5 dicas para desenvolver a inteligência emocional do seu pequeno

por | abr 11, 2018 | 6 Comentários

Você já ouviu falar em inteligência emocional? É a capacidade de entender suas próprias emoções, nomeando-as e conseguindo lidar com elas sem passar por grandes sofrimentos. Falando assim, pode até parecer simples, mas essa não é uma tarefa tão fácil… E, embora, algumas pessoas possam pensar que a inteligência emocional seja algo nato, essa é uma habilidade que, na maioria das vezes, desenvolvemos ao longo da vida, e todo mundo pode desenvolvê-la. Aliás, como com outras habilidades e hábitos, quanto antes começamos a desenvolver a inteligência emocional, melhor. Portanto, é muito importante que isso esteja entre as preocupações de mães e pais, caso queiram que seus pequenos consigam lidar melhor com seus sentimentos e frustrações ao longo da vida. Mas como desenvolver a inteligência emocional nas crianças?

5 dicas para desenvolver a inteligência emocional do seu pequeno

1. Esteja aberto(a) para ouvir

Para compreender o que se está sentindo, é muito importante expressar as emoções. Por isso, é fundamental que você esteja aberta(o) para ouvir o que seu pequeno tem a dizer. Incentive ele a falar sobre o que está sentindo quando estiver bem e quando estiver mal também. Claro, sem pressionar. Apenas se mostre disponível para quando seu filho estiver preparado e quiser conversar.

2. Elogie antes de criticar

Reforçar a autoestima dos pequenos é fundamental para que eles se sintam seguros. Por isso, busque ressaltar as qualidades do seu filho, ao invés de apontar apenas pontos negativos. Isso fará com que você e seu pequeno estabeleçam uma relação mais próxima e de confiança, fazendo com que ele se sinta confortável para dividir suas angústias e questões com você.

3. Não exagere nas cobranças

Que os pais e mães fazem de tudo pela felicidade dos pequenos, não há dúvida. No entanto, algumas vezes, o cuidado e preocupação exagerados podem gerar cobranças e exigências excessivas e isso pode influenciar na construção da autoestima das crianças, fazendo com que elas se sintam inseguras para expressar seus sentimentos.

4. Fale sobre suas fraquezas

Converse com seu filho sobre suas falhas, dificuldades e erros. Isso é importante para que você se torne um referencial possível e humanizado para seu pequeno, fazendo com que ele se sinta mais confortável para se abrir e reconhecer suas próprias emoções.

5. Conheça o seu pequeno

Saiba do que seu pequeno gosta, do que ele não gosta, o que o incomoda e o que o faz bem. Se interesse pela sua vida e estreite os vínculos de afeto com ele. Isso é fundamental para que vocês estabeleçam uma relação próxima e saudável, propiciando o diálogo e a divisão de problemas, frustrações e, claro, alegrias também!

Confira: 7 desenhos que ajudam as crianças a lidar com as emoções

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0 - 3 | 10+ | 4 - 6 | 7 - 10 | Comportamento | Criança | Idade
Escrito por Ana Clara Oliveira
Jornalista e editora do Blog da Leiturinha, é fascinada por tudo que envolve o mundo da leitura, da educação e da infância. Acredita que as palavras aproximam pessoas, libertam a imaginação e modificam realidades. Gosta de escrever, viajar e aprender sempre.
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6 Comentários

  1. Avatar

    Achei importante o conteúdo, no entanto fiquei intrigada com o item 4 falar das minhas fraquezas. Isso não irá fazer com que o filho “jogue na cara” dos pais que eles também erram, e quando houver necessidade de correção, deixará a autoridade debilitada?

    Outra pergunta: pais e filhos podem ser amigos? Um dia meu esposo disse ao pai dele que ele era o melhor amigo dele, mas o pai respondeu que não era amigo, mas sim o pai!! Meu esposo ficou arrasado.

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  2. Avatar

    Muito legais as dicas. Às vezes, por insegurança, nós pais acabamos sendo excessivamente enérgicos ou autoritários, causando um afastamento, esmorecimento nesta relação tão importante, matricial para o resto da vida. A dose entre educar e punir além da conta é um desafio.

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  3. Avatar

    Muito bacanas dicas!!!
    Trabalho no meio corporativo e vejo como a inteligencia emocional é importante para o sucesso, até mais do que muitas qualificações que se possa ter.. concordo plenamente que ele pode ser trabalhada e a infância é a melhor época pára se começar!!!!

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  4. Avatar

    Gostei muito das colocações, tento agir exatamente dessa maneira com a minha pequena, que está com 9 anos. Quando vejo que estou cobrando muito (o que as vezes pode acabar desmotivando os pequenos, tipo – Ahh, eu não vou conseguir mesmo.), conto alguma experiência pessoal, de como lidei naquela situação e ela se solidariza com o que passei e na sua cabecinha, reflete como ela agiria se estivesse no meu lugar. Sempre explico a ela o porque estou contando a minha experiência ou fraqueza, dando oportunidade para que ela não precise passar pela mesma experiência que eu, se tiver sido ruim, outras poderão vir, mas não será tão desastrosa ou surpreendente.

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  5. Avatar

    Dalila, vi em algum lugar que Pai e Mãe devem ser Pai e Mãe, e não amigos, rs, pq amigos as vezes mentem pro seu bem, as vezes passam a mão na sua cabeça, ficam do seulado mesmo quando vc está errado, não te cobram algumas coisas, e as vezes “encobrem” erros e falhas seus justamente por serem? Amigos! Rs…

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  6. Avatar

    Sobre pai e mãe ser amigos.
    O seu sogro deve ser um completo machista. E outra eu também ficaria arrasa se meu pai falasse isso pra mim.
    Gente se vcs não conseguem ser amigo do filho de vocês. Como vão criar laços. E outra verdadeiro amigos cobram sim e não encobrem. A palavra amiga tem que ser reformulada na mente de muita gente. Meus pais são meus primeiros e mais verdadeiros amigos. Aqueles que passaram por bastante experiência e qual exemplo melhor para um filho, do que aprender com um erro de um pai. E outra, mostrar que vc também errou e fracassou no passado, ensina seu filho a tomar a decisão certa. Pq se vc não partilhar com a criança, que errou na escolha, que caiu e levantou. Se vc mostrar e disser que sempre foi tudo perfeito. O dia que acontecer algo frustante e difícil. Essa criança terá muito mais dificuldade de superar essa fase, do que se ela tivesse algum exemplo.
    Seu filho não irá jogar na sua cara, se vc ensina-lo a ter respeito. Bjs

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