Quando temos um ou mais bichinhos em casa, logo ao engravidarmos, começam as dúvidas e os palpites sobre a relação entre bebê e os pets. Desde opiniões empíricas ou aquelas que não têm fundamento nenhum. Causando sentimentos de insegurança e dúvida sobre o convívio entre os animais de estimação e nossos filhos. Mas, afinal, animais de estimação e bebês podem conviver sem risco? Será que é necessária tanta preocupação? E se sim, quais cuidados devemos ter para evitar acidentes ou situações de tensão entre esses dois (ou mais) seres que tanto amamos?

Quatro cachorros, dois gatos e um bebê!

Aqui em casa as coisas saíram melhor que esperado! Me deram muitas dicas como deixar o pet se aproximar da minha barriga ou dar as roupinhas da criança para ele cheirar antes de voltar da maternidade. Por muitos momentos me questionei sobre a harmonia entre meus quatro cachorros e dois gatos com meu recém-nascido bebê. 

Mas na prática deu tudo muito mais certo do que eu esperava. No início os gatinhos estranharam um pouco, mas nunca foram agressivos com Caetano. Apenas recuaram dando a sensação de que eles sabiam que aquele ser indefeso precisava de mais cuidados do que eles próprios naquele momento. O tempo foi passando e o Caê começou a engatinhar e depois andar. Claro que ele puxou muito rabo de bicho e tiveram situações as quais eu precisei intervir. Mas, de maneira geral, nunca aconteceu nenhuma mordida ou arranhão mais grave. E como toda mãe que quer proteger sua cria, eu tomei alguns cuidados que podem te ajudar a fazer sua família animal e humana conviverem bem.

 3 dicas para uma interação segura entre o bebê e os animais de estimação:

1. Respeite o tempo dos seus bichos e do seu filho

Nos primeiros meses de vida é normal que os pequenos não reconheçam os pets como animais e seres vivos. Eles quase passam despercebidos para os bebês até o terceiro mês de vida. Mas, para os pets essa situação é um pouco diferente. Eles podem se incomodar com a presença de um novo membro na casa, com o barulho do choro e ficarem enciumados com a situação. Precisamos entender isso e não forçar nenhum tipo de contato. Tudo tem que ser natural e no tempo de cada um. 

2. Conheça seu pet

Bichos, assim como nós, possuem diferentes personalidades. Alguns são mais introvertidos, bravos, outros são mais carinhosos e apegados. Isso não tem muito a ver com raça ou idade dos pets, mas sim sobre a forma que eles estabelecem contato com humanos, ou sobre como eles foram educados. O importante é sabermos com qual tipo de personalidade estamos lidando para evitar surpresas. Quando conhecemos nossos bichos fica mais fácil entender como mediar a apresentação do novo membro da família, a ele.

3. Mas, então, como apresentá-los?

É importante que o primeiro contato entre pet e bebê seja inteiramente monitorado. Esteja perto mediante qualquer aproximação do bichinho com seu bebê. Explique para ambos quem são eles e nada de ficar enfurecido ou tentando forçar o contato. Isso só irá atrapalhar. Deixe que eles se olhem e se reconheçam ao seu tempo…

É importante afirmar que o contato com crianças e bichos de estimação é extremamente saudável. Se seu bichinho estiver vacinado e saudável, a interação entre ele e seu bebê só será benéfica e irá desenvolver diversas áreas cognitivas e socioemocionais do seu pequeno. Mas lembre-se sempre de mediar este contato, evitando acidentes e estranhamento entre ambas as partes. A atenção nunca é demais.

E aí na sua casa? Como foi para você apresentar seu pequeno aos bichinhos de estimação? Conte aqui para a gente!

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Profile photo of Caroline Lara

Faz parte da Equipe de Curadoria da Leiturinha, é formada em Psicologia e mãe do Caetano. Leitora compulsiva, é apaixonada em provocar emoção, despertar a fantasia, entreter e alegrar pequenos através da literatura. Acredita que quanto menor nosso tamanho, maior a criatividade!