Quem tem criança em casa sabe: você se vira por dois segundos e a criança não está mais onde estava antes. Elas são rápidas e todo cuidado é pouco, por isso casas com crianças estão sempre cercadas de telas nas janelas, protetores de quina, portãozinho de escada e outros itens de segurança. Ainda assim a ONG Criança Segura afirma que acidentes são hoje a principal causa de morte de crianças de 1 à 14 anos no Brasil. Por isso, reunimos aqui as causas mais comuns de acidentes com crianças segundo dados do Ministério da Saúde, e, como evitá-las.

Queda

49% das hospitalizações em decorrência de acidentes aconteceram por conta de quedas. Embora a maior parte dessas quedas não seja tão grave, é importante evitá-las. Antes de começar a andar, o bebê pode cair de alturas como a cama dos pais ou do trocador. Quando começa a andar é comum que sofra pequenas quedas, embora elas sejam normais, fique sempre de olho no que está ao redor da criança, para que se ela cair não bata em nenhum objeto perigoso. Quedas de escada também podem ser evitadas impedindo que elas subam e desçam sozinhas, com portões próprios.

Queimadura

Esse acidente representa 16% das internações de crianças em hospitais. E a cozinha é o lugar mais perigoso da casa quando o assunto é queimadura, por isso impeça que a criança pequena fique perto de fornos ligados ou locais quentes, deixe cabos de panelas sempre virados para a parte de dentro do fogão, mantenha panelas quentes longe do alcance das crianças e, se ainda assim a queimadura acontecer, lave o local com água fria corrente por alguns minutos. Para queimaduras mais graves, leve a criança ao hospital mesmo depois desse processo.

Trânsito

Acidentes de trânsito com crianças representam 12% do total de hospitalizações e, pior, 38% do total de morte com crianças. Por isso, o uso da cadeirinha própria para a altura e peso da criança e, mais tarde, do assento elevado, faz toda a diferença. Embora acidentes aconteçam, especialmente no trânsito, quando inúmeros fatores interferem, é essencial o uso do cinto de segurança. Mesmo para passeios curtos, que duram poucos quarteirões!

Intoxicação

Existem diversos tipos de intoxicação, mas o mais comum é pela ingestão de remédios e outras substâncias químicas. Por isso, remédios e produtos de limpeza devem sempre estar longe do alcance das crianças, de preferência em armários trancados. Alguns remédios têm cores e até cheiro que lembram doces, fazendo com que a criança tenha vontade de experimentar.

Sufocação e engasgamento

Apesar de apenas 1% dos dados de crianças hospitalizadas ser por conta de sufocação, o acidente representa 71% das mortes de crianças de até 1 ano. Ou seja, quanto menor a criança, maior o risco desse acidente já que suas vias aéreas são pequenas e nessa fase elas têm tendência natural de colocar objetos na boca. Para prevenir, corte alimentos em pedaços bem pequenos, não dê alimentos redondos e duros e ensine a criança a comer sentada. Na hora de dormir, o bebê deve ficar em um colchão firme, de barriga para cima e coberto até a altura do peito com o cobertor preso embaixo do colchão e os bracinhos para fora. Além disso, fique de olho do que a criança está colocando na boca, quando chegar a fase dos primeiros dentinhos, ele vai querer morder as coisas, compre mordedores com certificação e fique sempre atento.

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Profile photo of Ariane Donegati

Jornalista e entusiasta do desenvolvimento infantil, acredita que brincar é sinônimo de aprendizado e felicidade para as crianças.