudar e realmente nos dedicar se queremos introduzir uma segunda língua em nosso lar. Também aprendi essa semana que um país não ser bilíngue, na verdade é exceção 😅. Obrigada por quebrar a cabeça estudando algo tão científico e passando pra gente de uma forma tão acessível e leve. ❤️❤️

    Responder
  2. Monick

    Amei seu conteúdo, como sempre! Anotar aqui as formas de bilinguismo. Obrigada!!!!

    Responder
  3. Monick

    Tenho aprendido muito em seu Instagram. Obrigada por fazer esse assunto ser tão leve! Confio muito no seu trabalho!!!!

    Responder
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