O retrato da maternidade de um jeito encantador, para ler sem pressa.

Dizem:
quando nasce
um bebê,
nasce também
uma mãe.”

– Mãe, de Cris Guerra.

Inspirado na solidão desse universo tão inexplorado, dessas mulheres à penumbra, nasce um livro: Mãe.

Essas páginas abrigam as palavras nunca lidas, o choro engolido, a força que fora caçada no interior de cada mulher, quando se descobre responsável pela criação de um novo ser humano, um recém-chegado a esse mundo que, embora incompreendido até mesmo por ela, precisa ser apresentado ao pequeno.

Parecendo escolher as palavras com o mesmo cuidado que têm as mães no momento de educar seus filhos, Cris Guerra grafou sensações, medos e anseios, de maneira doce e intensa, assim como a própria maternidade, bem como as ilustrações de Anna Cunha, que abrigam a singeleza e a essência das mães, nos remetendo a um sonho e suavizando os sentidos, de maneira que possamos adentrar esse universo com todo respeito, que é digno dele.

Deparar-se com o universo materno, em um livro tão pequeno que cabe no peito, traz o despertar do orgulho de dedicar-se à criação de um ser tão pequeno e inocente, que aprenderá a enxergar o mundo através desses olhos maternos carinhosos, e modificá-lo através dessas mãos firmes e cuidadosas.

Ver a maternidade da perspectiva feminina, é a oportunidade de enxergá-la da maneira mais intensa e verdadeira possível, principalmente do ponto de vista artístico e poético, que tem a capacidade de descrever, sintetizar e ao mesmo tempo, fazer-nos viajar através desse encargo que gerou o mundo.

O livro parece recriar todo esse emaranhado de sentimentos e é um acalanto para todas as formas de maternar.

Este livro foi selecionado pela Equipe de Curadoria da Leiturinha e é recomendado para mamães, futuras mamães e quem mais quiser se emocionar por este universo tão complexo que é a maternidade. O livro está disponível na Loja Leiturinha.

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Sou Victória Silveira, escrevo como convidada para o Blog da Leiturinha e, no amanhecer dos meus 19 anos, acabei por me reconhecer como escritora, amante das Artes e mãe da Helena.