Os clássicos infantis e a representação da criança ao longo da história

Na Idade Média, a infância e suas representações eram ignoradas. Muitas vezes, a criança acabava por ser tratada como um pequeno adulto. A diferenciação dos pequenos não se dava pela idade em si, mas pela estatura física. Dessa forma, não existiam representações artísticas de maneira geral desta fase da vida. Foi somente a partir do século XVII que surgiram na França e na Inglaterra as primeiras histórias infantis escritas para crianças. Tendo como centro as fábulas de La Fontaine, com sua primeira publicação em 1668, e Os Contos da Mamãe Gansa, publicados por Perrault em 1697. Já em 1812, os Irmãos Grimm editaram uma série de contos, adaptando-os à compreensão do público infantil.

Por que é importante continuar a ler os clássicos infantis?

Essas histórias clássicas, assim como os personagens que adoramos, marcam nossa infância de forma significativa, até os dias de hoje. Afinal, quem não se lembra de fantasiar ou se imaginar nos lugares onde se passam grandes aventuras? Como o País das Maravilhas ou o Mundo do Mágico de Oz? Um exemplo de clássicos infantis de grande sucesso, são obras como Chapeuzinho Vermelho ou os Três Porquinhos, bem aceitas pelos pequenos desde o primeiro ano de vida.

Isso mostra que mesmo depois de tanto tempo, os clássicos ainda fazem sucesso entre crianças e adultos, perpassando gerações e trazendo aquele gostinho de infância. Mas por que continuar a ler os clássicos infantis para nossos pequenos e pequenas? Essas histórias, que vieram de muito tempo atrás, dos tempos em que a oralidade prevalecia, nos conectam com o nosso lado mais sensível e mais humano. Nos trazendo importantes lições e reflexões sobre a nossa essência. Os ensinamentos que os clássicos proporcionam sobrevivem aos anos e continuam vivos ainda nos dias de hoje, justamente por causa desse caráter atemporal das histórias.

Por isso, pais e educadores continuam – e devem continuar – a ler os clássicos para as crianças. Buscando trabalhar a ancestralidade, a atemporalidade, a sensibilidade e a importância dessas histórias que são capazes de unir gerações!

Gostou? Então compartilha aqui com a gente: qual foi o primeiro clássico que seu pequeno leu ou que você leu para ele?

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Faz parte da Equipe de Curadoria da Leiturinha, é formada em Psicologia e mãe do Caetano. Leitora compulsiva, é apaixonada em provocar emoção, despertar a fantasia, entreter e alegrar pequenos através da literatura. Acredita que quanto menor nosso tamanho, maior a criatividade!