Infância é o período em que a imaginação está mais aflorada do que nunca! Um sofá pode se transformar em um navio em um piscar de olhos e, um lençol e algumas almofadas em um incrível castelo. É… As brincadeiras e os brinquedos estão em todos os lugares e é nesse contexto que, muitas crianças vivenciam a experiência de ter um amigo imaginário.

Embora não seja uma assunto assim tão comum, os amigos imaginários fazem parte da infância de muitas crianças, principalmente por volta dos quatro ou cinco anos, fase em que os pequenos estão no auge do período de representação simbólica. Mas e aí, o que fazer quando seu filho começa a conversar, brincar e até colocar a culpa em um tal amigo que não existe no mundo real? Como lidar?

Por que os pequenos criam amigos imaginários?  

Conforme vão crescendo, os pequenos começam a aprender a assimilar e a lidar com a realidade, com as relações interpessoais e com suas próprias emoções. Neste momento, algumas crianças recorrem aos seus bonecos, bichos de pelúcia ou, até mesmo, a si mesmas, conversando e brincando sozinhas, ou inventando amigos imaginários! Portanto, o amigo imaginário é uma forma de lidar com a realidade e com possíveis lacunas de relacionamento, sendo um interlocutor, conselheiro e atendendo aos anseios da criança. ou seja, a criança lidando por si mesma com seus dilemas!

No entanto, o pequeno também pode usar seu amigo imaginário para testar os limites dos pais. Sabe quando a criança faz alguma bagunça e culpa um tal amigo que não existe? Pois é, nesse caso, uma boa alternativa é usar a brincadeira para ensinar limites ao seu filho e seu colega invisível, sem incentivar demais ou ser impaciente.

Preciso me preocupar?

No geral, não há motivos para os pais temerem. Os amigos imaginários são um processo natural na infância, colaborando até mesmo com o desenvolvimento dos pequenos, desde que a fantasia não se sobreponha à realidade. Por volta dos sete ou oito anos, a criança acaba abandonando naturalmente seu amigo inventado, pois percebe que ele não faz mais sentido, uma vez que já encontrou outras maneiras de lidar com a realidade e com suas emoções. O que antes era pura imaginação, passa a ser transformado em sentimentos reais, próprios da maturidade emocional e cognitiva de cada criança.

Agora, se você perceber que essa interação passou dos limites, a ponto do seu pequeno insistir por muito tempo em manter o amigo imaginário, se isolando de outros convívios, pode ser preciso uma investigação mais aprofundada. Os pais podem, por exemplo, estimular relações e interações reais. Que tal convidar os colegas da escola para uma festa do pijama, um piquenique no parque ou uma tarde no clube?

Mas, na grande maioria dos casos, as companhias imaginárias são apenas uma fase de transição e, no futuro, é provável que seu pequeno tenha curiosidade em saber o nome desse tal amigo, e vocês podem se divertir lembrando dessa fase!

Dica de desenho infantil?

A série Charlie & Lola, disponível no PlayKids App é repleta de imaginação, diversão e energia. A cada episódio, Charlie, irmão mais velho de Lola, busca ensinar e incentivar a irmãzinha a descobrir e experimentar coisas novas como, se alimentar melhor, a resolver problemas e criar hábitos mais saudáveis. Tudo isso cercado de muita diversão com os amigos Marv, Lotta e o amigo imaginário de Lola, Soren Lorensen. Venha descobrir como é divertido aprender todo dia!

Charlie-e-Lola

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Jornalista e autora no Blog da Leiturinha, é fascinada por tudo que envolve o mundo da leitura, da educação e da infância. Acredita que as palavras aproximam pessoas, libertam a imaginação e modificam realidades. Gosta de escrever, viajar e aprender sempre.