O sentimento de rejeição é uma das coisas que mais afeta nossa segurança e autoestima, especialmente quando ocorre na infância, já que é nessa fase que a gente deveria aprender a gostar de nós mesmos e a nos valorizar.

A partir do afeto que a criança recebe dos pais, dos adultos importantes à sua volta e dos colegas na escola ela vai se sentindo amada e acolhida. Quando ela não sente que recebe todo o amor que julga necessário, a criança pode achar que não o merece, e, assim, passa a não se achar boa o suficiente, ou digna de ser amada. Isso pode gerar um sentimento de auto-rejeição, impedindo que a criança amadureça emocionalmente de forma adequada, o que certamente trará prejuízos afetivos à sua vida adulta.

As consequências do sentimento de rejeição na infância

A criança que se sente rejeitada pode deixar de ser espontânea e passar a buscar sempre a aprovação dos outros. Ela começa a agir sempre da maneira como imagina ser esperado dela.

Em outros casos, a criança pode reproduzir o que sente em outras situações, e, assim, acaba impedindo que os outros se aproximem dela, evitando ou rejeitando qualquer tentativa de aproximação.

Como lidar?

Para ajudá-la é importante paciência e diálogo, para que ela sinta que tem espaço para ser ela mesma. Entender o que a criança sente e quais são as suas dificuldades e preocupações é fundamental.

Os adultos podem (e devem!) manifestar sempre seu amor, com atenção e atitudes carinhosas que valorizem a criança, suas habilidades e conquistas, a fim de que ela ganhe segurança, autoconfiança e autoestima. Dessa forma, ela poderá se desenvolver e se tornar um adulto mais confiante e que goste de si mesmo.

Além disso, devemos estimular sempre a empatia, para que os pequenos aprendam desde cedo a se colocarem na posição do outro. Dessa forma, elas podem desenvolver a capacidade de enxergar uma mesma situação sob diferentes pontos de vista, o que poderá favorecer seus relacionamentos com os outros e com elas mesmas.

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Profile photo of Flávia Carnielli

Mãe da Maria Clara, mestre em psicologia clínica, especialista em psicologia perinatal e formada em psicoterapia infantil. * Flávia é nossa autora convidada e seus textos não refletem, necessariamente, a opinião do Blog Leiturinha.