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A Comunicação Não Violenta ajudando na relação entre pais e filhos

por | mar 26, 2019 | 5 Comentários

Seja porque não quer tomar banho, não quer arrumar o quarto, não quer fazer a lição de casa, brigou com o irmão ou, ainda, começou aquela birra em público porque não ganhou o que pediu. Quem é pai ou mãe, uma hora ou outra, vai passar por um momento de conflito como esses. É inevitável. Com o tempo, os pequenos vão crescendo e começam a aprender, entre outras coisas, o poder de uma simples palavrinha, o não. A partir daí, pequenas coisas do dia a dia podem se tornar dramas enoooormes… Mas calma! Existem maneiras de estabelecer uma relação mais tranquila com seu filho e é sobre isso que vamos falar hoje. Você já ouviu falar em Comunicação Não Violenta?

Comunicação Não Violenta: quatro pontos para se comunicar positivamente

Non Violent Communication ou Comunicação Não Violenta (CNV) é um processo de comunicação desenvolvido pelo psicólogo americano Marshall Rosenberg. Muito mais do que uma técnica de linguagem, a CNV é um estado de consciência em que a compaixão, o respeito, a atenção e a empatia prevalecem entre as pessoas, através da comunicação. Basicamente, a Comunicação Não Violenta busca entender o que nos leva a agir de maneira violenta e como nos manter conectados à nossa natureza compassiva. Para isso, a CNV se baseia em 4 componentes que habitam os diálogos entre pessoas:

1. Observação: Quando nos deparamos com uma situação que nos incomoda, o primeiro passo é observar o que está acontecendo de fato, sem julgamentos. Essa é a parte mais difícil. Mas, distanciar nosso olhar do nosso juízo de valores é um processo libertador.

2. Sentimento: Depois da observação, o passo seguinte é identificar e nomear o que sentimos em relação ao que observamos. Embora pareça simples, na prática, isso também é mais difícil do que imaginamos. Expor nossos sentimentos significa nos responsabilizar por eles e, ao mesmo tempo, mostrar nossa vulnerabilidade. Nem sempre estamos dispostos e abertos para isso.

3. Necessidade: Então, juntamente com os sentimentos, expressamos também nossas necessidades, valores e desejos que nos fizeram sentir de determinada maneira. Neste ponto, entender o que precisamos é fundamental.

4. Pedido: Com sentimentos e necessidades identificados e nomeados, pedimos que ações concretas sejam realizadas, de forma a atender nossas necessidades. Nesse ponto, a CNV ressalta que pedidos realizados por meio de uma linguagem positiva, têm mais chances de ser entendidos e realizados, do que através de um discurso negativo.

Aprendendo a ouvir com empatia

A Comunicação Não Violenta não é apenas sobre se comunicar por meio destes componentes, mas também sobre saber ouvir com empatia e compaixão, levando em consideração esses mesmos componentes. É a chamada escuta empática. Para Marshall Rosenberg, “empatia é esvaziar a mente e ouvir com todo o nosso ser”. Ou seja, é se colocar no lugar do outro, é ouvir sem julgamentos, é, antes de dar conselho, se abrir e perceber os sentimentos e necessidades do outro, com compaixão, respeito e atenção.

Como a Comunicação Não Violenta pode ajudar na relação com o seu pequeno?

Em resumo, a CNV não se trata apenas de um método de comunicação, mas uma maneira de enxergar a vida e as relações através da empatia e da compaixão. Será que observamos sem julgar? Expomos o que sentimos? Deixamos claro quais as nossas necessidades? Pedimos o que precisamos de forma positiva? Ouvimos com atenção e empatia? Provavelmente, na maior parte do tempo, a resposta para essas questões é não. Com uma vida diária atropelada por compromissos, horários e rotinas apertadas, é comum que não prestemos atenção em como nos comunicamos com os pequenos. Nesse sentido, a Comunicação Não Violenta está intimamente ligada à Criação com Apego e propõe uma relação baseada na escuta, no respeito mútuo, na segurança emocional e na comunicação positiva.

O processo para alcançar essa forma de comunicação com os filhos é difícil e demanda muita paciência e atenção. Mas, comunicar com seu pequeno de forma positiva, pode colaborar para:

– Reduzir conflitos entre irmãos

– Entender o que está por trás do não dos pequenos

– Fortalecer a autonomia e autoestima da criança

– Estabelecer uma relação baseada na cooperação e na confiança

– Expressar frustrações, sem culpa

– Expor desejos e necessidades de forma que o pequeno ouça e compreenda

Leia também: 

Escrito por Ana Clara Oliveira
Jornalista e editora do Blog da Leiturinha, é fascinada por tudo que envolve o mundo da leitura, da educação e da infância. Acredita que as palavras aproximam pessoas, libertam a imaginação e modificam realidades. Gosta de escrever, viajar e aprender sempre.
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5 Comentários

  1. Claudia Helfer

    Ótimo esclarecimento sobre (CNV)

    Responder
  2. Kaylane

    Muito interessante, gostei do artigo.

    Responder
  3. Tatiana de Moraes Sarmento

    Legal os textos, vou praticar mais minha paciência! Auto controle é difícil mesmo! Mas esses 3 livros parecem interessantes, poderiam já enviar um deles esse mês. Achei legal pra faixa da minha, de 4 anos. Já que os últimos 3 que recebemos, ela só curtiu abrir, o livro e o q ele diz não foi do gosto dela..

    Responder
  4. Elma Lima

    Olá!

    Muito interessante esses texto. Eles são de suma importância para pais e educadores, pois os mesmo precisam de muita prática do dialogo/ CNV….

    Responder
  5. Carla

    Quais os livros indicados sobre este assunto?

    Responder
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