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10 coisas que eu gostaria de ter ouvido sobre dificuldades na amamentação

por | fev 6, 2018 | 8 Comentários

Conseguimos. Trazemos aquele ser ao mundo, o primeiro parto, a primeira luz. Damos um último suspiro, longo e profundo: o adeus ao que éramos, o olá ao que somos agora.

Temos o despertar do que há de mais animal em nós, o acordar dos instintos. Quando cobrimos, pela primeira vez, aquele pequeno com nossos braços, quando o trazemos ao lugar mais seguro que há, nosso seio, nos deparamos com o segundo parto.

As primeiras noites são assustadoras. Há um filho que chora com medo do mundo novo, e os pais com medo da vida nova. O filhote acha segurança em nosso seio: é quente, mata a fome e dá para ouvir o coração da mamãe batendo, como antes, quando o útero era tudo o que existia. É nessa hora que quebra-se o mito da mágica da amamentação e da maternidade instintiva, pois descobrimos que o seio pode machucar, que o excesso de leite empedra, que o cansaço assola e as opiniões nos fazem duvidar de nós mesmas.

Vai passar…

O elo brota, aprende-se as técnicas com a prática. Não obrigatoriamente no primeiro segundo, no primeiro dia, no primeiro mês, mas eu acredito que maternar seja viver constantemente à prova de limites, e aprender que o que conhecíamos como ápice, nem se aproxima da força que temos.

Amamentar não é compromisso exclusivo nosso. Se não existe a rede de apoio protegendo-o, ele se rasga com um sopro. Ficamos tão ocupadas com a missão de fortificar e nutrir nossos filhotes, além de alentar a nós próprias, que qualquer oposição nos desmonta. E é assim mesmo, ninguém nunca nos preparou para esse momento.

O corpo agoniza por uma pausa e sei que não nos é certo se a dor passa. Mas passa, como até os momentos de descanso que virão, irão, tão rápido quanto. As eternas madrugadas, amanhecem, e nascerão os dias em que notaremos o porquê de ter sido tão difícil.

Tinha de ser.

Os pequenos nos mostram desde nascidos, que a vida está sempre nos colocando em momentos em que será necessário parir. Nos mostram que os partos doem, mas que são certos de existirem, caso contrário, não há sonho.

Por isso, quando sentir dificuldades na amamentação, pense que:

1. Um dia essa dor será esquecida, que a única memória que perdurar, será a de que foi difícil, e só isso.

 

2. Somos mamíferas. Por mais que seja doloroso, estamos prontas para confrontar as adversidades que surgirem no caminho. 

 

3. O seu corpo gerou o seu bebê, portanto, não duvide que ele pode ser capaz de nutrí-lo.

 

4. Ter a presença de um consultor em amamentação, pode fazer com que esse início seja muito mais leve.

 

5. Quando você ultrapassar o que imagina ser a estrema, você vai se deparar com um orgulho grandioso de si mesma, por não ter desistido.

 

6. Mesmo que pareça, você não está sozinha. Há uma grande rede de mulheres emanando força para que você ultrapasse esse entrave.

 

7. Não se sinta culpada se precisar de uma pausa. Não se sinta culpada. Está tudo bem deixar o bebê com o pai, avôs, amigos e tomar um banho demorado. É saudável ter um tempo para retomar o fôlego e reorganizar os pensamentos.

 

8. Nem sempre, seu bebê vai querer mamar para se alimentar. Às vezes, ele pode apenas estar sentindo saudades de quando vocês eram um só, portanto, não reprima os seus instintos e dê colo ao pequeno. Vocês precisam um do outro, amor não faz mal.

 

9. Apesar de mãe, você ainda é uma mulher. Com sonhos, desejos, manias e inspirações. Mesmo que em alguns momentos ela possa se sentir apagada. Se isto acontecer, lembre-se de que esta mulher ainda está viva aí dentro e logo esses sonhos voltarão a fazer parte dos seus pensamentos cotidianos.

 

10. Um dia, seu pequeno irá te olhar nos olhos, e você sentirá a recompensa por todo esse esforço. Eu prometo.

 

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Escrito por Victória Silveira
Sou Victória Silveira, escrevo como convidada para o Blog da Leiturinha e, no amanhecer dos meus 19 anos, acabei por me reconhecer como escritora, amante das Artes e mãe da Helena.
Livros selecionados por faixa etária, todo mês na sua casa. Saiba Mais.
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8 Comentários

  1. Cristiane de Paula dias

    Estou passando por esse momento difícil. Nossa como a gente pensa que não vai conseguir e pra ajudar vem a cólicas que não deixa ela dormir e passa noites e dias no meu peito. Estou cansala pois ela não para com ninguém, banho? Só DEUS pra ajudar comida então só com ela no colo já até pensei em dar mamadeira. Mas não posso desistir vou ser firme sei que vai passar. Obrigado pelos conselhos 😊

    Responder
  2. Ossié

    Mais uma vez você me surpreende, mais uma vez você me enche de orgulho, pelas belas palavras cheias de sabedoria, obrigado por me deixar feliz, faça isso sempre, viu? Seu pai felicíssimo.

    Responder
  3. Érika Fernandes

    Pois é. Somente a pouco tempo ouvi (da pediatra) que aquelas cena linda de uma amamentação perfeita só existe na ficção. Com 15 dias minha bb começou a chorar enquanto mamava. Até hj (ela fez 5 meses) não sei o motivo. Houve semanas em que ela chegava a recusar o peito. Meu Deus, o que fazer??? Esse pequeno e lindo ser depende totalmente de mim para se alimentar…
    Teve uma semana que ela ganhou apenas 20 gramas (na semana!). Aí foi a gota d’água. A pediatra receitou uma fórmula, pois ela precisava de calorias. Fiquei triste, muito triste. Queria amamentar tanto quanto desejei ser mãe.
    Mas, para minha surpresa, ela não aceitou a fórmula e misteriosamente voltou a mamar melhor no peito.
    Hj em dia já nos entendemos melhor. Ela mama no peito quando quer e na mamadeira tb qdo quer. Respeito a vontade dela. Mas até chegarmos nesse ponto foi uma luta. Ouvi muitas vezes para parar de dar o peito e dar a mamadeira. Nunca desisti de amamentar e sim, hj me orgulho disso.
    Minha experiência com a amamentação pode não ter sido linda como o comercial de TV, mas foi cheia de muito amor 🙂

    Responder
  4. Fernanda

    Lindo texto, Victória! É…ainda temos alguns “partos” pela frente. E a cada momento desses nos redescubriremos tão fortes! Vamos percebendo que o nossos limites vão além do que pensávamos. E a rede de apoio é essencial! Ah, como foi e tem sido fundamental pra mim ter comigo essas mulheres que apoiam, ajudam, trocam informações e principalmente, respeitam e acreditam em mim e na minha filha. Isso faz a gente também acreditar! E os homens da minha vida não ficam atrás. Meu pai e o pai da minha Heloísa fazem com que tudo aconteça com mais leveza. Consultora em amamentação pra mim também foi muito importante. Tem valido a pena. Hoje 5 meses de amamentação em livre demanda. Tô realizando um sonho! Ficou lá atrás aquele momento em que me questionei: “não consegui parir (tive uma cesária), será que não conseguirei amamentar também?”. Foi lá que me enchi de coragem e força, com lágrimas nos olhos e apesar da dor, apesar do mercado que quer te vender fórmula, das pessoas (tantas!) te dizendo que leite em pó, chupeta, mamadeira, são a melhor coisa do mundo. Precisei passar pelas dificuldades pra chegar onde estou. Continuo aprendendo com minha filha todos os dias. Continuo me reinventando, me construindo mãe. E agradeço a mulheres como você pelos depoimentos, por emanar tanta força, por estarem comigo.

    Responder
  5. Debora de Oliveira

    As mães precisam saber que o bebê deve ser amamentado de frente para o seio e não abaixo dele.
    Isso evita que o bebê sugue ar ao invés de leite, o que causa cólicas,e evita que o bico do peito seja esticado causando fissuras,além de ser muito mais aconchegante para ambos.
    Para manter a postura,evitando dores nas costas e nos braços, a mãe pode usar travesseiros para elevar o bebê à altura do seio e para apoiar a cabeça e as costas dela.

    Responder
  6. Nicolle Batista

    Que texto! Ler isso agora, enquanto tenho meu filho nos braços, foi como ser abraçada calorosamente, foi como receber apoio e compreensão.
    Obrigada Vitória!
    Me deu forças para continuar, para não desistir frente a dor, para me sentir corajosa e orgulhosa de mim mesma.
    Vou amamentar meu pequeno com todas as minhas forças. Ele precisa de mim, precisa que eu seja capaz. E eu preciso resistir a toda indústria que quer me empurrar bicos, chupetas, chuquinhas e mamadeiras guela abaixo.
    Obrigada a todas as mães que comentaram aqui. Senti como se estivéssemos todas juntas em uma sala conversando e se apoiando.
    Queria dizer também que para quem não pode ter um consultor de amamentação, procure banco de leite mais próximo, lá vão te ajudar. Vai logo e sem medo, vai ser ótimo.

    Não desistamos. Sejamos fortes.

    Responder
  7. Juliana

    Excelente texto , está muito difícil pra mim carregar esse fardo de ter idealizado tantas coisas e não ter conseguido nem uma coisa e nem outra , nem parto normal nem amamentar , nem uma gravidez tranquila TB , enfim preciso me reinventar pois tem dois seres que dependem exclusivamente de mim !

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  8. Jessyca

    Gemeas nao é facil. Elas tem 5 meses e 10 dias e tem 2 meses e meoo que luto pra a menor mamar no peito. Penso se o stress dela.compensa a amamentação, se nao é pior insistir ouvir choro e pescoço retorcido todo dia. A noite mama normal sonolenta. E um mistério a minha pequena laura

    Responder
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