Faxina e crianças costuma ser uma mistura cheia de desafios. Como fazer a faxina com filhos em casa? E quando envolvê-los nas tarefas domésticas? Cada família tem suas técnicas e seu jeitinho de lidar com a situação. Mas uma coisa é certa: à medida em que crescem, envolver os filhos na organização da casa pode trazer muitos benefícios para todos. 

Ao se envolverem na organização da casa, os filhos sentem-se como um membro de uma comunidade. Onde é preciso respeitar com as diferenças, respeitando o espaço de cada um, tendo que lidar com a “bagunça” do outro, mas também com a sua própria, entendendo na prática o conceito de responsabilidade.

Não se trata de “ajudar”, mas de fazer sua parte. 

Envolver os filhos na organização da casa, podemos dizer que mais atrapalha do que ajuda. Uma vez que eles ainda estão aprendendo a fazer isso, e, quando fazem, ainda deixam muito a desejar. E mesmo que façam muito bem a sua parte, não se trata de uma “ajuda”, mas de lidar com seus próprios atos e suas consequências. Se eu sujo, uso, bagunço, logo: terei que limpar e organizar para continuar usufruindo do espaço.

Não se trata também de querer ser “igualitário” na divisão das tarefas. Minha filha de três anos tem a responsabilidade de guardar os brinquedos que usa. Mas é claro que tudo é feito de forma educativa, sem que se torne um peso ou algo maçante. O principal é ter equilíbrio e bom senso para saber quando é o momento de não abrir mão de que a criança faça sua parte, e quando isso não é preciso. O que eu quero é que ela aprenda que é responsável pela qualidade dos ambientes que frequenta e que vive. 

Para uma criança maior, acima de sete anos, por exemplo, já é possível estabelecer combinados mais elaborados e ajudar para que eles sejam cumpridos. Comece sempre com o mínimo e, à medida em que a criança for aderindo e amadurecendo, as tarefas podem ir se complexificando também. 

O exemplo arrasta!

Manter a casa organizada é tarefa de todos que nela moram. Ainda que a família tenham uma secretária do lar que faça as faxinas, é importante que cada um assuma minimamente uma responsabilidade em algum setor. Assim pode sentir os impactos de suas ações, seja positiva ou negativamente. Isso contribui na construção da personalidade e do caráter ao longo da vida. Comece por você, dando o exemplo ao seu pequeno, mostre a ele como se faz para cuidar da casa.

Algumas dicas para incluir os pequenos na organização da casa

Com 3 anos: Minha filha estava com dificuldades em cumprir combinados de organizar brinquedos na escola. Então, percebi que ainda não tinha a ensinado como fazer isso em casa. Começamos a fazer combinados simples. Antes de pegar um brinquedo novo, temos que guardar o anterior. Antes de fazer outra coisa, vamos organizar juntas o ambiente em que estávamos. Importante é que fazemos tudo juntas, com leveza e até brincando. Às vezes, quando percebo que ela está resistente em arrumar, elogio o seu esforço e digo que da próxima vez, tentaremos fazer um pouquinho mais.

Com 7 anos: Com crianças mais velhas, que já tem uma certa noção de regras, com sete anos ou mais, é possível continuar com os combinados anteriores e ir acrescentando outros. Por exemplo: Arrumar a cama ao se levantar. Pegar os materiais escolares do dia seguinte. Levar seu prato para a pia e organizar a mesa do café da manhã. Essas são tarefas bem simples, que podem ser assumidas aos poucos.

A partir da pré-adolescência: Para os pré-adolescentes, em que o senso de responsabilidade e pertencimento está sendo consolidado, vale confiar um cômodo ou mais da casa sob seus cuidados, ou um dia da semana dedicado a isso. E até mesmo uma refeição que ele possa fazer, além dos seus cuidados pessoais. Sentir-se útil faz bem e contribui com os vínculos familiares e sociais!

O que achou da matéria? Conte para a gente: como você faz em casa para equilibrar a rotina de trabalho, casa, filhos? Cada experiência é muito rica e válida à sua própria maneira!

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Profile photo of Sarah Helena

Mãe da Cecília, formada em Psicologia, especialista em Filosofia e Mestranda em Educação Profissional e Tecnológica. Sempre trabalhou com famílias, especialmente com os pequenos. Por esse amor ao universo afetivo infantil, hoje, na Leiturinha, ela colabora fortalecendo o vínculo das famílias leitoras através da experiência da literatura.