Prêmio Reclame Aqui

O choro do bebê: troque as fórmulas mágicas pela sua forma de criar seu filho

por | jan 21, 2019 | 2 Comentários

Sobre a quebra das expectativas e as fórmulas mágicas para silenciar o choro do bebê

Antes de um bebê nascer, nasce a expectativa. Ele mama pouco? Ele mama muito? Ele dorme bem? Ele é bonzinho? Chora muito?

Inicia-se, então, a busca por calmantes naturais, abafadores de cólicas promissores e cadeiras que prometem substituir os braços das mães. O desenvolvimento tem seus processos e é importante que saibamos deles. Não existe nenhuma gotinha milagrosa, repito, nenhum remédio mágico que irá silenciar por vez a dor de crescer do seu bebê. (Depois podemos conversar um pouco mais sobre cada uma dessas fases – os temidos picos de crescimento e os saltos de desenvolvimento). Eles acontecem e isso quer dizer que logo nos primeiros meses de vida, seu bebê viverá intensamente processos naturais do desenvolvimento, que vão – sim – te cansar, mas estou aqui para repetir: Está tudo bem. Vai passar. E virão outros, diferentes, mais ou menos intensos.

O amadurecimento do intestino que causa os gases e as terríveis cólicas dará lugar ao início da descoberta do corpo, que causa o incômodo inconsolável da percepção da ausência da mãe, depois virão os dentes e o andar… E está tudo bem. Vai passar.

O bebê, em toda a sua singularidade, sempre tem algo a nos ensinar

Desde o parto até a adaptação à amamentação, o excesso de sono ou a falta dele, o choro alto que atormenta. Muita ou quase nenhuma fome. Tudo isso nos ensina e nos torna a mãe que precisamos ser para o filho que temos. Não podemos sair em busca de um milagre para mudar a natureza do nosso rebento. É dele que nós precisamos e, por sua vez, precisamos também ser a raiz para ele. Para isso, é necessário estar atenta e nos fortalecer diante das repetidas madrugadas despertas. Somos nós e o bebê. Sem calmante milagroso, sem braços artificiais, sem silenciadores de bebês. Precisamos aprender a aprender com a natureza gritante e pura que transborda dos nossos filhos. Eles não precisam ser bonzinhos, não precisam ser silenciosos ou sorridentes, não precisam mamar pouco ou serem independentes, eles precisam da nossa disposição e do nosso amor. Da nossa prontidão em ajudar eles a sobreviver e a viver. Pois o amor é assim, não é? Acontece sem que tenhamos como prever a calmaria ou a tormenta que ele nos traz. Precisamos aceitar, aproveitar e viver isso da melhor forma possível.

Ser mãe é perder o controle, é se adaptar, se readaptar e se encontrar

É necessário nos desapegarmos das nossas próprias expectativas e abraçarmos nossos filhos como eles são, sem julgá-los maus ou bonzinhos. Os dias seguem e cada um é diferente do outro. Não devemos e nem precisamos nos apegar a rótulos e categorizar nosso bebê como normal ou atípico. Por mais fácil ou desafiador que ele seja, ele irá te ensinar cotidianamente sobre suas próprias limitações e sobre suas potencialidades.

Eu sei que o choro dói, mas temos que parar de buscar motivos ou soluções para os desconfortos naturais da infância. Coma bem, beba água e cultive braços fortes o suficiente para segurar a barra (e o peso) do seu pequeno, tenha peito e amor. O resto damos conta. Não desperdice tempo testando fórmulas mágicas, cultive a sua forma de criar seu filho. O que amenizará o choro ou a agitação do seu bebê, só você poderá saber. Descubra a sua forma de acalmá-lo. Seja com muito peito, com banho de ofurô ou homeopatia. Cultive o seu jeito de ser mãe.

Leia também:

Escrito por Caroline Lara
Líder da Equipe de Curadoria da Leiturinha, é formada em Psicologia e mãe do Caetano. Leitora compulsiva, é apaixonada em provocar emoção, despertar a fantasia, entreter e alegrar pequenos através da literatura. Acredita que quanto menor nosso tamanho, maior a criatividade!
Livros selecionados por faixa etária, todo mês na sua casa. Saiba Mais.
Relacionados
Banhinho é Bom: o Castelo Rá-Tim-Bum como você nunca viu

Banhinho é Bom: o Castelo Rá-Tim-Bum como você nunca viu

Já parou para pensar que tomar banho é uma das atividades que mais repetimos ao longo da vida? Imagina só quantos minutos você já passou debaixo de um chuveiro. Essa atividade é tão relevante para o ser humano e para a vida em sociedade que não é de surpreender que o...

Maternidade Real: A visão de mulheres reais sobre ser mãe

Maternidade Real: A visão de mulheres reais sobre ser mãe

“Viver a maternidade real é me doar a todo momento. É pensar e estar com ele no meu pensamento 24 horas por dia. É me preocupar, é sentir esse medo, acho que até mesmo um medo de perder. É querer aproveitar cada momento como se fosse único e pedir que o tempo pare."...

Banhinho é Bom: o Castelo Rá-Tim-Bum como você nunca viu

Banhinho é Bom: o Castelo Rá-Tim-Bum como você nunca viu

Já parou para pensar que tomar banho é uma das atividades que mais repetimos ao longo da vida? Imagina só quantos minutos você já passou debaixo de um chuveiro. Essa atividade é tão relevante para o ser humano e para a vida em sociedade que não é de surpreender que o...

Maternidade Real: A visão de mulheres reais sobre ser mãe

Maternidade Real: A visão de mulheres reais sobre ser mãe

“Viver a maternidade real é me doar a todo momento. É pensar e estar com ele no meu pensamento 24 horas por dia. É me preocupar, é sentir esse medo, acho que até mesmo um medo de perder. É querer aproveitar cada momento como se fosse único e pedir que o tempo pare."...

Qual é a importância da leitura na educação infantil?

Qual é a importância da leitura na educação infantil?

De modo geral, os livros têm a capacidade de formar cidadãos ativos na organização de uma sociedade mais consciente e crítica. Mas qual é a importância da leitura na educação infantil, especificamente? Neste texto, você irá descobrir por que desenvolver o hábito da...

2 Comentários

  1. HELLEN XAVIER MANSO

    Acho bastante válido cultivar a nossa forma de educar e criar nosso filho. Entretanto, informação nunca é demais! E incrivelmente há pessoas que até os dias de hoje decidem como criar/educar o próprio filho na base do “achismo” . Por exemplo, através de atitudes que deram certo no passado com os avós da criança. Devemos ler muito. E só assim, decidir qual rumo tomar!

    Responder
  2. Aline

    Fizeram com que eu me sinta culpada por dar o peito quando meu filho chora pedindo… “ele tem que aceitar o colo de outras pessoas e mamar menos”, “ela fez ele dormir, mas fez dormir no peito, por isso que ele não aceita ninguém”. Me forcaram a ficar escutando ele gritar no colo de outra pessoa por intermináveis quinze ou vinte minutos pq “é sono e ele tem que se acostumar a dormir no colo da vovó”. A mesma vovó que o acordou no meio da soneca pq ela queria andar com ele pela casa. É bom ler algo que não fique dizendo que isso ou aquilo é errado e que devemos seguir regras mágicas. Obrigada.

    Responder
Enviar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *