Criamos nossos filhos para a vida. Sabemos disso desde o momento da concepção. Mas como é difícil absorver essa verdade na medida que o tempo vai passando e eles vão crescendo, andando com pezinhos fervorosos para todo canto, rápidos, independentes, tão pequenos na sua imensidão.

Os primeiros passos do bebê e o pedido pela liberdade

Pela altura do primeiro ano, os bebês anseiam o chão. Nossos braços, norte para eles, já não bastam e, junto com a quase independência emocional, o pequeno corpinho deles também pede autonomia

Esse processo vem junto com o que o psicólogo Winnicott chama de “dependência relativa”. Nesta fase, o bebê requer alguma autonomia para seu desenvolvimento, tanto afetivo, quanto físico e cognitivo. Neste momento, muitos processos, como a alimentação, ganham força. Enquanto o bebê passa a buscar as formas e maneiras de aprender e se desenvolver. Geralmente, é quando os pequenos passam a ficar mais tempo longe da sua figura de referência, mãe, pai ou cuidador, devido ao retorno ao trabalho e introdução em uma escola ou creche.

É também nesta fase que o bebê passa a entender que ele e mãe são indivíduos diferentes. Ou seja, não são a mesma pessoa. Isso significa se distanciar deste cuidado intensivo, pleno e exclusivo para passar a, literalmente, caminhar com as próprias pernas. 

Em que momento acontece os primeiros passos do bebê?

Esse processo acontece por volta do primeiro ano de vida. Mas é importante lembrar que cada criança tem seu tempo. Isso quer dizer que alguns bebê podem andar antes disso e algumas outras, mais tarde. E nós, pais, precisamos aprender, desde os primeiros passos dos nossos rebentos, a segurar a ansiedade e a compreender que cada um tem sua velocidade. Sua forma de aprender e de crescer. 

Por isso, é melhor você não tentar apressar seu guri a sair correndo. Isso não quer dizer que o estímulo seja algo negativo. Pelo contrário, estímulo é sempre bem-vindo quando dado na medida certa. Deixe que ele descubra a melhor forma de fazer isso. 

Aprenda o dar a mão, mas também a soltá-la. Assim, seu bebê poderá ter a liberdade que precisa para se desenvolver, e a companhia e o colo que requer para se sentir seguro para isso. 

Leia também: 

Profile photo of Caroline Lara

Faz parte da Equipe de Curadoria da Leiturinha, é formada em Psicologia e mãe do Caetano. Leitora compulsiva, é apaixonada em provocar emoção, despertar a fantasia, entreter e alegrar pequenos através da literatura. Acredita que quanto menor nosso tamanho, maior a criatividade!