Lidar com o dinheiro pode ser um grande tabu. No entanto, quanto mais cedo for o contato com o universo das finanças, mais fácil será lidar com  dinheiro. Por isso, o indicado é que a educação financeira para crianças comece bem cedinho, logo na primeira infância.

Pensando nisso, reunimos 8 dicas para ninguém ter medo de falar sobre dinheiro com os pequenos. Confira!

1. Comece explicando a lógica do dinheiro.

Explicar que as muitas coisas custam dinheiro é o primeiro passo da educação financeira. Uma dica é apresentar, aos pouquinhos, o valor das coisas, de forma bem direta e fácil. Por exemplo, no mercado, mostrar uma nota de R$10,00 para os pequenos e explicar que com esse valor é possível comprar o leite, a manteiga e o pãozinho. É importante enfatizar que não dá para comprar uma bola, por exemplo, pois esta custa R$15,00. A ideia é que a criança entenda, gradualmente, que as coisas que consumimos e compramos têm um custo. 

2. Explique de onde vem o dinheiro.

Para as crianças pequenas, a fonte do dinheiro é bastante utópica. Normalmente, é bem comum que os pequenos acreditem que o cartão de crédito é uma fonte infinita de dinheiro. Para enterrar essa ideia, é importante que os pais expliquem que eles ganham dinheiro através do trabalho e só assim conseguem comprar as coisas da casa. Esse dinheiro, então, é guardado em um banco. O cartão nada mais é do que a senha para pegar esse dinheiro do banco, por isso não podemos gastar mais do que ganhamos e é tão importante trabalhar.

3. Explique que usar o dinheiro exige escolhas.

Um dos pontos principais para as crianças entenderem o dinheiro, é compreender que ele é feito de concessões. Ou seja: uma certa quantia de dinheiro permite determinada compra. Se seu pequeno quer comprar um doce, ele terá que escolher entre o sorvete e a barra de chocolate. Agora, se ele quer um brinquedo, ele precisará juntar uma certa quantia. Nesse momento, entra o conceito de  poupança. Aos poucos, apresente as opções para que seu pequeno escolha. Ensine-o a fazer planos para as metas que são mais caras.

4. Cofrinho ajuda!

Para ajudar a poupar dinheiro, uma ótima ideia é usar um potinho ou um cofrinho para o seu pequeno juntar as moedas. Melhor ainda se este for transparente, pois ajuda a criança a ver o dinheiro crescendo de forma concreta. Incentive seu pequeno a estabelecer objetivos para aquela quantia, podendo ser para comprar um brinquedo, um passeio ou apenas juntar um certo valor em dinheiro! Quando o objetivo for atingido, comemore o esforço. Juntar não é fácil, ainda mais para crianças pequenas, que ainda estão desenvolvendo sua noção de tempo. Então, vale ressaltar o empenho!

5. E as mesadas?

As mesadas podem ser uma boa oportunidade para que seu pequeno aprenda na prática a juntar e gastar com responsabilidade. É necessário definir um valor que seja condizente com a idade. Alguns profissionais recomendam a mesada apenas a partir dos seis ou sete anos, quando o pequeno já tem uma boa noção dos números e está iniciando as operações matemáticas. No entanto, crianças menores podem ter uma renda vinda de presentes de familiares ou de um dinheirinho ao longo da semana. O ideal é ser um valor de acordo com a idade, por exemplo R$2,00 a cada quinze dias para crianças de dois anos, R$3,00 para de crianças de três anos e assim em diante.

6. Ensine seu filho a doar.

Algo que vem junto com a responsabilidade financeira é a responsabilidade social. Ensinar seu filho a doar uma certa quantia é ótimo para que ele ganhe consciência social, empatia e aprenda a dividir. A doação pode vir de forma financeira ou então, doando brinquedos, roupas e livros. De qualquer forma, toda doação auxilia a educação financeira com um todo.

7. Cumpra os combinados.

Todos os pais sabem o quanto é difícil ver seu filho chorando por querer um mimo ou um docinho. No entanto, se o combinado foi que aquele dinheiro seria para a sobremesa e seu filho gastou em um bolinha, siga o combinado. Explique, de forma gentil e firme que o dinheiro exige trocas, e que ele não poderá comprar a sobremesa, pois gastou o dinheiro com outra coisa. Parece duro, mas é realmente importante que seu filho siga os combinados e entenda que, principalmente o dinheiro, não é infinito. 

8. Inclua seus pequenos em alguma decisão financeira.

Pode ser a conta da TV a cabo, um item no mercado, um passeio, ou uma assinatura de um produto. O importante, é incluir seu filho nessa decisão, explicando que dentro do orçamento familiar alguma coisa terá que sair para abrir espaço para o novo gasto. Dividir as responsabilidades é uma forma de que a criança sinta-se parte atuante da família. Também, abra espaço para perguntar ao seu pequeno o que ele acha que deveria sair dos gastos. Assim, você incentiva a participação ativa de seu filho e o estimula a desenvolver o pensamento crítico.

Conta para a gente como você trabalha educação financeira com seu pequeno!

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Profile photo of Nathalia Pontes

Mestranda em Psicologia da Educação, Psicopedagoga e Escritora, acredita que aprender é uma combinação entre autoconhecimento, troca e curiosidade pelo novo. É apaixonada por educação, desenhos, viagens e literatura.