Mindfulness: O que é e como ele pode ajudar na criação dos filhos

por | maio 21, 2019 | 0 Comentários

Você é um daqueles pais que se preocupam com a qualidade do tempo que passa com seu filho? Se sua resposta é sim, o mindfulness pode se tornar seu grande aliado.

Na maioria das vezes, estamos no “piloto automático” e reagimos reativamente, ao invés de receptivamente. Somos impulsionados por padrões mentais, preocupados com um futuro que nunca chega e um passado que não está mais acontecendo.

O que é Mindfulness?

Mindfulness, também conhecido como atenção plena, é um estado de consciência do momento presente. É a capacidade de viver, momento a momento, observando a situação presente com curiosidade, aceitação e livre de julgamentos.

No vídeo abaixo, produzido pela Phitters, a psicóloga e instrutora de mindfulness, pela Mindful Schools da Califórnia, Fabiana Saes, explica como esta prática pode ser aplicada na criação dos filhos.

Já reparou que quando vivemos uma situação complicada, nossa intenção e reação natural é querer afastar aquilo? Porém, quando praticamos a atenção plena, ela nos ajuda a enfrentar a situação como é, sem desviar-se. Isso envolve o trabalho de voltar para si mesmo e perceber o momento, da maneira como nos é apresentado, e não como esperávamos que fosse.

Como pais, talvez a coisa mais preciosa que possamos dar aos nossos filhos, seja nossa presença plena. Mas, só podemos dar aos nossos filhos o que damos primeiro a nós mesmos!

À medida que nos tornamos conscientes de nossas necessidades mais profundas, através da prática de mindfulness, diminuímos a ansiedade e conseguimos atender as necessidades mais profundas dos nossos filhos também. Quando paramos de criar expectativas irrealistas, ficamos mais disponíveis para eles, vendo e amando-os cada vez mais como eles realmente são, e não como gostaríamos que fossem.

Muitas vezes, tentamos nos manter em um padrão muito alto, lutando para sermos pais “perfeitos”. O mindfulness engloba a realidade e a sabedoria da mãe ou pai “bom o suficiente”, reconhecendo que, independentemente de nossas melhores intenções, momentos de imperfeição e falhas, são inevitáveis. Desenvolvemos assim a autocompaixão.

Nossas crianças precisam saber que falhamos. Além disso, se tentarmos negar essa realidade, nossos filhos não recebem um modelo autêntico do que é ser humano. Quando ocorrem inevitáveis ​​momentos de imperfeição e falhas, surgem as oportunidades de compaixão, aprendizado, reparação, perdão, humor, honestidade e bondade. Quando os pais praticam mindfulness, os filhos passam a ser influenciados, e aprendem também a viver o momento presente.

Mindfulness nem sempre é uma coisa fácil de fazer, especialmente se nunca experimentamos algo assim antes, ou se estamos passando por dor intensa ou emoções fortes. Mas as técnicas necessárias para cultivar maior atenção plena são simples. À medida que o tempo avança, a atenção plena torna-se mais fácil de desenvolver, torna-se um hábito muito maior que nosso estado normal de distração.

Mindfulness para os pequenos em casa

Através de 50 cartas com linguagem clara os pequenos irão, de maneira divertida, entender a importância da atenção e da concentração em seu cotidiano e perceber os reflexos deste exercício no seu desenvolvimento e aprendizagem. Brincando de Mindfulness, convida os pequenos a prestarem mais atenção ao seu corpo e ao mundo ao redor de maneira a ficarem também atentos às próprias escolhas. As cartas contam com atividades que regulam a respiração, atenção e propõe discussões sobre os sentimentos. Contribui, também, para melhoria da ansiedade, do sono e da criatividade e aprimorando as habilidades sociais e emocionais, afetando positivamente a saúde e o bem-estar do pequeno e de toda família.

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Leia também:

Escrito por Phitters
Portal de Conteúdo Parental, fundado por uma mãe amorosa e cheia de dúvidas, que encontrou apoio e orientação nos mais de 40 especialistas, que dividem seu conhecimento científico, com simplicidade e praticidade. Publica como convidada e seus textos não refletem, necessariamente, a opinião do Blog Leiturinha.
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