Seu pequeno ainda acredita em Papai Noel?

por | dez 19, 2020 | 1 Comentário

Quem se lembra com saudade dos tempos de criança, quando o Natal significava, além de reunir a família, aguardar ansiosamente pelo esperado Papai Noel? Escrever a cartinha, pendurar meias na lareira ou na janela, espiar o pé da cama ou da Árvore de Natal logo pela manhã… Seja qual fosse a tradição da sua família, uma coisa é certa: provavelmente, você passou boa parte da infância imaginando como o famoso velhinho dava conta de levar presentes a todas as crianças do mundo, não é mesmo?

Mas com o tempo, conforme crescemos, vamos percebendo que o bom velhinho, na verdade, não passava de uma fantasia. Que nossos presentes eram, na verdade, comprados pelos nossos pais. E que, aparentemente, só nós não sabíamos disso! Afinal, porque tantos pais alimentam essa crença? E seu pequeno? Também acredita em Papai Noel?

Toda criança acredita em Papai Noel?

Assim como acontece com o Coelhinho da Páscoa ou com a Fada do Dente, o fato das crianças acreditarem ou não no Papai Noel vai depender do estímulo dos pais. É comum que, por volta dos três anos de idade, com a imaginação a mil, os pequenos estejam mais propensos a acreditar em histórias como essa. Por não terem muito bem definido ainda o que é real e o que é fantasia, é nessa fase que a crença no bom velhinho pode surgir.

No entanto, isso só ocorrerá se a família alimentar a fantasia, entrando na brincadeira também. Por fim, geralmente por volta dos sete anos, os pequenos por si só vão percebendo que essa história de Papai Noel não é bem assim. Ou seja, com a noção de realidade mais bem desenvolvida, acabam deixando de acreditar nessa figura natalina. 

Devemos estimular que nossos pequenos acreditem no Papai Noel?

Essa é uma resposta muito particular, que depende dos costumes e crenças da família. Contudo, podemos afirmar que estimular a fantasia em um momento em que os pequenos já são, por si mesmos, muito imaginativos, é importante para incentivar a criatividade e a imaginação. Habilidades essas que são muito importantes para toda a vida.

Por meio da ludicidade, as crianças se desenvolvem, aprendem e compreendem o mundo ao seu redor e também a si mesmas. Portanto, desde que a crença no Papai Noel não seja uma ferramenta para educar os pequenos por meio da chantagem ou do medo, estimular essa fantasia só tem a agregar nos momentos em família. Além disso, entrar na brincadeira e se permitir fantasiar junto com seu pequeno renderá momentos e memórias que, com certeza, ele levará até a vida adulta! 

Nesse sentido, é importante lembrar que o peso e a forma como seu filho ou filha irá encarar tudo isso, vai depender da forma como vocês enquanto adultos vão lidar com a situação. O Papai Noel não precisa ser o centro das comemorações, por exemplo. Os presentes materiais também não precisam ser a parte mais importante da noite. É possível brincar e estimular a imaginação dos pequenos com as histórias de Papai Noel, sem que o consumismo prevaleça. Afinal, Natal é sempre tempo de pensar sobre generosidade, solidariedade e gratidão! 

E aí na sua casa? Seu pequeno acredita em Papai Noel? Vocês tem rituais para celebrar o Natal com o bom velhinho? Conte para a gente como é o seu Natal em família!

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Categorias:
10+ | 7 - 10 | Comportamento | Criança | Idade
Escrito por Ana Clara Oliveira
Jornalista e editora do Blog da Leiturinha, é fascinada por tudo que envolve o mundo da leitura, da educação e da infância. Acredita que as palavras aproximam pessoas, libertam a imaginação e modificam realidades. Gosta de escrever, viajar e aprender sempre.
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1 Comentário

  1. Avatar

    Esse foi o primeiro Natal que o Raul realmente idealizou e esperou o Papai Noel. Pediu para colocarmos mais enfeites na árvore e decorar toda a casa para o Papai Noel achar a casa dele bonita para o Natal. E nós pais, entramos no entusiasmo e imaginação dele. Pendurados botas, compramos neve artificial. Porque um dos questionamentos dele era que o papai Noel não ia conseguir chegar na casa dele pois não tinha neve…rs
    Foi muitoooo gostoso e especial. Colocamos barulho dos guizos das renas. Ele ficou doido procurando.
    – Escuta, papai, as renas!
    Foi uma experiência encantadora. Os presentes na árvore, a neve pela casa por onde o papai Noel passou, as botas e meias cheias de doces. Foi uma alegria contagiante.

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