“Helicopter Parents”: Você superprotege seus filhos?

por | jun 22, 2017 | 1 Comentário

Você superprotege seu filho? Então você pode fazer parte do grupo de pais e mães que são chamados de “helicopter parents”. Esse termo é utilizado para se referir aos pais superprotetores e super controladores, que estão sempre rodeando seus filhos para que nenhum mal lhes aconteça. Em inglês, a expressão “helicopter parent”  foi usada pela primeira vez por um adolescente, em um livro, para retratar os pais que ficavam em cima o tempo todo, como helicópteros. Depois disso, a expressão se popularizou e foi até incluída no dicionário.

Como saber se você é um “helicopter parent” ?

Os “pais helicópteros” estão sempre em volta de seus filhos com o intuito de que eles não se machuquem, se magoem ou se frustrem. Esses pais querem que tudo esteja sempre perfeito e, por isso, estão sempre a postos para resolver os problemas dos filhos, direcionar seu comportamento e fazer as coisas por eles. Enfim, não permitem que a criança se vire sozinha e descubra o mundo por conta própria.

As frustrações também são aprendizado para as crianças

Ao superproteger os filhos, os pais se interpõem entre o mundo e a criança e impedem que elas tenham suas próprias experiências. Essa ansiedade e medo por parte dos pais fazem com que as crianças não aprendam a lidar com os riscos, a frustração, a dor e os demais problemas que possam encontrar na escola ou entre os amigos.

É claro que ninguém quer que o filho se machuque ou fique chateado, mas eles irão se deparar com diversas situações assim ao longo da vida e, nem sempre você estará por perto, não é? Por isso, as crianças precisam aprender a lidar com os “perigos do mundo”. É importante que eles se machuquem, se frustrem e percebam que nem sempre as coisas saem como o esperado e, principalmente, nem sempre as coisas acontecem de acordo com o nosso desejo.

Então, o que fazer?

Não é preciso deixar os cuidados e atenção de lado. Longe disso. Se fazer presente na vida dos filhos é muito importante para um bom relacionamento e para o desenvolvimento dele. No entanto, o cuidado e a preocupação não podem se confundir com superproteção e controle demais. É necessário dar liberdade e espaço para que as crianças se resolvam sozinhas e façam as coisas por si mesmas. Dessa maneira elas irão errar e podem se frustrar com isso, mas com certeza, irão aprender e sair da situação ainda mais fortes e resilientes!

Por isso, o ideal é se policiar. Preste atenção se você não está ultrapassando esse limite do cuidado, reflita se seu filho não consegue fazer determinadas coisas sozinho. Se permita, também, errar para acertar e, principalmente, permita que seu filho “respire” sozinho.

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Escrito por Ana Clara Oliveira
Jornalista e editora do Blog da Leiturinha, é fascinada por tudo que envolve o mundo da leitura, da educação e da infância. Acredita que as palavras aproximam pessoas, libertam a imaginação e modificam realidades. Gosta de escrever, viajar e aprender sempre.
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1 Comentário

  1. Amanda

    Me identifiquei bastante com este tema, pois desde que meu filho, na época com 1 ano e 6 meses, caiu no chão em uma festinha de aniversário e quebrou os dentinhos, fiquei muito mal emocionalmente, me culpei por ter me distraído dele por um instante e hoje, 4 meses depois, me vejo uma mãe super controladora, que tem medo de tudo. Não consigo vê-lo correr e ficar tranquila, pois sempre acho que ele irá se machucar como da outra vez. Não consigo ir a uma festinha de aniversário e aproveitar junto com ele, pelo contrário, fico louca para ir embora e voltar para o sossego da nossa casa. É uma situação muito difícil para mim, pois tenho que conviver com as pessoas me chamando de apavorada, de mãe chata, mas é um sentimento que persiste em me dominar, sinto até mesmo que preciso buscar ajuda psicológica.

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