Ser dinda é ser mãe do coração

por | nov 19, 2019 | 4 Comentários

Um amor especial

Aconteceu. Inesperadamente e sem planejamento, você recebe a notícia: vai ser madrinha de um pequeno ou pequena que está por vir. Melhor dizendo, você vai ser dinda! De uma hora para a outra, você se pega ansiosa, comprando roupinhas para bebê e aguardando o tão esperado momento. Quando o pequenino chega ao mundo, você mal consegue acreditar no amor que nutre por aquela coisinha tão pequena e delicada que, agora, faz parte de sua vida.

Ser dinda é isso. É ser considerada uma segunda mãe e ajudar os pais sempre que necessário, fazendo pelos pequenos o que eles próprios fariam, enchendo suas vidas de carinho, atenção e cuidado. É estar por perto sempre que precisar, é se fazer presente e ser confidente, é ter alguém para cuidar, é ser fonte de inspiração, presentear com afeto, ser conselheira, amiga e parceira, é ajudar, socorrer e auxiliar, estar junto nos piores e melhores momentos… São delícias e responsabilidades que tornam a vida mais recheada de cores e carinhos!

Vínculo para toda a vida

O primeiro beijo, as paixões adolescentes, os medos, os erros e travessuras… Em muitos casos, a madrinha é também a pessoa com quem a criança confidencia segredos, dúvidas e problemas. Por isso, é importante que a dinda esteja aberta para ouvir, conversar, ser compreensiva e aconselhar. Este elo de confiança pode ser muito útil para guiar o pequeno pelos empecilhos que surgem conforme amadurecem e para fortalecer o vínculo entre madrinha e afilhado(a). Até porque, este vínculo, quando bem cultivado e nutrido, permanece por toda a vida, se fortalecendo cada vez mais. São momentos de diversão, cumplicidade, companheirismo, confidências, conversas e afeto que só quem vivencia essa relação sabe como é!

E você? Também tem aquela dinda que marcou sua infância e que depois de adulto se tornou uma grande parceira, amiga e fonte de apoio? Ou a dinda cheia de amor é você? Conte aqui para a gente e compartilhe esta homenagem! <3

Leia mais:

Categorias:
0 - 3 | 10+ | 4 - 6 | 7 - 10 | Educação | Família | Idade
Escrito por Ana Clara Oliveira
Jornalista e editora do Blog da Leiturinha, é fascinada por tudo que envolve o mundo da leitura, da educação e da infância. Acredita que as palavras aproximam pessoas, libertam a imaginação e modificam realidades. Gosta de escrever, viajar e aprender sempre.
Relacionados
4 dicas para combater o preconceito infantil

4 dicas para combater o preconceito infantil

O preconceito é construído socialmente, a partir das nossas interações com o mundo e com os outros. A cada interação e troca, a criança vai absorvendo e compreendendo o mundo. Assim, ela vai construindo os seus valores e suas percepções. Nisso, muitas coisas boas...

Meu bebê não dorme: o que fazer?

Meu bebê não dorme: o que fazer?

Meu bebê não dorme: como vencer a privação de sono e aprender a dormir junto com o bebê? Se fizeram noites infinitas desde que o meu bebê nasceu. Hoje, prestes a completar um ano de vida, nós já experimentamos fórmulas e incansáveis rituais do sono. Hora em hora,...

4 dicas para combater o preconceito infantil

4 dicas para combater o preconceito infantil

O preconceito é construído socialmente, a partir das nossas interações com o mundo e com os outros. A cada interação e troca, a criança vai absorvendo e compreendendo o mundo. Assim, ela vai construindo os seus valores e suas percepções. Nisso, muitas coisas boas...

Meu bebê não dorme: o que fazer?

Meu bebê não dorme: o que fazer?

Meu bebê não dorme: como vencer a privação de sono e aprender a dormir junto com o bebê? Se fizeram noites infinitas desde que o meu bebê nasceu. Hoje, prestes a completar um ano de vida, nós já experimentamos fórmulas e incansáveis rituais do sono. Hora em hora,...

Distúrbios da fala em crianças: quais são?

Distúrbios da fala em crianças: quais são?

Em primeiro lugar o processo de aprendizado da linguagem não é nada simples e envolve diversos fatores. Para falar, o pequeno precisa escutar bem, ter um entendimento daquilo que ouve, fazer um raciocínio lógico, escolher palavras. Enfim, são muitos fatores...

4 Comentários

  1. Avatar

    Ai Ana que texto lindo! Nunca me esqueço de quando fui convidada para ser dinda 😀

    E melhor ainda saber que escolhi as melhores dindas do mundo para os meus pequenos!

    Parabéns pela matéria ;*

    Responder
  2. Avatar

    Parabéns, Ana Clara. De fato um texto delicado e cheio de afeto. Me fez sentir uma saudade danada dos meus pequenos, pois sou uma dinda que mora em outra cidade. Realmente é um amor inexplicável.. mas quem disse que amor a gente tem que explicar, não é? E minha dinda também está longe, mas os laços construídos na infância são eternos, aconteça o que acontecer. Obrigada por essa bela gentileza. Sucesso!

    Responder
  3. Avatar

    Nooossa! Tudo que sinto!
    Amo verdadeiramente meu afilhado. É um filho desde o ventre da mãe com poucas semanas. E minha filha tem um exemplo de dinda tb!
    Amor incondicional!!!

    Responder
  4. Avatar

    Realmente é um amor especial! E aconteceu assim… Fazíamos planos mas não esperávamos uma gravidez tão rápida… Quando soube do teste da farmácia foi ao shopping comprar roupinha. Quando confirmou com o exame de sangue, fomos ao shopping comprar juntas!!! Indicou médico, acompanhou consultas e de repente um parto prematuro: no dia do nascimento da nossa abelhinha estava durante todo o dia ao meu lado até que resolveram interromper para salvar a minha vida… Na hora exata ela estava ao meu lado segurando minha mão e foi ela que ouviu o primeiro choro e que conheceu primeiro que eu pois não aguentei. Só acordei no início da manhã e só conheci no dia seguinte… Ela?! Novamente estava comigo quando fui conhecer a minha primogênita. Ela não pode acompanhar os 4 meses de internação da bebê, mas aqui fora comprou e preparou tudo com o papai e no dia da alta ela estava lá para nos buscar. Acompanhou consultas, levou para dormir, passear,… Quanta presença em nossas vidas! Na segunda gestação também não mediu esforços e se doou mais uma vez. Hoje após três meses de sua partida choro sempre pois não terei você aqui para acompanhar todo o processo como sonhamos juntas. Mas ela sempre lembra e fala que você continua morando no seu coração (no nosso) e no céu.

    Responder
Enviar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *