Geração Alpha: Seu filho já faz parte de uma geração mais inteligente do que a sua

por | fev 10, 2017 | 12 Comentários

É, meu amigo. Admita. Por mais tecnológico que você pareça ser, esse bebezinho aí, que está brincando com seu livro novo enquanto assiste Masha e o Urso, tem tudo para ser mais independente e adaptável a evoluções tecnológicas do que você. Se o seu filho se enquadra entre os nascidos a partir de 2010, ele também faz parte do que chamamos de Geração Alpha.

O que é a Geração Alpha?

Alpha é um termo usado pelo australiano Mark McCrindle, para designar a nova geração de crianças nascidas a partir de 2010. Esta geração, de acordo com o sociólogo, é determinada por pessoas muito mais independentes e com um potencial muito maior de resolver problemas do que seus pais e avós.

O documentário Alpha: A Nova Geração apresentado pela marca de papinhas Heinz acompanha um pouco da rotina de famílias para captar este sentido e mostrar como as gerações relacionam entre si e como lidam com a tecnologia.

Mas o que determina isso?

Afinal de contas: o que nos traz a percepção de que os alphas já fazem parte de uma geração mais inteligente? A palavra é: estímulo.

Mesmo que você leia e-books, ouça músicas e assista filmes on demand, a real é que você aprendeu isso ao longo da vida, enquanto este cenário é completamente natural para o seu filho que já nasceu imerso em toda essa tecnologia e com as facilidades de obter informação.

Temos uma preocupação muito maior em educar nossos filhos em ambientes voltados para o desenvolvimento infantil, trazendo mais estímulos sensoriais. Nós valorizamos brinquedos, livros e dispositivos pensados no aprendizado das crianças.

Ainda que os fatores, causas e efeitos da tecnologia neste processo caminhem juntas e não estejam precisamente claros entre si, podemos dizer que ela tem um papel importante no ambiente onde nossas crianças estão inseridas.

O tablet e as telas em geral, por exemplo, já são aliados no desenvolvimento dos pequenos. Com conteúdo adequado, seguro e livre de excessos, os dispositivos tecnológicos podem fazer parte do universo das crianças e devem receber o mesmo acompanhamento dos pais que as outras situações do dia-a-dia. Existem, inclusive, aplicativos focados em estimular o aprendizado infantil que permitem que pais acompanhem de perto a evolução dos filhos.

Menos hierarquia e mais diálogo entre pais e filhos

Na educação da Geração Alpha, os pais continuam sendo figuras de autoridade, no entanto existe mais diálogo. As gerações x e y cresceram numa estrutura familiar e escolar muito mais hierárquica. E neste momento o autoritarismo dessas relações cede lugar para posições cada vez mais efetivas de troca.

A tendência na educação escolar, de acordo com o documentário Alpha: a nova geração, é a mudança de sistemas até então mais focados no conteúdo didático para um ensino mais customizado e voltado para o que a criança gosta.

Entendendo as gerações

É claro que determinar o passo entre uma geração e outra é muito relativo. Nós somos seres em constante desenvolvimento e evoluímos de acordo com nossas necessidades. É um equívoco engessar gerações por serem de épocas diferentes. O que quero dizer ao falar das características de cada uma é que caminhamos para determinados rumos de acordo com as características mais marcantes de cada fase e trocamos aprendizados entre uma geração e outra.

Evoluir e crescer!

É muita ousadia falar em evolução da espécie? Não sei. O que sei é que avós, pais, irmãos, filhos e netos têm muito o que aprender entre si. Tanto no resgate, quanto na reinvenção. E essa relação é o que deve ser levada em consideração na hora de criar e aproveitar as ferramentas tecnológicas que temos, sem perder o que há de mais valioso nas relações humanas e nas relações pessoa-mundo.

Confira também: 

Escrito por Gabriella Reis
Publicitária, enxerga um potencial imenso na educação como ferramenta para transformar pessoas e amenizar alguns problemas do mundo. Coloca carinho em tudo que escreve e adora encontrar carinho no que lê. Colaborou com o Blog Leiturinha.
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12 Comentários

  1. Avatar

    Oi Gabriela,
    Meu nome é Joana Pereira, tenho 37 anos e sou mãe de cinco filhos de diferentes gerações.
    Estava fazendo uma pesquisa sobre a geração Alpha e já estava entediada de ler o mesmo texto, os mesmos dizeres em sites diferentes, mas sua matéria me chamou a tenção quando diz: “É um equívoco engessar gerações…”; “…Criar e aproveitar as ferramentas…Sem perder o que há de mais valioso nas relações humanas e relações pessoa- mundo”.
    Essas frases fizeram toda diferença pra mim, não via novidade nos outros textos, todos nós já sabemos do cenário dessa geração, mas o que poucos sabem, ou se sabem pouco da importância, é a troca de experiências entre as gerações.
    Fiquei feliz por ter citado isso no seu bog.

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  2. Avatar

    Legal e inteligente!

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  3. Avatar

    Boa tarde eu sou a Gabrielle, e tenho uma filha.
    Gostei muito da sua materia, e apesar da minha filha ter so um ano, eu busco valorizar os bons costumes que a na família e mostrar pra ela que os livros levam a imaginação bem além do que no mundo virtual.
    Enfim eu insentivo o abto de ler na minha pequena, e por incrivel que pareça e outras pessoas duvidam do que ela faz; ela ja faz leitura de imagens.
    E isso me deixa muito feliz!

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  4. Avatar

    Materia muito legal. Estou totalmente de acordo!Certa vez ouvi uma explicação sobre as definições de geração de um indivíduo, na ocasião me disseram que o fato de vc nascer dentro de uma determinada geração por si só não te coloca dentro dela, pois precisamos considerar as influencias do meio onde cresceu, a cultura, etc.
    Por isso acho que o termo “não podemos engessar” as gerações muito adequado.

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  5. Avatar

    Olá , Gabriella.
    Sou avó de uma menina de quase quatro anos e gostei muito da forma sintética e direta com a qual você abordou o tema da geração Alpha. Informação é fundamental e é ela que nos norteia para um caminho com mais acertos do que erros no trato com nossos pequenos.
    Abraços .
    Ana Tereza de Alcantara Lima.

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  6. Avatar

    Sou bisavó de uma linda menininha, e por ela e para ela fiz a inscrição no Leiturinha.
    Eloisa tem 3 anos e é uma criança muito inteligente. Adora receber o kit enviado por vocês todos os meses.
    Lendo seu texto concordo quando você diz: “É um equívoco engessar gerações…” E é verdade.
    Criei meus filhos incentivando a leitura, e espero fazer o mesmo com Eloisa.
    Sem mais pro momento, o meu desejo de feliz Ano novo.
    Abraços,
    Joselita Freitas.

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  7. Avatar

    Oi Gabriella! Gostei demais de seu comentário pois sou pai “velho”… Tive minha segunda filha de um segundo casamento com 46 anos e atravessei várias e importantes mudanças nesse quase meio século de existência…Hoje a Giulia tem 11 anos e a Iolanda tem quase 3 aninhos e um gênio muito forte…. adora um pc e um celular…É lindo ver ela com tão tenra idade deslizar os dedinhos na telinha com tamanha desenvoltura… Computadores, celulares, tablets, internet, face, wattsapp, eboock, bitcoin e por ai vão as evoluções tecnológicas… Acredito que só algumas coisas não podem ficar para trás na educação dos baixinhos…paciência, carinho, dedicação e muuuito amor. Adoro ler as matérias do blog da leiturinha…elas me tem sido muito úteis na educação de minhas filhas… Gratidão e forte abraço a todos que fazem o Blog!!!

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  8. Avatar

    Parabéns pelo ótimo material compartilhado. Obrigada!

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  9. Avatar

    Sou da geração baby boomer e pai de duas crianças da geração Alpha.
    Como sou engenheiro de informática, vejo com muita facilidade o treinamento dos meus pequenos que tem 5anos.
    As gerações baby boomer, x ,y, z , alpha , foram definidos em função da evolução da informática como instrumento de aprendizagem.
    O que precisa ficar muito claro é que a geração Alpha não é mais inteligente, mas os recursos disponíveis para ensinamentos são mais amplos , e se não souber usar os recursos para melhor educa-los , melhor nem tentar.
    Tablets, smartphones e outros instrumentos tecnológicos são instrumentos apenas, nada substitui a orientação familiar, nunca é recomendável deixar os pequenos sozinhos utilizando tablets, os tablets são apenas instrumentos interativos sem capacidade de orientar a educação…

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  10. Avatar

    Gabriella, adorei seu texto. Havia lido outras coisas bastante rasas, mas seu trabalho é informativo. Parabéns! O comentário acima, do Roberto, é bastante pertinente também.

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  11. Avatar

    Conflitos de gerações criando novas tendências sociais!? Eu vou assistir isso de camarote pra contar aos meus netos! Acho que eles irão rir quando explicar como surgiu os emoji’s!..

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  12. Avatar

    Desculpem, deixei de mencionar que sou um ‘Y’ e tenho uma linda e alegre “alpha” de 1 ano e meio, que por estímulos e brincadeiras que envolve ética e bons costumes, está surpreendendo toda a família, é rápido o como ela aprende as coisas, é notável o gênio de independência persistente, acompanhamos com atenção o desenvolvimento e reavaliamos sempre as atitudes para garantir à ela uma autonomia livre pra escolher o que faz bem pra ela. Pra mim, é minha melhor fase da vida!

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