Se seu filho já está na escola você provavelmente ao menos ouviu falar sobre a nova base comum curricular. O nome já indica que coisas mudaram, mas nem todo mundo está por dentro sobre o que mudou e como isso vai impactar no dia a dia das escolas e dos estudantes.

Para falar sobre isso vale antes mostrar o que motivou a mudança: o Brasil tem mais de 8 milhões de km², faz fronteira com quase todos os países da América do Sul, tem, portanto, professores e escolas situados em contextos sócio-culturais completamente diferentes. Agora imagine que cada professor recorria a diferentes fontes e referências na hora de montar seu plano de aula, resultando em distintos conteúdos passados para as crianças.

Para criar um parâmetro para isso, o Ministério da Educação (MEC) reuniu pesquisadores, formadores de professores e organizações educacionais para criar um descritivo de conteúdos e saberes necessários para cada ano da Educação Básica – que abrange desde o Ensino Infantil até o Ensino Médio.

O plano é garantir a qualquer aluno, esteja onde ele estiver, o acesso a conteúdos considerados essenciais ao desenvolvimento educacional do país. A base nacional comum curricular deve começar a ser implantada a partir de 2019, e espera-se que cerca de 60% do conteúdo seja baseado nela e o restante definido pelas redes e escolas, contemplando autonomia dos estados e municípios, diversidade cultural e diferenças sociais.

O que muda na prática

Segundo informações do Planalto da República, as competências da base nacional incluem: “valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre os mundos físico, social e cultural para entender e explicar a realidade; exercitar a curiosidade intelectual; desenvolver o senso estético para valorizar e participar de diversas manifestações artísticas e culturais; utilizar tecnologias digitais de comunicação e informação de forma crítica; valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais; exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação. Além disso, há competências específicas para cada disciplina”.

Além disso, outro importante parâmetro é que as crianças devem saber ler e escrever aos 7 anos – hoje espera-se que a criança esteja alfabetizada aos 8 anos.

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Jornalista e entusiasta do desenvolvimento infantil, acredita que brincar é sinônimo de aprendizado e felicidade para as crianças.