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Amamentação em livre demanda: o que isso realmente significa?

por | ago 1, 2022 | 3 Comentários

Anos atrás, lá na época em que nascemos, as mães já costumavam sair do hospital com uma receita pronta: amamente seu bebê de 3 em 3 horas e reveze os peitos. Dez minutos em cada, diziam, senão o bebê pode não adquirir os nutrientes necessários e seu leite vai empedrar. Bom, o tempo passou, a ciência evoluiu e, pelo bem de mulheres e bebês, as referências hoje são outras. Com a amamentação em livre demanda cada vez mais em pauta, podemos considerar quase um retrocesso estabelecer horários de mamada. Mas, afinal, o que isso significa? Descubra! 👶💕

Leia mais:
👉 Amamentação: um ato de amor e cuidado
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O que é amamentação em livre demanda?

Durante os seus primeiros dias de vida, o bebê ainda está estabelecendo contato com o mundo. E isso é cansativo e duro para os pequenos e pequenas! Além disso, dentro da barriga da mãe, era extremamente confortável e, por isso, o bebê passava a maior parte do seu tempo dormindo.

Nesse sentido, é bastante comum que os adultos precisem acordar os recém-nascidos para amamentá-los, sobretudo nessa primeira semana. Porém, com o passar do tempo, se o bebê estiver bem, ganhando peso e altura dentro dos parâmetros esperados, está tudo certo! E ele é quem poderá regular suas mamadas. 😉

É justamente aí que entra a amamentação em livre demanda, que nada mais é do que mãe e bebê entrarem em sintonia de tal forma que o bebê regula suas mamadas. De acordo com sua necessidade! Claro, quando esse cenário for bom (e possível) para mãe e bebê.

É preciso lembrar que, dentro do útero, o bebê recebe alimento e oxigênio o tempo todo. Quando nasce, a temperatura muda, ele precisa sinalizar quando quer comer e todo o processo orgânico de digestão se inicia. Essa árdua mudança é pesada, para mãe e bebê.

Infelizmente, é quando também se iniciam os famosos “pitacos”, que dizem que o bebê precisa disso ou daquilo. Mas, nós, mães que já passaram por isso ou estamos passando, sabemos: a conexão entre nós e nosso pequeno ou pequena diz mais do que qualquer conselho, não é mesmo?

Dessa forma, nada mais coerente do que fornecer esse alimento importantíssimo ao mínimo sinal do bebê. Ao menos, tentando se aproximar da vida intrauterina. ❤️

Minha própria história de sucesso

Quando Caetano nasceu, eu mal conseguia conversar com ele. O pós-parto foi extremamente difícil para nós e tudo o que eu conseguia fazer naquele momento era tentar deixá-lo o mais confortável possível. A cada pequeno sinal de desconforto, lá estava eu: quebrando as barreiras teóricas, os palpites familiares e dando o peito para ele. Ficava tudo bem!

Sempre, o melhor remédio para Caetano era meu peito. 🥰 Foi assim que, nos três primeiros meses de vida, Caetano quase triplicou de peso e se tornou a criança mais alegre que eu já tinha visto! Mas é claro que, no meio desse processo, existiram mais dificuldades do que sucesso.

Por exemplo, o meu peito rachou na primeira mamada. E eu precisei de muito auxílio para que ele aprendesse a famosa “pega correta”. Por fim, ele ainda apresentou APLV (Alergia à Proteína do Leite de Vaca), o que mudou toda a minha alimentação e tornou essa fase ainda mais restrita.

Carol nutrindo seu pequeno de leite e muito afeto!

Porém, voltando ao bem que as novas pesquisas e informações científicas nos trazem, esse velho processo de devoção que, teoricamente, a amamentação representa é algo quase ultrapassado. A não ser pelo desserviço que o velho boca a boca ainda causa! 😓

Hoje, graças a ciência, sabemos que uma mãe que amamenta não precisa se privar de comer certas coisas, a não ser em casos especiais como APLV. Sabemos também que a mãe que amamenta pode, sim, ter vida social e trabalhar.

Além disso, a amamentação em livre demanda fez muito bem para mim e para Caetano, ainda que tenha precisado recusar a me curvar aos comentários alheios, como “vai mamar de novo?!”. Pois bem: eu e ele somos pares extremamente conectados e bem alimentados. Ele, de leite, e eu de afeto! 🌈

Com a volta ao mercado de trabalho, a amamentação em livre demanda passou a ocupar apenas parte do nosso dia. E a bombinha de leite passou a ser meu melhor acessório. Porém, no fim do dia e durante a noite, ela retorna para a prateleira e Caetano me acessa quando precisa: seja de alimento, afeto ou conforto. Seguimos assim, até quando for bom para ele e para mim.

Vale lembrar os benefícios científicos (e empíricos!) da amamentação em livre demanda. É o caso da melhora da produção de leite, o fortalecimento da conexão entre mãe e bebê e também a saúde da cria. Ainda, como a amamentação exclusiva é recomendada pelo Ministério da Saúde até os 6 meses de idade, é muito importante que o bebê tenha seu alimento do seio da mãe, tudo bem?

Para finalizar, o resultado da minha experiência (que ainda está sendo experienciada) foi um bebê saudável, bochechudo e feliz. E também uma mãe satisfeita, com um peito maior que o outro (não, eu não revezo os lados) muito feliz e cansada. 👏

Amamentação livre para quem?

Como tudo na maternidade, a amamentação em livre demanda está longe de ser só flores. Sou extremamente contra a criação de bebês pautada em regras rígidas e horários inflexíveis. No entanto, essa liberdade de viver e estar bem também deve ser acessada pelas mães.

A verdade é que amamentar é difícil, dói, cansa, nos priva de sono e de eventos sociais. Nesse processo, é importante que também olhemos para nossa própria individualidade. Por isso, uma rede de apoio é extremamente importante para o sucesso da amamentação em livre demanda.

Para produzir leite, a mãe precisa descansar, ter momentos de relaxamento e contar com a ajuda do seu ciclo familiar e social. Aos poucos, a medida que o bebê cresce e vai conquistando sua dependência relativa, tudo isso vai ficando mais fácil. O bebê vai construindo sua rotina de amamentação, que também muda de ritmo e, depois do primeiro ano, se torna complementar.

Além disso, a boa informação deve estar sempre a favor de mãe e bebê: atualmente, existem diversos estudos sobre o tema, bem como grupos de auxílio e a favor do aleitamento materno. Aliás, um que foi extremamente útil para mim e Caetano foi o GVA (Grupo Virtual de Amamentação).

Por fim, o melhor conselho é: siga seu instinto, fique confortável em amamentar e esteja conectada ao seu bebê. O sucesso mora aí. ❤️

Você gostou de aprender um pouco mais sobre a amamentação em livre demanda? Então, deixe seu comentário e compartilhe conosco a sua experiência!

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Categorias:
Bebê
Escrito por Caroline Lara
Líder da Equipe de Curadoria da Leiturinha, é formada em Psicologia e mãe do Caetano. Leitora compulsiva, é apaixonada em provocar emoção, despertar a fantasia, entreter e alegrar pequenos através da literatura. Acredita que quanto menor nosso tamanho, maior a criatividade!
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3 Comentários

  1. Elaine Medeiros

    Meu pequeno sempre mamou em livre demanda, não me arrependo disto, hoje ele está com 2 anos e 2 meses, e ainda não consigui tirar do peito ele mama a hora que quer, pois não estou trabalhando, preciso de dicas para conseguir tirar ele do peito.

    Responder
  2. Aline Maria Chella

    Estou no terceiro filho e todos eles foram criados com amamentação em livre demanda, a pediatra ainda insiste que tem que mamar de 3 em 3 horas eu digo ok para não discutir e mantenho a minha rotina com meu pequeno. Ele está saudável e engordando. As minhas outras filhas mamaram até 2 anos e meio, não é fácil desmamar, mas a melhor solução q achei foi colocar um curativo no bico do peito e fingir que estava dodói, elas largaram e não pediram mais.

    Responder
  3. Tatiane

    Eu estou com uma princesa de 1 mês e aqui está sendo livre demanda é quando ela quer sempre.. Tenho uma de 6 anos que infelizmente por palpites familiares acabei dando fórmula mas Ana Beatriz esta engordando e saudável. Então a mamãe aqui vai continuar tbm até quando quiser…

    Responder
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