A História de Bernardo (Parte 11) – Fim do tratamento!

por | maio 18, 2016 | 2 Comentários

Coluninha | Por Luciana Mendina.

Em dezembro de 2008, quando eu menos esperava, veio a alta do tratamento do Bernardo.

Depois de um tempo sem conversar com seus terapeutas, mandei um e-mail para eles propondo uma reunião.

Queria contar as novidades da vida escolar do meu filho, contar que ele passou com facilidade de ano, nem sequer ficou em recuperação, e ouvir o que eles tinham a me dizer sobre os progressos no tratamento.

A reunião foi marcada para o dia 11 de dezembro. Era uma reunião importante, mas eu não fazia ideia do quanto essa conversa seria decisiva para o futuro do Bernardo.

Dr. Alfredo Jerusalinsky foi o primeiro a falar e me disse que, realmente, meu filho tinha evoluído muito bem no primeiro ano – aprendendo a ler sem nenhuma dificuldade – e que algumas questões que mereciam mais cuidado (como a questão de não querer ser visto com a irmã no colégio) estavam sendo abordadas na terapia e não representavam perigo sério para seu desenvolvimento. Ou seja, era natural que ele quisesse separar meninos de meninas nesta fase de sua vida.

Eda Tavares também se mostrou satisfeita com o comportamento dele. Foi então que Alfredo disse que os dois haviam conversado e que não viam mais motivos para dar continuidade ao tratamento.

Leia também O início do tratamento.

Fiquei atônita! Fui pega totalmente de surpresa! Sabia que este dia chegaria em breve. Já tínhamos comentado a alta algumas vezes, mas nada concreto. Ri, chorei, agradeci aos dois, fiquei sem falta, falei demais.

Foi um dos momentos mais emocionantes da minha vida!

Perguntei se ele precisaria de algum acompanhamento psicológico ou até mesmo de algumas sessões esporádicas para controle, e eles disseram que não, que ele estava liberado. Então, em fevereiro de 2009, Bernardo teve suas últimas consultas.

Acompanhe a história de Bernardo desde o início em O que está acontecendo com o meu filho.


Luciana Mendina é jornalista e autora do livro “O autismo tem cura?”, publicado pela Editora Langage.

Escrito por Luciana Mendina
Jornalista e autora do livro “O autismo tem cura?", publicado pela Editora Langage. *Autora convidada e seus textos não refletem, necessariamente, a opinião do Blog Leiturinha.
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2 Comentários

  1. Avatar

    Sou mãe de uma criança com autismo. Sou professora. Pelo que leio e estudo, acho bem difícil que uma criança com TEA tenha alta de tratamento. Autismo não tem cura, logo, o tratamento é pra sempre. As formas de tratar, essas sim, são variáveis.
    Não gostei do recorte do texto (sei que ele é parte de um todo).

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  2. Avatar

    Muito legal a história do Bernardo!
    Não ficou claro pra mim lendo a história quanto tempo durou o tratamento.

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