Proibir a entrada de crianças nos estabelecimentos é direito ou intolerância?

por | set 4, 2017 | 31 Comentários

“Não somos obrigados a aguentar crianças mal-educadas que não sabem se comportar”, “muitos pais não impõem limites”, “birras atrapalham a tranquilidade dos lugares”, “quem não tem filhos tem o direito de frequentar lugares livres de crianças”… A polêmica envolvendo estabelecimentos que não permitem a entrada de crianças tem ganhado cada vez mais força, dividindo opiniões entre os que acreditam que não receber os pequenos é uma preferência válida e os que acham que essa atitude representa a intolerância à infância. Pois é, este impasse está longe de acabar, mas, afinal, você sabe o que é e quando surgiu o movimento childfree?

A origem do movimento Childfree

O termo childfree, que quer dizer “livre de crianças”, surgiu na década de 1980 no Canadá e nos Estados Unidos, com o objetivo de agrupar adultos que não tinham vontade de ter filhos e se sentiam discriminados por isso. Hoje em dia, porém, o movimento tem ganhado novos adeptos que estão indo além do “não quero ter filhos”, para o “não gosto de crianças”. Com a ajuda das redes sociais, o termo vem ganhando mais espaço e gerando cada vez mais polêmica!

Comodidade ou preconceito?

Hotéis e restaurantes que não aceitam crianças estão sendo questionados nas redes sociais, dividindo opiniões até mesmo entre especialistas. Ao determinarem que somente é permitida a entrada de maiores de 10, 12 ou até mesmo 18 anos, esses estabelecimentos buscam priorizar e proporcionar sossego e tranquilidade a pessoas que não têm filhos ou que querem momentos de silêncio e paz longe dos pequenos. Alguns especialistas acreditam que essa restrição é uma opção por atender determinado nicho da sociedade e, portanto, legalmente válida, não se tratando de discriminação, desde que claramente estabelecida e previamente informada. Por outro lado, defensores dos direitos infantis afirmam que ao não aceitar crianças, esses estabelecimentos estão promovendo preconceito e intolerância contra um segmento da sociedade: as crianças, abrindo precedentes para outras restrições, como contra idosos ou pessoas com deficiência, por exemplo.

Afinal, não querer conviver com crianças é direito ou intolerância? “Se não conseguimos conviver com as crianças e entender suas necessidades, que sociedade queremos ter no futuro? Uma que confine as crianças apenas a locais específicos gerará adultos que não sabem se relacionar”, opina Isabella Henriques, do instituto Alana, em entrevista à BBC Brasil. Já para a advogada Fabiola Meira, doutora em direito das relações de consumo e professora-assistente da PUC-SP, “há quem diga que pode haver preconceito, mas acho que locais privados podem adotar um modelo de negócios para um público diferente (que restrinja crianças), com base na livre iniciativa”, afirmou também à BBC Brasil.

E as mães e os pais? O que acham disso?

O aumento no número dos estabelecimentos childfree impacta diretamente na vida de mães e pais que querem ou precisam sair junto com os filhos pequenos. Seja por não ter com quem deixar as crianças ou, até mesmo, por querer um momento em família, esses pais podem ser impedidos de frequentar determinados locais. Isso, em uma sociedade como a nossa, afeta principalmente mães solo que já vivenciam, muitas vezes, o sentimento de solidão materna, se equilibrando entre trabalho, casa e filhos, em uma rotina atribulada, e tendo, na maioria das vezes, seus momentos de lazer junto dos filhos. Pensando nisso, será que esses estabelecimentos não colaboram para tornar a maternidade algo ainda mais solitário?

E você, o que acha dos estabelecimentos childfree? Será que a sociedade está se tornando egoísta e pouco empática ao não tolerar a convivência com crianças? Ou será que essa opção do mercado é válida e importante para pessoas que queiram momentos de tranquilidade longe dos pequenos? Você já vivenciou alguma situação envolvendo locais com essa restrição? Como se sentiria se passasse por isso? Compartilhe sua opinião aqui com a gente!

Leia também: Como lidar com crianças desobedientes?

Categorias:
0 - 3 | 4 - 6 | Família | Idade | Parentalidade
Escrito por Ana Clara Oliveira
Jornalista e editora do Blog da Leiturinha, é fascinada por tudo que envolve o mundo da leitura, da educação e da infância. Acredita que as palavras aproximam pessoas, libertam a imaginação e modificam realidades. Gosta de escrever, viajar e aprender sempre.
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31 Comentários

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    Sou mãe de quatro filhos, três já adultos e uma com 8 anos agora. Amo crianças, e me divirto com a expontaneidade e as gracinhas. No entanto, não vejo problemas em restaurantes que proibam crianças. Primeiro, não gostaria de expor meus filhos a pessoas intolerantes, segundo, é um mercado relativamente pequeno, que não afetará um número grande de restaurantes, então, sempre haverá lugares para nossos meninos e meninas. Respeito a necessidade dessas pessoas, como exijo que respeitem minhas crias.

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    Me parece que a polaridade de opiniões tem dificultado o trato com qualquer assunto hoje em dia. O que pode tornar a minha opinião alvo de idolatria ou ódio. Mas vou tentar traçar um ponto de equilíbrio aqui. Eu não tenho filhos mas não acredito que as mães e pais devam ficar confinados aos ambientes que aceitam crianças. Seria um despropósito eu perguntar para uma amiga: “E aí…já conheceu o novo restaurante da cidade?” (*vivo numa cidade pequena) e receber como resposta: “Não…eles não aceitam crianças…portanto eu e minha família não conhecemos!”. Seria absurdo … No entanto…para nós que não temos filhos é realmente horrível planejar um jantar ou cinema e ter o sossego de sua noite destruído por pentelhos sem educação. Neste caso… me parece que o bom senso faz-se necessário. Você…sem filhos… tenha paciência! Crianças não são fáceis…e não é por isso que uma pessoa vai abrir mão de seu sonho paterno/materno ou de circular por aí. Se você não gosta de crianças ou barulho…escolha lugares que não são tão frequentados por crianças. Simples. Se achar que ainda quer ir assim mesmo, vá…e seja paciente. Agora, você Pai/Mãe… por favor… eduquem seus filhos desde pequenos para saberem se portar em público. Entenda que educar é SUA função… Não basta somente colocar a criança na escola…tem q ensinar educação dentro de casa. Além disso, selecione os melhores lugares para atender ás necessidades do seu filho… Acredite…ele vai se divertir muito mais indo num restaurante com área infantil do que num lugar onde tem q cuidar pra não quebrar copos de cristal enquanto recebe olhares de julgamento. Seu filho quer estar com vc num lugar onde se sinta bem. E é só uma fase…logo ele cresce e vc poderá largar taças de cristal na mão dele durante um jantar…sem problemas. #goodvibes

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    Acredito que a maior causa disso.são os própios pais que nao sabem controlar e dar educaçao a seus filhos. Vao em lugares se divertir e esquecem que tem que ter o bom senso de nao permitir que seus filhos incomodem outras pessoas. Tenho 3 filhos e nunca passei vergonha em ambiente algum ..porque ninguem é obrigado a ter que lidar com crianças sem limites …filhos de pais que apenas os largam ..deixando incomodar a todos do mesmo ambiente.

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    Gente…nunca pensei viver uma época se segregação infantil…pensava que os adultos tinham que exercitar a tolerância, que que tem mais dá mais…Jesus a que ponto chegamos!!!

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    Vejo como segmentação de mercado e não preconceito / intolerância. Tenho 3 filhotes, mas não vejo o menor problema de existirem locais para aqueles que querem um momento a sós, sem agitação de pimpolhos.

    Assim como há bares que não permitem entrada de menores, certos restaurantes também podem ter essa mesma inciativa. Não é nem uma questão de “livre de crianças”.

    Há muito mercado pra isso, e é aí que alguns empresários da gastronomia estão atuando.

    Concordo com a Tania.

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    Direito, claro.
    Tem lugar pra todo mundo

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    Acho válido como um segmento, já que mesmo um casal com filhos as vezes querem sair sozinhos e livres dos barulhos infantis. Acho válido até se fosse dias alternados (tipo, segunda e quarta childfree) para que os pais sozinhos (ou casais sem filhos) possam ter um momento de sossego, porque infelizmente, tem pais hoje que nao sabem fazer os filhos se comportarem em público (ou criança pequena demais pra se comportar em público)

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    Sou mãe de uma linda mocinha de 2 anos que está em pleno terriblo two. E não sou contra essa determinação tampouco considero discriminação. Acho até bom saber os locais onde ela não é vem vinda, existem tantas opções, e também acho que os adultos podem optar sim por ir em lugares onde possam ter um momento de casal tranquilo.

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    Penso que lugares onde a Família pode frequentar obrigatóriamente deve receber as crianças.
    Existem inúmeros lugares que somente adultos podem ir… quem não gosta de criança que vá para esses lugares.
    A criança tem um modo de ser, de olhar o mundo… ser espontâneo é inerente ao fato de ser criança. Os adultos que precisam aprender a olhar para os pequenos com mais carinho.
    Mas é importante destacar que muitos pais confundem criar os filhos com liberdade, com serem mal-educados… e isso eu não concordo!
    O importante nesse debate é repensar o que proporcionamos aos pequenos de bom e de ruim… e que lugar a infância ocupa no mundo hoje… é tempo de refletir sobre o assunto.

    Eu pedadoga, professora de educação infantil e mãe de duas ferinhas… digo, o lugar da criança é em todos os lugares… o mundo sem os pequenos não seria belo, colorido e cheio de alegria.

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    Crianças são seres humanos em desenvolvimento, os pais nunca deveriam se esquecer disso, por isso, nem todos os ambientes são adequados para crianças. Lugares Childfree devem existir por motivos de adequação, segurança (do local e/ou da criança) ou por opção de público alvo. Isso não significa segregar. Por exemplo, hoje sabemos que a escola regular não é local adequado para o aprendizado de adultos, por isso, adultos, que são pessoas completamente desenvolvidas em suas capacidades intelectuais e morais, quando necessário, são ensinadas em cursos especiais de educação de adultos.

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    Tempestade em copo d’água. 99% dos lugares podem ser freqüentados livremente, ou seja, as maiores escolhas são das famílias. Por que eu não deveria ter o direito de me enquadrar em 1%? Neste caso, eu me considero segregada, se não tenho direito de escolha. Eu adoro conversar, rir, e quero poder fazer isto sem interrupções infantis. E isto não vai virar regra, sob pena dos estabelecimentos quebrarem, já que a grande maioria das pessoas escolhe ser pai e mãe. Só quero poder escolher, mesmo com opções beeeem restritas.

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    No meu ponto de vista, se eu quiser sair com meus filhos, vou em um lugar q me sinta bem! Há tantos restaurantes e hotéis pra ir! E se um dia eu quiser ir num lugar q não aceite crianças, deixo com os avós, babá, etc! Tenho consciência que às vezes minha filha pequena incômoda e até concordo com o estabelecimento se limitar a aceitar ou não. Quando saiu com ela até procuro lugares que tenham espaço reservado p crianças brincarem! Está é apenas minha opinião

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    Onde minha filha não é bem-vinda eu também não sou.

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    Antes de mais nada, sou pai de duas filhas pequenas (uma com 4 anos e a outra com 1 ano).

    Se o estabelecimento PRIVADO entende que o seu público é formado por pessoas sem filhos ou que não estejam acompanhadas deles, isso não é problema meu. Eu iria a outro lugar com minhas filhas ou, quando possível, as deixaria com seus avós.

    Hoje em dias, muitas pessoas acham que o mundo todo deve nos prover acesso igualitário a tudo. Isso é uma fantasia!!

    Deve mesmo ser assim??

    Prefiro viver em um mundo em que as pessoas (e donos de estabelecimentos) possam fazer escolhas de acordo com seus interesses, preservados o respeito e a civilidade.
    Um mundo no qual não sejamos OBRIGADOS A ACEITAR (soa até estranho, não??).

    Precisamos aprender a ouvir NÃO quando esbarramos nos direitos de outros indivíduos e não recorrer ao Estado para proibir qualquer coisinha que nos incomoda.

    Vá a outro lugar! Você pode decidir isso sozinho e se preocupar com coisas realmente relevantes.

    Um grande abraço.

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    É incrível que estejamos vivendo momento na história em que os adultos comportam-se como crianças egoístas e egocêntricas já que todos foram crianças e que necessariamente todos os seres humanos tornam-se adultos cidadãos e humanos através da convivência social. Vamos conviver agora com estabelecimentos que aceitam cães mas não crianças já que a lei obriga a todos os estabelecimentos públicos ou privados aceitar em cães guias por exemplo. Em todos os ambientes é normal encontrarmos pessoas com as quais não nos sentimos confortáveis pessoas que nos fazem sentir mal mesmo até com náuseas pelos mais variados motivos. Viver numa sociedade democrática tem seus custos que sempre valem a pena. A tolerância é sem dúvida alguma um investimento necessário para a vida no estado democrático de direito a liberdade tem de necessariamente conviver com a tolerância o respeito à diferença e aquilo que acho Inconveniente incômodo desagradável. As pessoas não existem para agradar umas às outras existem porque tem o direito de existir e tem o direito de existir socialmente. Não pode haver distinção de uso da Liberdade entre adultos crianças e idosos por qualquer razão que não seja a de protegê-lo. Qualquer ambiente de acesso público só pode restringir a presença de alguém Se e somente se for para a proteção dos direitos desta pessoa no caso de restaurantes bares e outros estabelecimentos a presença de crianças só deve ser impedida caso Tira seus direitos notadamente os de proteção da Criança e do Adolescente. Para qualquer tipo de incômodo excessivo que uma pessoa cause a outra existem dispositivos legais Morais e de controle social que podem e devem ser acionados nos momentos em que tais incômodos tornem-se reprováveis e quando a ação contra tal comportamento esteja civilizadamente legitimada. Quando me sinto incomodado com alguém que fuma peço ao garçom para que solicite a pessoa que não fume pois o estabelecimento não permite fumantes do mesmo modo os estabelecimentos possuem mensagens avisos contra o uso de aparelhos celulares em cinemas por exemplo e podem muito bem conter avisos que digam este estabelecimento não é aconselhável para crianças mas a proibição do acesso desta ou daquela pessoa somente pode ser aceito se for para proteger esta pessoa do ambiente e não para proteger os demais frequentadores da convivência social.

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    O preconceito é evidente toda vez que as pessoas não são consideradas como indivíduos, mas categorizadas segundo estereótipos: há crianças educadas e outras não, assim como também há adultos educados – e outros não! Ou sou o único que já se sentiu incomodado num restaurante ou outro local por um grupo de adultos mal-educados gargalhando, berrando uns para os outros etc.?
    Se o problema é a falta de educação, esta é que deve ser combatida! Os estabelecimentos devem deixar claro que certos comportamentos – venham de crianças ou de adultos – não serão admitidos; mas presumir que alguém se comportará mal simplesmente porque pertence a determinado grupo – isso, sem duvida, é puro preconceito.

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  17. Avatar

    Incrível como a cada dia se houve mais falar em liberdade ou tolerância ou viver sem preconceito, mas o que a gente mais ver é que todos nós temos algum tipo de preconceito ou intolerância. Querem que a gente aceite tudo o que impõem a sociedade, mas não querem aceitar uma criança, que não tem culpa de estar no mundo, Meu Deus em que mundo estamos… Uma hora é aborto outra hora é childfree, que isso. Gente o que seria do mundo se não existissem crianças, não existiria mundo. Querem nos privar do direito de lazer com os nossos filhos. Me desculpem, mas não aceito.

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  18. Avatar

    Eu sou pai de um garotão de 2 aninhos e eu até entendo esse lance de sair com criança. Meu filho é super comportado, de verdade. Ele come com a gente, fica brincando de carrinhos, só que isso é por um tempo … chega uma hora que se quisermos ficar mais tempo temos que ligar os videos da Galinha para ele se distrair … e é ai que começa. Nem todo mundo quer ouvir galinha pintadinha enquanto janta, etc.
    Acredito realmente que nós pais devemos entender que estamos vivendo outra fase, ponto. Nosso filhos vão crescer e essa fase (infelizmente) vai passar deixando saudades.
    Meu ponto de vista, não aceita criança? Tá otimo vou procurar outro lugar sem melindres.

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  19. Avatar

    Moro em uma cidade de porte médio para os padrões de meu Estado, o RS, e aqui nunca ouvi falar de estabelecimentos com esta restrição. Confesso que fiquei perplexo com a “novidade”, porque sou pai de uma criança e acho uma tremenda sacanagem isso aí. Demonstra que cada vez mais caminhamos para uma sociedade intolerante e egoísta. Em vez de mais muros, por que não construirmos mais pontes, investindo em retomada na construção de conceitos como fraternidade e cooperação?

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  20. Avatar

    Ainda vivo em um País, onde todos nós podemos escolher o que fazer da vida, onde entrar, quando sair etc… Sou ainda da seguinte opinião, desde que respeite o meu limite, não tenho nenhum problema em conviver com adulto, jovem, adolescente ou crianças, seja onde for. Por quê? Acredito que o limite do outro termina onde começa o meu. Eu posso abrir qualquer tipo de comércio e escolher que tipos de pessoas devem frequentar. Qual é o problema? Acho que a sociedade tem se voltado muito para essa questão de intolerância. Sempre achei que as crianças não têm culpa, se elas foram educadas ou mal educadas (pois quem as educa, esses sim, são os responsáveis), mas eu escolho se quero conviver com elas ou não, simples assim (não sou obrigada). O dono do estabelecimento escolheu, não permitir a entrada de crianças. Pronto. E os donos de casas ou apartamentos que só alugam casas para casais sem filhos? Nunca passaram por isso? Por quê nunca questionaram isso? Acho que muitas vezes agimos com hipocrisia. “Conheço uma amiga que alugou um apto. todo mobiliado para um casal que tinha 02 meninos. Em 1 ano acabaram com o apto. Quando entregaram parecia que tinha passado um furacão. O casal entregou o apto sem nenhuma reforma e foram embora”. Minha amiga, não exigiu nada para não perder a amizade, mas resolveu não alugar mais para pessoas casadas com filhos. Por causa de casais que não sabem educar seus filhos, casais que têm filhos educados e que sabem se comportar pagam o mesmo preço. Quem gosta de estar num local para relaxar, conversar com alguém, ler um livro, namorar, assistir um filme, lanchar quieto e encontrar com crianças que não sentam, não param de correr, gritar,falar alto, esbarrar na sua cadeira correndo, bater na sua mesa? e etc… ninguém gente, ninguém nem os próprios pais, porque quem ama seus filhos, educa. Mas existem lugares que são próprios pra elas (crianças ativas, como dizem os pais das mesmas). Gosto e amo crianças, mas eu ainda posso escolher que tipo de crianças posso e aguento conviver. Isso não chamo de intolerância, chamo de escolha.

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  21. Avatar

    Sou pai de uma garotinha linda de 10 anos e de um de um garotão de quase 3 anos, nunca tinha ouvido falar dessa questão e tomei um susto. Não quero colocar minha opinião contra ou a favor o que quero é. Após ter lido todos os comentários com opiniões dos dois lados cheguei a um ponto que é chave crucial para este embate.
    Todos nós fomos educados por adultos, pais, tios, conhecidos e até mesmo por desconhecidos uma vez que estando no mesmo ambiente e tenhamos presenciado alguma cena que esses tenha protagonizados e isso é viver em sociedade, nossos valores estão se desfazendo mediante tanta hipocrisia, queremos uma sociedade igualitária e justa, pois bem como essa sociedade será uma realidade se queremos privar direitos de cidadãos em prol do nosso querer.
    Quando saio com meus filhos tento sim ao máximo fazer com que os mesmo se comportem, porém caso um deles venha a ser inconveniente ao ambiente peço a conta e me retiro, pois todos os demais ali têm o direito de não se sentirem incomodados. Mas por várias vezes estive em restaurantes e pizzarias que tive que me retirar não pela inconveniência dos meus filhos e sim pelos adultos ( que se dizem tão educados ) de mesas ao lado que estavam gritando, falando alto e se comportando piores do que os meus filhos e esses adultos que se tratam de desconhecidos ensinaram aos meus filhos que esse comportamento não é aceitável.
    Agora a pergunta vamos então proibir adultos também de entrar em estabelecimentos?
    Hora devemos saber respeitar ao próximo e ter consciência de que meu direito e minha liberdade acabam onde começa o do outro, pois bem caso eu encontre um lugar em que meus filhos não sejam aceitos infelizmente me retirarei e nunca mais irei aquele local uma vez que meus filhos são extensão do meu ser e da minha vida, ou seja, são tudo para mim .
    E o marketing boca a boca é o que mantem os nossos estabelecimentos sempre em evidência será de uma forma bem ruim. Adultos devem se comportar como adultos, sejam mais compassivos, calmos, educados, gentis, companheiros, amigos e acima de tudo saibam respeitar o direito dos demais e não fazer valer o seu em detrimento dos outros.
    Sejamos mais humanos (as) e não espécie/raça humana, não nos deixemos guiar por gêneros e classes e sim por sentimentos e emoções.
    Peço desculpas caso tenha ofendido ou deixado alguém desconfortável.

    Responder
  22. Avatar

    Amigos…perceberam como a maioria pensa da mesma forma. Quando surgem certas “ideias discordantes” é sempre a minoria que se incomoda, que torna qq opinião como ofensa, que faz com que o meu direito de querer ter filho ou não, de querer frequentar um lugar só para adultos se torne POLÊMICA. Quando um direito for VIOLADO, não me deixando ESCOLHA, concordo em lutarmos pelo que é justo. Agora o que “eles” querem, é nos OBRIGAR a aceitar a forma que essa minoria pensa. Vou ser bem “grossa” ao informar o que penso: “pessoas q gostam de distorcer opiniões, que gostam de ofender porque não pensamos da mesma forma, estas pessoas não sabem viver em sociedade. São hipócritas. Criem uma cidade só de vcs e se emancipem, se tornem outro país, com suas verdades. Logo vão sucumbir de inanição devido a falta de ideias para vcs divergirem!” Tenho tantas preocupações em relação ao futuro do meus filhos, e vão se preocupar com isso…por favor…se preocupem com a educação e a saúde do futuro do mundo, que os lugares que eu levar meus filhos, com certeza é porque serão bem recebidos!

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    Eu acho que esse movimento é um ato de intolerância. quem é adulto esqueceu que já foi criança. E o adulto que vai em restaurantes, cinemas, etc e fala alto, grita, usa celular como se estivesse em casa e temos que aguentar. Eu não concordo com isso, essa intolerância tem que acabar.

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  24. Avatar

    Eu tenho uma filha, apoio iniciativas de lugares que não aceitam crianças com a mesma naturalidade de qualquer outro estabelecimento que eu mesmo considere que não foi feito para mim. Um restaurante fino, por exemplo, não aceitar crianças é algo perfeitamente compreensível. Lembro-me da noite em que conheci minha esposa e fomos a um restaurante bacana em Itacaré: precisei pedir outra mesa ao garçom, do outro lado do restaurante, porque estávamos num encontro romântico e chegou uma família que só queria encher a barriga e que a criança ficasse no tablet assistindo Galinha Pintadinha sem pedir atenção dos adultos.

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    Acredito que o movimento esteja com a nomenclatura errada, não acredito que sejam as crianças que estejam atrapalhando, e sim o comportamento. Na verdade o que incomoda é a falta de atitude dos pais sobre os filhos. Muito se fala para a criança e a sociedade que a criança tem que ter voz, o que eu concordo fortemente, mas também tem que ouvir, na maioria das vezes a voz das crianças sobre o seu próprio limite está gritada e imposta pela própria criança. Pais, famílias e sociedade se queremos um futuro melhor, precisamos investir mais na postura dos pais, pois são eles que educam as crianças.
    ” Que filhos deixaremos para o mundo?”.
    E sim, quem não consegue conviver com a falta de atitude desses pais (não com as crianças) pode escolher um lugar para se distrair também.

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    Tudo bem então se um restaurante colocar “Gayfree”? Ou seja nada de gays no hotel ou restaurante???
    Aí é intolerância né?

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    Na minha opinião isso é um absurdo já que todos já fomos crianças algum dia e todos temos direito de ir e vir ! se alguém não gosta de estar em um ambiente com crianças pois que se retire pois se assim fosse deveríamos proibir também pessoas que não gostamos de frequentar os mesmos lugares que nós! ah me poupe! isso também é um desrespeito aos pais de filhos pequenos ! engraçado que querem proibir crianças de frequentar por exemplo um restaurante mas não proibem certas novelas que só ensinam o pior!

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  28. Avatar

    Tenho uma filha de 2 anos. Ela não sabe e não consegue se comportar em um restaurante ainda. Muito ativa, não consegue ficar sentada, quer correr, brincar e explorar o “novo ambiente”. Mas, como sabemos do comportamento dela, eu e meu marido evitamos ao máximo sair com ela em lugares que sabemos que ela AINDA não saberá se comportar. Até porque não é desagradável apenas para as outras pessoas, mas também para nós que não conseguimos nem fazer uma refeição adequadamente.
    Eu não tenho problemas quanto a proibição de crianças em alguns lugares. Provavelmente eu ainda não a levaria a esses lugares mesmo… Porém o que me preocupa é essa INTOLERÂNCIA.
    Em todos os ambiente, em todos os lugares, inclusive em nossas famílias, tem pessoas que não nos agradam 100% e nós, como adultos, como seres humanos participantes de um coletivo, uma sociedade, temos que aceitar e tentar lidar com as pessoas e situações da melhor maneira possível.
    Pessoas que não gostam de crianças, não querem crianças em seu convívio. Pessoas que não gostam de negros (isso é horrível, mas todos sabemos que existe muito) não vão querer negros em seu convívio Pessoas que não gostam de idosos, podem querer lugares livre de idosos… Isso seria um enorme retrocesso na tão sonhada e buscada igualdade entre as pessoas.

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    Sou mãe e sempre frequentei todos os lugares com minhas filhas (restaurantes, lanchonetes, hotéis, shoppings, mercados, lojas, etc) mas elas nunca tiveram um comportamento passível de repreensão, foram educadas desde pequenas e sabiam que o comportamento é essencial para um bom convívio. Tiveram situações delas me questionarem ao observar birras, gritos e “shows” de outras crianças e afirmarem “que feio ficar fazendo isso”! Acredito que o maior problema não são as crianças, são os pais que não sabem lidar com as situações, que não educam e não impõe limites. Saem com os filhos e não conseguem controlar as situações expondo todos a sua volta a situações constrangedoras. Uma vez em um restaurante, um casal queria que o filho (de uns 5 anos) comesse determinada comida e a criança começou a gritar e chorar que não queria comer aquilo, que queria batatas fritas… O pai perdeu a paciência e forçou o menino a comer, e ele acabou vomitando no prato de comida. Coloquem-se numa situação dessas! Eu fiquei enojada! O cheiro contagiou o lugar, vi minha filha ficar “verde” e tive que levantar da mesa, pagar a conta e sair o mais rápido possível daquele ambiente. Meu jantar transformou-se em uma catástrofe por conta de pais que não sabem como lidar com seus filhos!!!
    Como mãe e como cidadã acho que não tem problema nenhum estabelecimentos se oporem a presença de crianças, ainda mais em uma época em que os pais não estão sabendo educar os seus filhos. Os pais não educam e querem que a sociedade aguente os desmandos de suas pequenas crias?!? É um pouco utópico!!!

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    Eu particulamente não vejo problemas ter determinados lugares onde as crianças não podem ir. Entendo que todos já fomos crianças um dia, mas vamos concordar que é um saco ter que lidar com birras ou falta de educação de uma criança que nem sequer é sua! Mais ainda dos pais sem-noção que à vezes fazem absolutamente nada.
    Acham que por ser criança, podem fazer o que quiserem, a hora que querem, e a hora que bem entendem. Não é assim que a coisa funciona!

    A questão aqui discutida não é discriminar a criança por ser criança, mas sim pela falta de educação!

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    Olha eu não consigo concordar pois abre muitos precedentes para diversos tipos de ambientes. Aqui no artigo fala-se mais de restaurantes…mas existem muitas pessoas adultas que tornam o ambiente muito mais turbulento…falam alto etc.
    E acabei de presenciar um post de uma manicure falando pra não levar crianças ao seu salão de beleza…. porque uma criança quase destruiu tudo.

    Hora… crianças precisam de atenção o tempo inteiro, principalmente bem pequenas como o meu que tem 2 aninhos. Então por um fato isolado achei a situação intolerante e eu como mãe pensei como seria se eu precisasse ir num lugar assim com meu filho (sempre vou com mais alguém pra ficar com ele).

    Seria proibida de entrar? Me senti indesejada sem frequentar.

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