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Não quero ser mãe: a liberdade de dizer não à maternidade

por | jun 29, 2020 | 15 Comentários

Em um planeta com 7,5 bilhões de pessoas parece natural pensar que filhos são uma etapa essencial a ser vivida. No entanto, existe, em alguns países, uma tendência de queda no número de nascimentos. Consequentemente, ocorre um aumento no número de pessoas que não querem ser pais. Assim como o envelhecimento populacional, fenômeno que ocorre principalmente nos países desenvolvidos. No Brasil, segundo dados do IBGE, a escolha de “não quero ser mãe” ocorre para cerca de 14% das brasileiras. E, 79% dos brasileiros não querem ter filhos nos próximos anos, o que evidencia, não só um adiamento momentâneo da maternidade na população, como, em alguns casos, uma escolha por não ter filhos. 

Mulheres que fazem essa escolha ainda enfrentam o julgamento social

Apesar dos dados apresentarem uma tendência de diminuição, mulheres que não querem ser mães ainda causam um certo estranhamento social. “Como assim você não quer ser mãe?”, “Por que você não quer ter filhos?”, “E se você se arrepender depois?” são algumas perguntas frequentes que as mulheres que disseram não à maternidade já ouviram ao longo de suas vidas. 

O “não a maternidade” parece ser um caso de bastante curiosidade e desconfiança. Ao passo que as mulheres que optam em serem mães, dificilmente são questionadas com tais perguntas. Esse retrato evidencia o julgamento social que as não mães podem sofrer ao longo de suas vidas. E coloca em cheque alguns costumes e normas socialmente construídas que deveriam ser debatidas com empatia e respeito

Para adentrar esse mundo das mulheres que não querem ser mães, conversamos com três mulheres (Viviane, Cintia e Cris*) de diferentes idades e profissões, mas com um desejo em comum. 

*Alguns nomes foram trocados para preservar a identidade.

Nathalia: O que te fez escolher pela não maternidade?

Cintia conta que não houve um fator que tenha determinado a escolha de não ser mãe. Porém, passou  os últimos 20 anos de sua vida priorizando diversos sonhos e planos que nunca incluíram ser mãe. “Imaginava que um dia a vontade chegaria, que o tal “relógio biológico” gritaria, mas até agora nada. Eu continuo tendo grandes sonhos, como cursos e viagens, e pequenos sonhos, como dormir e acordar a hora que eu quiser. Entendo que a maternidade me obrigaria a abrir mão de coisas que eu não quero abrir”. 

Viviane fala que a opção pela não-maternidade evoluiu naturalmente ao longo de seus 18 anos de casada e de uma carga-horária intensa de trabalho. “Minha família tem uma escola de educação infantil, então sempre tive muito contato com crianças. Sabia como era lidar com choros e birras. Após 7, 8 anos de casamento, meu marido fez uma viagem e trouxe um sapatinho de bebê de presente, quando abri, percebi que eu não queria. E meu marido foi sempre muito parceiro nesse sentido”. 

Cris conta que tem um ritmo de vida que não combina com filhos. “Sou muito agitada, faço muitas coisas, e ao mesmo tempo gosto de momentos de plena paz, de incertezas e de zero planejamentos. Acho que filhos não combinam com falta de tempo e rotina. Acho que a maternidade me deixaria muito estressada”. 

Nathalia: Como as pessoas a sua volta reagem por você não querer ter filhos?

“As pessoas reagem de diversas maneiras. Estou rodeada de mulheres que também não desejam ser mães, ou são empáticas o suficiente para respeitarem essa opção sem questionamentos. Mas há pessoas que não entendem. Estou casada há cinco anos e essa expectativa existe, e tende a ser cruel principalmente no começo. Espera-se da mulher uma série de atributos, entre elas ser mãe. E tudo que sai do script imposto pela sociedade causa espanto ou estranhamento.” conta Cintia.

Cris comenta a falta de empatia frente à decisão.  “Parece que preciso dar um bom motivo, uma justificativa, quando na realidade, falar que não quero deveria bastar. Afinal, acho que se eu quisesse eu teria, daria um jeito”. 

Viviane, fala que ouviu de tudo. “Por ser bailarina, ter um físico bonito, cheguei a ouvir de pessoas que eu não queria por medo de engordar. Já falaram que eu tinha medo de ter um filho com alguma deficiência, ouvi que o ballet tava me tirando a vontade, que eu iria me arrepender, ouvi de tudo. Tive que ser firme, chorei várias vezes e me questionei muito.”

Nathalia: Como você acha que seria a sua vida se tivesse tido filhos?

“Acredito que os filhos deixariam a minha vida bem diferente. Tenho um ritmo insano, de 150 horas por semana, começo às 7 da manhã e vou até as 22 horas da noite. Com certeza, não teria a carga de trabalho que tenho se tivesse filhos” conta Vivi. Cris também comenta sobre a intensa carga horária. “Seria mais estressante ainda”. 

Nathalia: Em algum momento você se questionou sobre a sua decisão?

Cris conta que o resultado final (família e filhos criados) parece interessante. Mas a jornada para chegar a esse resultado é tão difícil de encarar que em seguida já se sente reforçada de que não nasceu para a maternidade. Cintia diz que “arrepender-se significaria ter vontade de ser mãe, e se tivesse tido essa vontade, teria tido filhos”. Vivi se questionou bastante, divide, inclusive, que quando era pequena falava que queria ser mãe de muitos filhos. Mas, com o tempo, foi desistindo da ideia, de forma muito natural.

Nathalia: Qual é, para você, o maior benefício de não ser mãe?

Invariavelmente as três relacionam não ter filhos com liberdade. “Para mim, hoje, o maior benefício de não ser mãe é ter a liberdade de tomar quaisquer decisões levando em conta exclusivamente as minhas vontades e necessidades.” comenta Cintia. 

“Com certeza, o maior benefício é a liberdade. Gostamos muito de viajar, de aventuras, de coisas não programadas, de viajar de carro e de moto. Então com certeza, é uma liberdade de escolhas, de improviso”, compartilha Viviane.

“As pessoas me perguntam muito sobre o futuro: mas e se um dia você quiser ser mãe?” Bem, se um dia eu quiser ser mãe, eu vou ser mãe. Ser mãe ultrapassa o limite de gerar seu próprio filho, e se um dia eu tiver essa vontade nada será empecilho. O que eu não posso é hoje tomar uma decisão pensando em situações futuras que não existem. Ou no desejo de outras pessoas que não sejam eu.” finaliza Cintia.

Uma coisa é certa, as opção por não ser mãe são resultado de muitos questionamentos e reflexões. E como, qualquer outra decisão, é extremamente pessoal e digna de respeito e empatia. 

E você, como reage à pessoas que disseram não à maternidade? Conta para a gente!

Leia mais:

Categorias:
Família
Escrito por Nathalia Pontes
Mestre em Psicologia da Educação, educadora e escritora, acredita que aprender é uma combinação entre autoconhecimento, troca e curiosidade pelo novo. É apaixonada por educação, desenhos, viagens e literatura.
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15 Comentários

  1. Viviane Aprelini Godoi

    Perfeito texto! Abordagem verdadeira em todos os detalhes! Parabéns para essa iniciativa e abertura!

    Responder
  2. marli

    Tenho 31 anos e não pretendo ser mãe, posto que como explanado gosto de ter liberdade, todavia, a sociedade ainda tenta impor a maternidade como se ter útero fosse sinônimo de querer ter filhos.

    Responder
  3. Svetlana

    Aos 37 anos, e 12 de casamento, tenho a plena certeza de amar a nossa liberdade de viajar quando podemos sem nos preocupar com filhos.

    Responder
  4. Gabriela

    Tenho 23 anos e passo muito trabalho com as pessoas no meu entorno, ainda mais por morar em cidade pequena e ,de certa forma, conservadora.
    Sempre me questionam sobre arrependimentos e sempre falam a bendita frase: ” É s muito nova ainda para escolher, daqui há Guns anos você VAI mudar de ideia”

    É extremamente frustrante e irritante. Já tomei minha decisão, mas não sou respeitada por isso. Até posso mudar de ideia algum dia (o que eu acho improvável), mas vai partir única e exclusivamente de mim, e não de quem julgar ser a hora certa..

    No mais, amei esse post e julgo ser super necessário!!

    Responder
  5. Ariadne

    Tanta pressão e cobrança, existem por conta de tradições que a maioria não tem coragem de questionar e de ideias advindas de religiões onde a mulher não passa de uma escrava. Cabe a nós sermos resistentes em nossas opções pessoais e na defesa da individualidade (que é algo ignorado pela nossa sociedade). As pessoas tem diferentes gostos e visões de mundo e ninguém é obrigado a se conformar com o papel de gado obediente de produção e sacrifício ao qual nós somos projetados/as.

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  6. Daiane

    Tenho 31 anos ainda vou fazer 1 ano de casada, e realmente não tenho vontade de ter filhos, as pessoas não entendem, falam sobre se arrepender no futuro, quando estiver velha de ficar sozinha, mas e egoísmo também quer ter filhos pensando em alguém pra cuidar de vc, etc

    As pessoas sempre se acham no direito de nós cobrar, quando é solteira é encalhada, quando namora, pergunta quando vai casar, quando casa,aí é sobre os filhos é complicado

    Por isso que temos que ser firmes em nossas decisões e convicções e colocar cada um em seu lugar

    Eu escolhi isso não sei se daqui há uns anos

    Responder
  7. Josiane dos Santos

    Também optei por não ter filhos, sou casada há 7 anos, estou com 26 anos e não tenho vontade alguma de ter filhos, gostei muito do post me identifiquei

    Responder
  8. Josiane dos Santos

    Sou casada há 7 anos , estou com 26 anos e também não tenho vontade alguma de ser mãe. A primeira coisa q me perguntam é e daí qndo vai engravidar”, ou nossa vc é casada há tanto tempo e não teve filhos mas vc não tem porq não quer ou porq não pode engravidar?? E enfim como se fosse uma regra se casou temq q ter filhos, aff é um tédio terq tá dando satisfação sobre uma escolha pessoal minha , q diz respeito somente a mim .

    Responder
  9. Erika d. Ribeiro

    Olá, tenho 31 anos e 7 de casada, me identifiquei mto com o texto. Pq a todo canto que eu “escoro” é pessoas de todos os tipos, me fazendo a velha pergunta “eai quando vem o BB” eu acho super chato e incômodo ter que ficar respondendo isso sempre…. Já estou em um estágio em que eu não suporto mais, perguntas como essa! E gente se intrometendo na minha escolha de vida, sem ao menos eu ter solicitado a opinião alheia. Querem o tempo todo me fazer “mudar” de idéia, só que eu sei oq eu qro, e no meu caso, é mais fácil arrancar a cabeça do que a idéia. DESISTAM e me deixarem em paz plis ✌️

    Responder
  10. Veatryz

    Estou casada a dois anos e super me identifiquei com esse texto. Bom sempre me perguntei se seria normal eu não querer ter filhos, no meio de uma sociedade onde uma mulher escolher não ter filho é um absurdo um dia parei e me perguntei se eu era obrigada a ter filho pq as pessoas acham que isso é da natureza da mulher. E hoje lendo esse post eu me vi nele. Tenho 23 anos sou casada a dois anos e recentemente parei para perguntar para o meu parceiro se é realmente o desejo pra vida dele ser pai. E me surpreendi com a resposta. Escolher não ter filho é normal e tá tudo bem. Isso não faz ninguém diferentes e é exatamente isso repensar toda responsabilidade que todos que escolhe ter filho deveria parar e analisar.

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  11. Sabrina Naiara

    Tenho 25 anos sou casada a 3 anos e toda vez que eu vou em algum lugar ficam me fazendo a mesma pergunta: porque você não arruma um filho? Quando vai ter um BB? Não quer filhos pk? Que coisa mais chata e inconveniente, sempre o mesmo comentário você precisa ter um nenem eu não sei lidar muito bem com isso pk tem pessoas parecendo quererem me irritar e simplesmente dão opinião sem pedir a escolha de não querer ser mãe é minha respeitem

    Responder
  12. tatiane Pinheiro

    ola eu tenho 28 anos , sou tecnica de enfermagem ha 4 anos moro sozinha e sou solteira. aos18 anos eu decidi nao ser mae e esperei completar 25 para fazer uma esterilizacao muitas pessoas nao entendem o por que da minha decicao mesmo que eu explique elas jamais vao entender. sempre sofro julgamentos e questionamentos mais eu estou tao bem resolvida que estou preparada pra tudo, sempre vem aqueles comentarios desagradaveis e sem sentido pra min ( quem vai cuidar cuidar de vc quando evelhecer? . vc vai se arrepender quando chegar aos 40, vc nao pretende de se casar ? . vc nao vai arrumar ninguem, na biblia fala crescei e multiplicar, uma mulher precisa ter filho para se sentir completa, se vc nao gosta de criança nao deveria trabalhar na area da saude, a minha familia toda ja tem filhos eusou a unica que nao tem , ai sempre vem aquelas perguntas desagradaveis, quando vc vai ter filho. tem hora que eu fico penssando gosto da minha liberdade , nao acho bonito barrigao , se trata de uma sitiacao muito desconfortavel desde o inicio da gestacao ate o crescimento da crianca , nao nasci pra ensinar para casa . e divir meu tempo preciso deus me livre gosto de chegar do trabalho e ficar sozinha.

    Responder
  13. Gabriela

    Tenho 38 anos e sou casada a 6 anos. Nunca tive aquele sonho de ser mãe e sempre tive medo de engravidar com outros relacionamentos, principalmente o medo de perder a liberdade. Mas quando você casa é “normal”, faz parte da trajetória, casar, ter casa e ter filhos, fora da pressão da família e comentários externos, porém após 2 anos de casada descobri um câncer raro no útero e tive que retira-lo e logo após tive que fazer Quimio. Quando tudo acontece é um baque, porque não é uma escolha e você se questiona e pensa mil coisas, mas com pouco tempo aquele sentimento de susto, de tristeza começou a passar e comecei a pensar que era para ser, pq não era uma vontade ser mãe e se foi a vontade de Deus, é pq ele não queria e talvez estivesse me livrando de um problema maior. As vezes eu pensava, nossa..como posso não estar triste, em depressão, como posso me sentir “normal” em não poder gerar e ser mãe. Vejo e sinto que essa dúvida sobre querer ser mãe, é uma questão social e de tempo biológico que só a mulher sente e não só de escolha. Ainda tem momentos, que fico na dúvida sobre o que responder quando perguntam sobre filhos, porque se falo que não posso, sinto que as pessoas ficam com pena ou falam que posso adotar e se falo que não tenho na maioria das vezes tem sempre um MAS… !!! Hoje vejo que apesar de não poder gerar um bebê, ainda posso ser mãe, se eu quiser. Ainda posso escolher ter um bebê, se eu quiser, mesmo que seja mais difícil. Mas em qualquer caso, é uma escolha e deve ser respeitada.

    Responder
  14. Andressa

    Parabéns pelo texto, e pelos comentários. Sou uma pessoa que adora respeitar a opinião de outros, pq cada um tem sua visão de vida, suas metas, suas vontades, e para mim, cada mulher, cada pessoa faz o que bem entender de suas vidas. O ter diferentes escolhas da grande maioria causa estranhamento, para uma sociedade, aonde foi imposta as fases que devemos ter em nossas vidas como mulheres, e caso vc seja firme nas suas atitudes, eles querem que nós nos sentissemos diferentes por escolhas naturais nossas. Tenho 35 anos, sou casada há 16 anos este ano, e a vontade de não ser mãe vem desde de sempre, nunca gostei de brincadeiras que envolvesse bonecas, e coisas que relaciona-se a qq coisa a ter filhos, já fui babá e vi o quanto é difícil ter uma responsabilidade sobre a educação de um ser humano, a dedicação…, e agora com uma criança na nossa família que já é pequena, me fez ter ainda mais certeza de que eu realmente, quero fazer as minhas viagens, tantas coisas que eu ainda não pude fazer, que eu sei que eu terei que abrir mão para cuidar de um ser humano. Todas estas baboseiras que vcs já ouviram eu também já ouvi, já vi mãe dizendo que o maior investimento para velhisse era os 3 filhos, como se ela tivesse assinado uma acordo com os pequenos, aí penso: Donde um filho é sinônimo de cuidar de velho. Quantas coisas podem acontecer neste meio tempo. A única coisa que penso, é em quantas crianças que estão vindo ao mundo sem um mínimo de atenção, sem educação, e quantos terão traumas por pais irresponsáveis que acha que ter filhos é só por no mundo e dar comida. Bom, continuo ainda sem vontade de ter um…., e não há ninguém que me faça querer fazer a vontade deles e não as minhas, vim para este mundo para viver a minha vida, e não as vontades de terceiros….!

    Responder
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