O que fazer em caso de separação após nascimento do filho?

por | maio 4, 2021 | 53 Comentários

Após muitos planos, preparativos e expectativas, o bebê finalmente chega! O primeiro filho do casal traz uma imensidão de alegria e amor, em níveis nunca antes imaginados. No entanto, com a chegada do pequeno ou da pequena, não só a rotina do casal muda, mas também as próprias pessoas do casal enquanto indivíduos. Com as responsabilidades e os cuidados com o recém-nascido, o tempo fica curto, os sentimentos à flor da pele, o sono não tem vez… Dessa forma, é possível que haja o cansaço e o afastamento do casal, resultando algumas vezes na separação após nascimento do filho.

Separação após nascimento do filho é ruim?

Não existe uma fórmula mágica comum para todo mundo. Cada pessoa tem sua própria jornada, e é normal que os caminhos do casal se desencontrem em algum momento. Mas, de fato, a separação após nascimento do filho é uma espécie de tabu para algumas pessoas. Existe muito receio em torno desse tema, pois ele quebra o mítico conceito da “família perfeita”.

Vale sempre lembrar que existem muitos modelos de família, e todos eles podem ser funcionais e saudáveis para as crianças e os adultos. Contudo, fica o questionamento: Quais são os conflitos mais comuns dos casais com filhos recém-nascidos? E como a falta de diálogo, dedicação e paciência sobre esses temas podem acabar resultando em separação após nascimento do filho?

1. Puerpério

Puerpério é também conhecido como pós-parto. É um momento de muitos conflitos pois, além do nascimento, abarca também um período de luto. Luto por quem éramos, pelo que fazíamos, pelos sonhos antigos que ficaram para trás e terão de ser refeitos.

No parto, não é apenas um bebê que nasce. Ali, naquele momento, nasce também uma mãe, um pai e toda uma nova perspectiva de vida que terá que ser conciliada com a nova rotina. No puerpério, os hormônios de ambos estão à flor da pele, em conjunto com todas as outras situações, como a dificuldade para amamentar, a recuperação do parto, o curto período de licença-maternidade e paternidade e a indisposição.

2. Divisão de tarefas

Tarefas, antes simples, acabam se tornando dispendiosas e exaustivas, considerando que o recém-nascido carece de colo. Muitas vezes, acaba não sobrando tempo nem para um banho ou cuidados básicos consigo(a) mesmo(a).

Devido ao pouco conhecimento em geral de como é a maternidade real, cria-se a ilusão de que dedicar-se aos cuidados com os filhos é uma tarefa simples. Porém, na verdade, é algo que demanda muito tempo e esforço, principalmente, somados às demais tarefas do dia a dia. Quando não há a divisão exata das tarefas e a plena compreensão do quão complicado é desempenhar cada uma delas, é certo que haverá conflito.

3. Confronto de limites

O dia não dá trégua e as noites são mais curtas. Qualquer desatenção é bomba, toda inadimplência é um insulto. São as brechas que encontramos para extravasar a tensão que se acumula com a nova rotina, mas o problema é que são dois fazendo esse movimento, de ambos os lados. Os panos quentes quem coloca é a própria rotina.

4. Afastamento e esfriamento da relação

Diante de tantas novas obrigações, é certo que muitas coisas acabam sendo deixadas para trás ou passam despercebidas. Quase não há tempo para os olhos se encontrarem, pois estes estão voltados para o relógio. As mãos não se tocam, pois estão trocando fraldas. As bocas não se beijam, pois estão provando a temperatura do leite ou da comida. O abraço não chega, pois o cansaço é mais forte. O carinho pode esperar, pois o corpo não espera… E o resto é história. No pensamento, ideias começam a pipocar timidamente: Será que é muito ruim pedir separação após nascimento do filho?

5. Privação do sono e esgotamento físico

O nosso corpo assimila o escuro ao descanso. Os olhos pesam, a energia dá os sinais de que está chegando ao fim e que precisa se recompor. Mas com a noite, o bebê que antes dormia, entra em um estado incontrolável de desespero. A noite é silenciosa, escura, fria, não tem os mesmos ruídos do útero. É o clima perfeito para o surgimento de dores e medos e, por isso, eles choram.

Nosso corpo precisa aprender que o sono não tem mais espaço na rotina corrida. No lugar deste, vem os banhos noturnos, o “sh sh sh” que não cessa, a tentativa de descobrir a posição mais confortável para o bebê e as discussões por conta do cansaço.

6. Aprender a conciliar a vida pessoal com a nova vida

Somos sonhos cansados, mas não deixamos de ser. Em meio a tanta confusão, temos de reconstruir o lar e também a si próprio, mas as coisas estão sempre perdidas… O sonho da promoção estava dentro da gaveta, mas foi encontrado em cima da cortina. Aquela viagem do ano que vem sumiu no escuro embaixo da cama. A pós-graduação? Não sei, nunca mais vi…

Com isso, os sonhos menores, como o passeio de mãos dadas na praia, o beijo na virada do ano, o abraço em momentos de alegria, acabam sendo varridos para baixo do tapete e se perdem por lá.

7. Saudades da vida antiga

Os amigos se distanciam, junto com as asas do pássaro livre. Agora, só conseguimos sair do ninho se for para voltar com o alimento da cria. Qualquer outro desgaste excessivo é demais, faz falta. Nossos assuntos passam a não ser mais tão interessantes ou diversificados. Afinal, o futebol, a política e até mesmo o entretenimento são substituídos pela dúvida sobre qual carregador de bebê é melhor, desabafos sobre cotidiano ou reclamações do preço da fralda.

Na prática, o único confidente passa a ser o companheiro, que também carece de cuidados e de se sentir ouvido.

8. Aumento das dívidas

O dinheiro dos fins de semana é convertido para suprir as necessidades do pequeno ou da pequena. Isso é quase inconsciente. Não sentimos o impulso, pois ele é instantâneo. Nossas necessidades acabam se tornando menores quando comparadas à vontade de proporcionar a melhor base aos nossos filhos.

9. Necessidade de autoafirmação

Olhar-se no espelho e enxergar apenas uma aparência cansada. Sentimos o peso de todas as obrigações nos ombros. O corte de cabelo a desejar, a ruga que antes não estava lá, o sono que precisava se aliviar em algum lugar e achou conforto justo embaixo dos olhos.

A beleza deixa de fazer morada no espelho e a auto confiança cai.

É amor demasiado voltado para a família, enquanto nós, somos esquecidos por nós mesmos.

E quem se lembra?

O amor fica na memória, não dá tempo de lembrar. Então ele parte.

A literatura infantil como ferramenta de apoio para lidar com a separação após nascimento do filho

A chegada de um pequeno ou de uma pequena muda tudo. Por isso, é fundamental que pais e mães tenham noção do que isso significa, tanto nas coisas boas quanto nas não tão boas assim. Caso vocês decidam que o melhor a ser feito é realmente a separação do casal, é importante que ambas as partes cumpram com seus deveres, afinal, os filhos são para sempre! Ou seja, a família pode (e deve) continuar existindo com base em respeito e compreensão, mesmo que uma indesejada separação após nascimento de filho aconteça.

Que tal contar com o apoio da literatura infantil quando chegar a hora de conversar com os pequenos sobre emoções e dinâmicas familiares? Selecionamos livros diretamente da Loja Leiturinha para você poder ficar mais tranquilo(a) sobre o assunto. Confira!

Lá e Aqui

Qual família nunca passou por um drama? A perda de alguém querido, um conflito ou… uma separação? Lá e Aqui é um livro suave e delicado que certamente irá ajudar as crianças a lidarem com seus próprios sentimentos e conflitos em relação ao que se passa dentro da dinâmica familiar. Dar voz e nomear o que se vive pode ajudá-los a passar pelas experiências de uma forma mais leve.

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Coleção A Parte que Falta

Apesar de parecer difícil ou delicado, é essencial falar sobre a vida e sobre os sentimentos com os pequenos e as pequenas. Ainda mais em casos de separação após nascimento do filho, que é uma situação que gera muita tensão e receio por parte das famílias. A Coleção A Parte que Falta é composta por dois livros sequenciais que exploram temas sensíveis, como relações humanas e sentimento de tristeza, de maneira simples e leve. Uma obra surpreendente para ser lida e relida várias vezes!

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Coleção Timóteo

Coleção Timóteo vem com 4 livrinhos super coloridos que tratam sobre emoções, dia a dia na escola, hora de dormir e outros contextos presentes na rotina dos pequenos e pequenas. Além das histórias divertidas e pertinentes, cada um dos volumes da coleção conta com um jogo para recortar nas partes internas, transformando a experiência em algo ainda mais interativo!

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Categorias:
0 - 3 | 10+ | 4 - 6 | 7 - 10 | Casamento | Família | Idade
Escrito por Victória Silveira
Sou Victória Silveira, escrevo como convidada para o Blog da Leiturinha e, no amanhecer dos meus 19 anos, acabei por me reconhecer como escritora, amante das Artes e mãe da Helena.
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53 Comentários

  1. Paloma

    Lindo, perfeito. Chorei :’)

    Responder
  2. Carla Patrícia

    Sem palavras!
    Conseguiu expressar em poucas linhas um turbilhão de emoções e situações vividas pelos pais assim que chega o bebê. Parabéns!

    Responder
  3. Nayara

    Que texto tocante e real! ♥

    Responder
  4. Eliane dos Santos da Silva

    Pura verdade passei por todas essas fases e meu casamento se superou, graças a Deus hoje estamos com uma linda familia abençoada. Mas foi dificil no começo depois que o bebê chegou.

    Responder
  5. Telma

    Bom, um texto lindo e muito reflexivo!
    Dá para ler várias vezes, e todas as vezes encontrar algo novo.
    Tudo começa com um bom diálogo entre o casal, desde o início da gestação.
    Isso é fundamental, para que o desgaste físico e emocional não abale a relação.

    Responder
  6. Patricia Carvalho

    Meu nome é Patrícia. Tb sou mãe de uma Helena. Ela acabou de completar 6 meses e já me separei do meu marido 2 vezes nesse período

    Primeiro, ele quis ir embora. Não aguentou o tranco. Pediu aos pais para vir busca-lo e voltou pra casa deles. Se arrependeu no mesmo dia e voltou de madrugada pra casa. É muito imaturo e deixa os pais se intrometerem no nosso relacionamento.
    Na segunda vez, eu que mandei ele embora, pq enquanto eu estava cuidando sozinha da minha filha, ele estava na casa dos pais dormindo e depois jogando on line no computador.
    Eu já voltei a trabalhar, tenho me desdobrado em três pra cuidar da minha filha e acho um absurdo o pai me deixar fazendo tudo pra poder se livrar do fardo. Ainda cuido da casa e tenho 3 gatinhas.

    Agora, ele voltou aos poucos e está ajudando mais em casa, mas eu ainda me desdobro, pq minha filha continua acordando de madrugada pra mamar…

    Uma coisa eu digo, não pretendo mais ter filhos, apesar de ter realizado meu sonho aos 42 anos. E nunca mais me casarei com ninguém
    ..

    Abrçs

    Responder
  7. Jessica

    Meu bebe nasceu prematuro, mas o estresse e desgaste começou na gestação, eu eo pai somos completamente diferentes em TUDO, eo estresse de uma uti pra mim, foi destrutivo, todos os dias sem saber se meu bebe ia vencer a primeira, segunda, terceira, quarta ea quinta infecção, todas riscos iminentes, numa uti\ui uma coisa q vc não é, é iludida e não tive psicológico pra isso, ainda hj me pego pensando nesse dia e esse mes, dia 21 meu bebe completou 1 ano, mas eu eo pai nos distanciamos e nos separamos a muito tempo… E diversas vezes, mas chega uma hora q cansa, vc cansa de caminhar sozinha, dar banho sozinha, trocar fralda sozinha etc… Acredito na tese de que o primeiro filho de alguns pais é festa, é tudo, é divertido etc… mas quando chega o segundo, o desempenho não éo mesmo, digo por experiência própria e por diálogo com varias amigas sobre o assunto com suas experiências tb de pais com um cuidado com o primeiro filho e do segundo adiante tudo mudar.

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  8. Tálita

    Sou mãe de um lindo menino de 1 ano e 3 meses, me separei quando ele estava com 7 meses.
    Tivemos um relacionamento longo, entre namoro, noivado, casamento e a chegada do bebê foram 12 anos. E assim pensei que ao meu lado havia um companheiro, maduro e forte.
    E a chegada do bebê veio para sacudir, abalar as estruturas de um relacionamento que não eram tão fixas como pensávamos.
    A maternidade me mostrou o que realmente quero para o futuro. Quero “criar” um homem de bem, forte, determinado e que saiba o que são valores. E não conseguirei fazer isso se estiver acompanhada de alguém que não tem o mesmo desejo.

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  9. Cleo

    Muito difícil e cansativo quando a pessoa que era pra estar te ajudando e apoiando está distante, meu esposo vive em outro mundo não se deu conta que ainda é pai e não me ajuda cuidar dos filhos das tarefas domésticas,faço tudo sozinha isso acabou com meus sentimentos e com o bom relacionamento também…

    Responder
  10. JOCELIA MOREIRA DE MELO

    Eu me separei quando meu filho tinha só seis meses,hj ele tem seis anos,e ele foi a melhor coisa que me aconteceu,nunca me arrependi de tê-lo.Meu relacionamento com o pai dele acabou porque ele não estava preparado pra ser pai,me abandonou mas superei e consegui vencer todos obstáculos que apareceu,e vou vencer todos ao lado da pessoa que eu mais amo nesse mundo meu filho.

    Responder
  11. Marly

    Tenho uma filha do 2 anos e 7 meses e desde a gravidez eu convivo com a distância do meu marido. Ele me ajuda com algumas coisas da casa, mas os cuidados da nossa filha ficam todos para mim. Ele não é capaz de demonstrar carinho. Tudo para ele tem que ser na forma de favor. Se eu preciso de alguma ajuda no cuidado com a Manoella, como banho, troca de fraldas, apoio durante a noite, médico, remédios, deixar na creche, até mesmo com as brincadeiras eu tenho que pedir porque ele não é capaz de se oferecer para me ajudar. Trabalho o dia todo enquanto ela está na creche e graças a Deus, minha mãe e irmã me ajudam muito. Mas mesmo assim tive que me afastar de muita coisa, pois dedico todo meu tempo livre a ela. Já ele, dorme, come, assiste TV, se encontra com os amigos sempre quando quer. Nosso relacionamento está esfriando cada dia mais. Eu já o mandei embora várias vezes. Ele nunca foi, não sei o porquê. Converso com ele mais pelo whatsapp do que pessoalmente, pois ele sempre está na “cara” da TV ou do celular. E já estamos dormindo em quartos separados. O relacionamento dele com nossa filha também não é dos melhores. Não sei se isso passará um dia. Ou se vamos acabar nos separando mesmo, pois como diz o texto “O amor fica na memória, não dá tempo de lembrar. Então ele parte.” Mas de uma coisa tenho certeza, minha filha é o que tenho de melhor neste mundo, não consigo imaginar minha vida sem ela. Minha companheira. E sei que de qualquer forma seremos felizes.

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  12. Fernanda

    Meu filho tem 10 meses já durmo em quarto separado do meu marido, meus pais moram longe o que me deixa muito mais sozinha, e não sei mais o que sinto. Sempre acreditei que o amor cresce com boas atitudes e exemplo, desde que me casei tive que ensinar tudo ao meu marido, não sabia nada desde uma boa conversa a atividades domésticas. Com o tempo ele melhorou mas nem sempre fazendo sozinho, sempre tendo que pedir ajuda ou brigando muito. Isso me desgastou demais, hoje ele sabe fazer mais coisas, na maioria das vezes não se oferece tenho que pedir, nosso filho ele só sabe brincar, não troca fralda, não da banho e inclusive quando fico com ele dando mama e levar para dormir meu marido nunca pergunta se quero ir ao banheiro, ele espera eu chamar. Estou cansada e como disse a outra leitora, quero criar um homem que saiba o que quer e como fazer pra chegar lá. Então não sei mais o que fazer. Me sinto perdida e sempre fui uma pessoa muito decidida.

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  13. Gustavo Rodrigues

    Meu coração estremece ante a nobreza da compreensão destas palavras sobre a vida dos pais. Traduziste muito bem, o que me tirou lágrimas ao me deparar com a realidade por mim vivida e da qual tirei, juntamente com minha esposa, um grande diploma de aprendizado. Parabéns querida Victória, seus textos são obras sagradas.

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  14. elizabete

    Sou mae de uma garotinha de 5 anos Letícia e Me tornei mãe solo depois de descobri que ela estava sendo abusada pelo pai bboje vivemos as idas e vindas aos Tratamentos que ela faz hiperativa depressiva mas vamos seguindo .persi o emprego sai da faculdade e desde 2015 Sou excuexclusiva a ela luto pela inclusao dela saude sustento ainda mantenho tudo a luz pros problemas financeiros veio da revenda de cosméticos ainda nao sobra mas da pra levar e nao deixar faltar nada a ela

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  15. Simone

    Victória, muito obrigada por esse texto redigido com tamanha sabedoria e competência.
    Sou mãe de um lindo menino de 5 anos que sempre foi e sempre será o maior e mais precioso amor da minha vida.
    Vivi a maternagem muito intensamente e lendo seu texto tão real e belo, arrisco a dizer que só quem viveu profundamente esse processo que é a maternidade/maternagem poderia falar de maneira tão certeira sobre esse divisor de águas que é a maternidade. Parabéns, você é uma escritora excepcional.

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  16. Márcio

    Você tem apenas 19 anos???

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  17. Gabriela

    Sou mãe de um menino de 3 meses. 7 anos de casada e semana passada descobri que meu esposo me traiu no final da minha gestação e período de resguardo, ele nos deixou na casa de meus pais depois que eu tive bebê para fazer um curso de 15 dias, eu pedi muito a ele que adiasse mas como sempre as realizações pessoais falam mais alto que a família. Não sei o que faço, quero continuar por causa do meu filho, tenho medo de não conseguir sozinha, moro longe da minha família. Está sendo muito difícil, peço a Deus todos os dias que me ajude. Mas não me arrependi da maternidade, meu filho é a melhor coisa que já aconteceu na minha vida, só me dá alegria.

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  18. Marya

    Texto lindo. Traduziu tudo que estou sentindo. Estou nesse exato momento pensando se devo por um ponto final ou não. E esse não, não é por mim. Seria pelo meu filho que só tem 6 meses. Hoje me peguei me culpando do pq de eu não ter me separado na primeira briga. Pois desde a primeira briga de verdade, ele demonstrou ser agressivo. E eu insisti tanto tempo sempre achando que ele mudaria. Ele sempre se arrependia e meu coração se amolecia. Só que hoje fico pensando que não quero que meu filho seja como ele. E tb por mim, que cansei e mereço melhor tratamento. E para piorar minha história ele tem problema com bebida. Bebe todos os dias cerveja, ele é um homem de manhã e a noite é outro. Tenho medo por mim e agora pelo meu filho. Ele não ajuda em nada. Praticamente eu fiz o enxoval sozinha, fiz tudo sozinha. Voltei do hospital num domingo e na segunda ele já me deixou sozinha. E eu tive cesaria. As vz eu olho para minha vida e desacredito que deixei isso tudo acontecer. Sempre tive fé que tudo podia mudar. Mas hoje vejo que não. Se ele não mudou com o nascimento do filho, não mudará mais. Só que agora eu tenho que preservar meu filho. Ele me xinga aos berros na frente dele. Não aceitarei mais isso. E não quero que meu filho cresça como ele. Deus me ajude. Não sei que fazer. Não tenho com quem falar. Mas meu limite já chegou e algo terá que mudar.

    Responder
  19. FERNANDA DOS ANJOS RODRIGUES

    Tenho um filho de 9 meses e estou procurando uma casa para me mudar e sair da casa do meu marido.. apesar de trabalhar estou em dificuldades financeiras pois meu marido sujou o meu nome.. estamos juntos a 10 anos entre namoro noivado e casamento.. depois de 6 anos de casados decidi ter o tão sonhado por ele.. filho.. Mais depois que nosso filho nasceu ele mudou radicalmente… passou a sair.. constantemente coisa que não fazia antes .. a estar mais preocupado com a aparência.. com o carro.. arrumou amigos mais jovens e só vive atrás deles e nem se lembra que a gente existe.. durante minha licença maternidade deixou a gente até sem comida dentro de casa.. me sinto em depressão.. a mágoa e a tristeza já tomaram conta de mim.. pois não estava esperando por isso.. agora estou decidida a ir embora com meu filho ..pois como li em muitos comentários quero criar um homem forte.. capaz de tomar decisões.. capaz de sentir amor.. E só vou poder fazer isso longe daqui.. como vou fazer isso tdo não sei.. Mais acredito que Deus vai me ajudar…

    Responder
  20. Carol

    Me sinto exatamente assim. Meu marido não tem atitude pra nada. Desde que nosso bebê nasceu só brigamos o tempo todo. Ele n se dispõe a nada. Tenho que estar sempre pedindo e de tanto pedir me canso e deixo pra la e eu mesmo faço. Tá difícil, pra piorar meu bebe tem problema de pele , Não dorme direito por conta disso, viro noites e noites cm ele enquanto meu marido dorme. Eu não aguento mais. O pior é que já conversamos tantas vezes. Ele muda uns 3 ficar e depois voltaa a ser o mesmo bosta. Pior que n tenho emprego e minha família mora longe. Então até eu conseguir um emprego tenho q lidar com isso. Eu estou ficando louca já.

    Responder
  21. Luiza

    Eu tenho 2 filhos 1 de 1 ano e 11 meses e o outro acabou de fazer 1 mês. Quando meu primeiro filho nasceu meu marido me ajudava bastante no início. Quando engravidei do meu segundo filho ele simplesmente foi embora de casa e foi morar com outra mulher isso eu já estava com 7 meses. Se passou 1 mês ele se arrependeu e voltou e eu tentei por conta dos meus filhos. O bebe nasceu e quando completou 1 mês ele foi embora novamente pra fugir da responsabilidade e me avisou por whatsapp que não voltaria mais. Muito triste, no momento em que a mulher mais precisa de ajuda ele faz isso. Agora é entrar na justiça pras crianças receberem o que é direito delas pq nem os filhos ele quer ter contato mais e ainda por cima me fala pra eu não mandar nem msg pra ele e ele me bloqueou do whatsapp.

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  22. Fernanda

    Sou mamae de uma maravilhosa de 2 meses.. Meu sonho era ter uma princesa..mas junto com minha vaidade, planos proffisionais e pessoais..no mesmo rumo esta indo meu casamento. Sinto que nao combinamos e que estar sozinha so com ela me sinto em paz ,especial, valorizada.. Qnd ele esta juntoo..parece w tem um peso uma reaponsabilidade q nao preciso..cuidados que sao em vao e totalmente sem valor..a vontade de separar e imensa..mas confesso…nao quero ser responsavel por um afastamento familiar e tb nao quero q ela tenha um padasteo…ela e linda..boazinha…mas perco a vontqde de ser caasada..a verdade e que sinto falta..e v3jo que wemore fui feliz cmg msm…hh nao mais…minha felicidade esta qnd estou c ela..

    Responder
  23. F.F.Luiz

    Cheguei nesse texto pq coloquei no google “separação com filho recém nascido” rs, o texto me ajudou muito a refletir, li os comentários tentando buscar uma ideia, uma solução um exemplo parecido com o meu mas não encontrei continuo me sentindo em um beco sem saída, quando falo a minha Mae que vou jogar tudo pro alto ela só me diz “aguenta” sua filha precisa de um pai dentro de casa, é eu sei por isso estou aqui ainda e pq não vou conseguir ficar 1 dia se quer longe dela, mas e a minha felicidade? aonde eu errei? porque as pessoas regridem ? as pessoas sentem prazer em ter problema, discussão? eu não entendo! ninguém é perfeito, eu sei, mas quando namorávamos conheci uma pessoa que tinha uma vida, trabalhava, fazia academia, tinha uma ocupação, entende? o inferno começou quando marcamos casamento, largou tudo alegando se para correr com as coisas do casamento, imagine só né se todo mundo que casa tem que parar de trabalhar para organizar a festa de casamento, desde então nunca mais fez nada a nao ser ter uma vida ociosa e procurar motivos para me sufocar, quem estiver lendo pode não acreditar, mas não sou aquele marido que gosta de deixar a esposa sozinha para jogar bola, alias odeio futebol, não sou de ir com amigo para beber no bar isso não me agrada, mas gosto dos meus amigos recebe-los em casa fazer um churrasco mas claro desde que ela também esteja disposta, errei em viver mais a vida e família dela do que a minha, estou com ela a 9 anos tem familiar meu que nao vejo a mais de 5 anos… durante a gravidez a coisa ficou mais tensa, normal mexe com a mulher mas tive que ouvir diversas vezes que sou um inutil, que iria se separar de mim pq não ajudo em nada, não me nego em dividir tarefas mas poxa ela quer que eu deixe meu trabalho de lado para resolver coisas que ela pode resolver afinal ela tem o dia inteiro disponível, inteiro ela não faz nada a nao ser comer e dormir, me desculpem se isso no ponto de vista de vocês é machismo, eu não quero dizer que a vida é homem trabalha e mulher cuida de casa, mas nem isso ela faz pq não sabe fazer, veio d uma criação onde tem tudo na mão, tudo bem respeito é um defeito dela assim como tenho os meus, mas ela não entende que não posso deixar de trabalhar pra viver a vida dela, chegou um ponto que ela tem ciúmes do meu trabalho, ciúmes dos meus amigos, ciúmes que estou vivendo o momento da minha filha é o nosso novo amor, é o momento, como no texto diz não tem mais aqueles beijos, olhares frequentes de namoradinhos, temos uma um ser que depende de nos, eu sou o oposto dela venho de uma família que tinha suas limitações financeiras então hoje sou muito focado em conquistar e dar a minha filha e a nos o que eu não pude ter, trabalho das 9h da manha as 11h da noite quando não fico esporadicamente até 4 h da manha trabalhando e mesmo assim não quero só minha filha para brincar, eu dou banho, troco ela faço tudo, sendo que até hoje 6 meses estou ainda morando na minha sogra o que pra mim é desgastante pois tenho que ficar vou pra casa pega roupa alimenta os bichos e vai pra sogra e estou la até hoje pq ela nem dar banho ainda não sabe, mas não sabe pq não se interessa deixa tudo pra mãe dela fazer, tudo não , ela troca a fralda, amamenta e da mamadeira e ela ainda reclama fala que é um saco, só que os desaforos as ofensas, até hoje na minha sogra, as brigas sem motivos estão realmente me esgotando, não sei mais o que fazer, não sei se chego nos pais dela e converso, não sei pra onde recorrer, conversa não adianta, propor terapia de casal não adianta, a única coisa que me prende e compensa essa infelicidade e acordar e ver o sorriso da minha filha, mas até quando? o que eu faço? que angustia horrível, ao invés de melhorar a pessoa regride e isso que tenho 27 e ela 35

    Responder
  24. Day

    Me emocionei. Lindo texto, como uma poesia. Somos tao exigidas q nao paramos para refletir o quao pesado sao os nossos dias. Homem nenhum vai compreender com exatidao.

    Responder
  25. ICMSilva

    Tenho um menino de 2 mês e meu relacionamento com o pai dele já não vem sendo bom desde a gravidez. Com 5 meses de gestação ele já não me tocava mais com a desculpa de que ia machucar o bebê. Meu filho nasceu, fico sozinha em casa o dia todo cuidando de casa e do meu filho, e quando ele chega a noite do trabalho é na televisão e celular, não conversa , não procura saber como foi meu dia( ele acha que fico dormindo o dia todo), como se uma mãe conseguisse ter tempo pra dormir com um bebê em casa. O resguardo acabou e ele continua distante, diz que me ama, mas não me ajuda em NADA com o filho, não é mais carinhoso e nada de me tocar. Penso seriamente em sair de casa, tô cansada de viver sozinha mesmo estando acompanhada!

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  26. Rita

    Minha história também se parece com as muitas que li acima….por causa da endometriose passei por 3 fertilizações para poder ser mãe, e ter um filho sempre foi vontade minha e do meu esposo. Na 3 vez fiquei grávida de uma menina…minha linda Mariana, a razão da minha vida, tive uma gravidez relativamente tranquila até as 28 semanas onde comecei a ter fortes dores e precisei ficar internada, a suspeita era trabalho de parto prematuro, tive alta e uma semana após senti muitas dores e tive que fazer uma cesária de emergência, minha pequena nasceu de 29 semana. Prematura teve que ficar internada na uti neonatal por longos 53 dias…minha vida era hospital de dia e ir pra casa a noite….ordenhava leite materno dia e noite….até que chegado o grande dia de irmos pra casa. Passados um mês meu esposo me disse que queria se separar e logo em seguida me deixou com ela….soube após que ele já estava tendo um caso com uma colega de trabalho desde minha gestação e que essa mulher estava grávida dele. Sofro muito com tudo…peço a Deus forças para poder cuidar e criar da minha pequena guerreira!

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  27. Ana Paula

    Fico triste de ler relatos de falta de companheirismo dos parceiros deixando suas mulheres tão sozinhas e sobrecarregadas. Gostei muito do texto! Realmente a chegada de uma criança muda muito a vida do casal e tudo a nossa volta e é bem difícil mesmo!Porém, também foi e é,pois nossa princesa tem apenas 3 aninhos, a fase da minha vida em que me senti mais abençoada! Sempre achei meu Marido um homem muito companheiro, mas após o nascimento de nossa princesa pude vê-lo e me ver passarmos pela prova de fogo. Ele simplesmente se desdobrou para dar conta do emprego e me ajudar com a bebê e a casa, consultas, vacinas, etc. Não sei como ele aguentou, mas nunca passei uma noite em claro sozinha. Nem durante a licença e nem depois. Ele sempre fez questão de participar de tudo e me apoiar e participar desde as pequenas até as grandes coisas. Aliás, até hoje. As dificuldade nos fortaleceu e as vezes acabávamos rindo do cansaço, dos palpites, das nossas dúvidas e erros. Separação nunca foi assunto entre nós. Acho que o “segredo” é ter um marido que é um bom filho ( o que é diferente de ser um menino mimado), um bom irmão, um bom namorado. Ele tem defeitos. Eu também. Mas percebi como são pequenos. Sempre elencamos tudo que temos de bom em meio às dificuldade, privações ( que são muitas) e desafios. Nunca deixamos de fazer nossas orações juntos com nosso tercinho em mãos agradecendo a oportunidade de sermos pais. Eu com 39 anos e ele com 45 quando ela nasceu. Nossa filha é linda, saudável,amada e uma criança realmente feliz e bem resolvida. As birrinhas e fases da infância pelas quais ela passa sempre resolvemos juntos. Desejo de coração que todos os casais consigam encontrar uma forma de passar por essas fases complicadas da vida, pois como o próprio nome diz, são fases. Nossos filhos são bençãos de Deus. Pessoinhas indefesas, dependentes e que não tem como falar o que sentem, suas dores e suas necessidades. Não sei o dia de amanhã, mas uma coisa eu sei: vale a pena lutar pela família, pelo bem de nossos filhos, mas se ainda assim não der certo, já que não depende de um só, sigam em frente sempre com muita Fé.

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  28. Ana Paula Francisco

    Gostaria de saber o que escrevi de errado para que meu comentário não fosse publicado.

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  29. GUSTAVO ARAUJO

    Obrigado pelos textos e principalmente pelos comentários masculinos. Me ajudou a refletir sobre a separação com um recém nascido.

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  30. Triste

    Temos uma bebê de 6 meses, vamos nos separar, é triste demais. Minha esposa é a dona da razão, manda, desmanda e só quer as coisas do jeito dela. Faz um ano que não temos relação, por conta dela… Ela só reclama de mim e ao mesmo tempo não me quer longe dela. Minha vida virou um inferno e o mais triste é que minha filha é a maior felicidade que tive na vida.

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    • Bruno

      Benício nasceu em meio a um casamento já em crise há alguns anos. Ainda acredito que nosso filho não terá que conviver com mais separados, mas sei que o momento é delicado, literalmente. Eu e minha esposa estamos à flor da pele. Depois que nosso Baby foi gerado, o seu desenvolvimento foi proporcionproporcional ao nosso distanciamento. A cumplicidade continuou existindo, mas a intimidade e o carinho foram deixando de existir. Ela sabe que eu sempre fui o mais carinhoso e carente da relação, e com a sua dedicação exclusiva à maternidade, como é normal acontecer, eu fiquei em segundo plano durante esse último ano. Nosso rebento hoje tem quase 4 meses completos e nós, os pais deles, não estamos conseguindo recuperar o que antes havia. Quero muito que esse quadro se reverta, para reconstruirmos o nosso matrimônio e futuramente termos o nosso segundo filho, como sempre planejamos. Amo muito a mãe do meu filho, mas não consigo enxergar e sentir nesse momento o mesmo sentimento dela por mim. Deus sabe o que é melhor para cada um de nós e entrego nas mãos dele o nosso futuro e o do nosso Ben.

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  31. Cristiane

    Tive uma bebê prematura de 31 semanas, que ficou internada na UTI Neo por 2 meses. Desde o dia q ela nasceu, o pai dela já virou a chavinha, foi se distanciamento e literalmente nos abandonando.
    No dia da minha alta hospitalar, eu não podia levar minha filha. Ela tinha uma longa jornada pela frente, por isso passei o dia inteiro no hospital com ela, até à noite. Morrendo de dores da cesária, após ficar 7 dias (11 dias de internação)na UTI devido uma pré-eclâmpsia grave.
    O pai dela, simplesmente me disse p/ chamar um UBER p me levar p casa, após minha alta de um parto extremante complicado e de risco!
    Acreditem! Existem Seres Humanos horríveis como este! Eu morrendo de dores, e teria que pedir p um desconhecido ter a empatia de ir devagar, pois eu sentia muitas dores. Graças a Deus, meu irmão, saiu de longe e pode me buscar.
    E a partir daí, nossa relação já havia acabado!!
    Ele não imagina o mal que me fizera com aquela atitude. Eu estava com muitas dores, muito triste por não poder levar minha bebê em meus braços. Via as mães tendo alta, e indo embora com seus bebês, e com os pais todos cuidadosos carregando tudo… E eu lá, sozinha com a minha bebê durante 2 meses!! Pq esse indivíduo aparecia 1 x por semana, ficava por 1 hora somente p tirar fotos e postar para a família. E não ia mais!! Inventava que estava cansado, que tinha que estudar, que Estacionamento era caro (ele tem condições de pagar) e não ia. Nem em feriados!!! Enquanto os pais dos outros bebês estavam lá diariamente, iam depois do trabalho e passavam fds inteiro ao lado da mãe e do bebê, o meu ficava repousando, fumando maconha e sei lá mais o que… Isso é ser pai??
    Tem homens, como este, que não valem nada!!!
    E teve muito mais coisas…
    Até que quando minha bebê tinha 6 meses, ele enfim deu no pé… A princípio, fiquei apavorada, com medo.. com uma bebê prematura que tinha apenas 6 meses. E eu ia voltar a trabalhar naquela semana.
    Mas depois vi que foi a melhor coisa!! Ele já não me ajudava em praticamente nada msm… então, nessa parte foi até fácil! Além disso, Hj tenho paz! Vivo bem com a minha filha. Não vivo mais no mundo daquele louco!! Mulheres, não se submetam a este tipo de relacionamento horrível!! Com certeza vc estando feliz, seus filhos Tb estarão. E ela lado de pessoas deste tipo, torna-se impossível!!!
    Hoje minha princesa está com 1 ano e 6 meses e sou muito feliz com ela!!!

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  32. Rebeca

    Adorei o texto, lindo. A realidade de uma mãe sozinha. Engravidei enquanto namorava. Tenho 30 anos e o pai 35, meu bebê tem 6 meses. Pensei que íamos nos casar, construir nossa família. Nada disso aconteceu. De repente não conversávamos mais e após o nascimento piorou. O que ele diz (insisto muito para que ele me diga uma palavra) que não fala nada para evitar briga. Mas me apoia? Em nada. Tudo o que a família dele fala está ótimo, já eu que cuido do bebê nem responder é capaz. Há quem vai dizer que ele é um homem bom e eu ruim. As mulheres vão entender. Só quem passa, sente sabe como é a dor do abandono. Falei várias vezes sobre depressão, mandei textos e o que ele dizia? Perguntava se eu estava falando que não queria sair de casa pq estava na quarentena. Acho que se fazia de idiota, só pode. E faz até hoje. Sou muito criticada e suporto sozinha. Então o que decidi? Não quero mais. Já estou sozinha, vou manter isso pq? Desejo que mais mulheres enfrentem isso de cabeça erguida. Esse texto me animou, porque mais uma vez fiz meu bebê dormir sozinha depois de um dia e tanto e ao invés de dormir, preferi procurar um texto para ler e achei esse! Peço até desculpas pelos erros na escrita,mas antes que i bebe acorde tenho que terminar de contar. Um beijo a todas

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  33. Kinha

    A nossa tão sonhada filha nasceu há 2 meses, como tentamos por 3 anos engravidar e não conseguimos, fizemos tratamento, primeiramente 2 vezes coito programado, que foi muito ruim e não deu certo, e em setembro do ano passado fizemos FIV, deu tudo certo, mas como tive hiperestimulação, tivemos que esperar 2 meses para implantar os embriões, é uma fase difícil, cansativa e stressante, com muitas aplicações de hormônios , pressão se dará certo ou não, Acabei não tendo Vontade alguma de ter relações com meu esposo, em dezembro tivemos nosso tão sonhado positivo, porém por conta do tratamento e tbm tive 2 sangramentos, relações foram suspensas pela minha GO, depois q passou a fase complicada, tbm não sentia vontade de ter relações, resumindo estamos a quase 1 ano sem sexo, meu marido reclama muito disso e que eu sou uma pessoa fria. Nossa filha nasceu prematura, ficou 26 dias na uti.. ele me ajuda bastante, faz comida aos domingos p semana, vai no mercado, troca fraldas, fica um pouco com a nossa filha, mas trabalha bastante tbm, fica fora a maior parte do dia… Nossa brigas sao frequentes… Ele reclama q sou fria e distante, não dou atenção p ele… E eu não tô conseguindo lidar com essa situação TDa… Ele fiz q não me aguenta mais .. e TD q ele faz me irrita, não saio de casa, a privação de sono, estão me deixando louca, não sei o q fazer…. Hj ele ia embora…. Pedi p ficar…. Estou pensando em procurar ajuda…. Eu do choro e não consigo fazer nada…. Será depressão? Me ajudem….

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  34. Giselle

    Meu marido sempre foi muito estressado, daqueles de sair jogando as coisas. Mas a gente acha q sempre vai melhorar né? Mas isso é imaginação! Antes de ter nossa bebé, ele só fazia as coisas qdo eu pedia. Eu achei que, com o nascimento da nossa riqueza, q ele fosse melhorar. Qdo eu estava grávida, ele puxou meus cabelos e me empurrou. Mas não quis enfrentar uma separaçào no inicio da gravidez. Aì bebê nasceu e eu acreditei em mudanças. Mas ele piorou. Ele falava palavrão, gritava comigo e já me agrediu na frente da minha filha. Dei entrada no divórcio. Ela está com 8 meses. E ele nem pergunta pela filha. Só pede para mandar foto.

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  35. Salete nobre Angelica

    Meu casamento acabou ele já está namorando
    Tô desesperada um dia sou forte como um touro no outro me desmorono tô sem chão
    Choro muito 7 meses chorando com um bebê de 2 anos ainda pra criar
    Não acredita até agora que está me acontecendo isso
    Como vai ser ir ganhar esse bebê sozinha
    E depois na recuperação
    E no dia que ele for ver e ter que ir embora
    O que vou fazer
    Me ajuda gente
    Vou pirar

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  36. Carla

    Desde o namoro deveria ter percebido imaturidade do meu companheiro. Tenho A impressão que ele me ama, embora desde que resolvemos namorar nunca dissemos um ao outro eu te amo. Sou mais velha que ele 7 anos e a primeira namorada dele. Quando fomos morar juntos ele parecia curioso e a cada dia melhorava o comportamento como companheiro, fomos morar no quintal dos meus pais e ele se sente filho deles, o que dá a entender que não temos casa. Com isso vem a falta de privacidade e dedicação ao relacionamento. Nossa filha tem 3 meses e quem se transformou em pai foi minha mãe.
    Decido ser EPI não posso ficar com minha filha sozinha, mas para ele Isso não faz muito sentido. Como diz em um outro relato a mãe sempre diz “paciência”, mas sei que “pau que nasce, nunca se endireita”

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  37. paula cristina dos santos

    me identifiquei muito com esse texto. acabei de me separar, minha filha tem 11 meses. e todo tempo me senti muito sozinha,não tenho ajuda, me divido entre coisas de casa, minha filha e trabalho, a renda maior era minha. Só ele trabalha, só ele se cansa, só ele tem direitos de sair pra beber, ficar com amigos, não havia uma preocupação em saber como eu estava ou se precisava de ajuda. Nossa primeira crise, foi qdo minha filha precisou ficar internada no hospital, e o mesmo quase não ia visitar, me dividia em hospital e trabalho, foram 10 dias tensos, pra um dia, ele sair do hospital, ir pra casa de amigos beber postar foto pra todos verem e me bloquear. Por fim, conversamos e resolvemos, ia mudar… Não mudou, passou a toda sexta feira para pra beber com amigos do trabalho e eu em casa, esperando a boa vontade. Até que um dia ele resolveu chegar em casa as quatro da manha bêbado(apos varias mensagens no celular pedindo pra vir pra casa, com a roupa toda suja de maquiagem. Na manha seguinte botei pra fora de casa. Após isso, muitas discussões no zap,ofensas, por fim, descobri que menos de uma semana de separado, fez perfil em site de relacionamento, e mesmo assim veio me propor voltar ,porem em casas separadas. Não aceitei, estou fazendo um mês de separa, e só converso assuntos pertinentes a nossa filha, o restante ignoro,porém vive mandando msg provocativas,mas ignoro. Detalhe, quer que eu leve a minha filha ate ele, nunca pode vir a ela, Me mudei pra casa dos meus pais, pra poder ter ajuda, eles tomam conta dela.

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  38. Anônimo

    Lindo texto e muito esclarecedor! Se eu tivesse lido há uns 4 meses atrás salvaria meu casamento. Realmente uma relação com filho não é fácil, a relação esfria com o tempo, no meu caso foram 3 anos e 3 meses juntos, um filho de 2 anos e 5 meses. Nós últimos 6 meses eu andava estressada por causa do trabalho, e com finanças, preocupado com o futuro, não percebi que faltava mais atenção e carinho para ela. Ela me amou muito mas o sentimento dela acabou, ela resolveu terminar e eu percebi que era a mulher que eu amava demais. Infelizmente as vezes deixamos passar despercebido e perdemos uma família unida por bobagem, falta de conversar, teimosia, orgulho e ego. Obrigado pelos comentários, levarei de aprendizado para vida.

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  39. caroline mamedi

    eu tenho 33 anos e um bebê de 6 meses,e estou me separando …. o meu pai do meu filho ajuda mas acha que eu sou a responsável principal por tudo que diz respeito a criança,não gosta de limpeza,pensa muito em si !! ontem pra mim foi a gota d’agua o meu filho faz tratamento em um hospital referência no sus do RJ,porque nasceu com baixo peso,a consulta é mensal então ele sabia que no momento apenas trabalho com bicos então precisaria do dinheiro e companhia para ir ao médico,ele simplesmente não foi comigo,não me deu o dinheiro pra ir e ainda falou que se sabia que não tinha dinheiro que não fosse !! eu pela misericórdia de deus fui graças ao meu pai,ele foi comigo tbm !! se o bebê precisa de roupas quando não é usado (doado),eu quem compro,se precisa de remedios eu agora que. compro,se falta o leite especial(eu preciso pedir aos meus pais pra tirar no cartão e eu pagar),compra o leite quando ele quer ou nota que os meus pais estão de olho,td que o meu filho tem foi doado,o salario do pai do meu filho é pra auto escola,lanches e bens proprios,nem compras direito ele faz mais !!eu ontem me dei conta que não preciso dele !! eu sou cuidadora de idosos,mas sai quando descobri a gravidez pois quase perdi o bebê fiquei meses tomando remédio para segurar o bebê,eu falei td o que estava engasgado !!graças a Deus eu tenho casa,sem contar que ele não compra móveis pra casa,eu já ouvi falando que não faŕa nada na casa porque a casa não é dele !! o meu pai me ouve aconselha,já a minha mãe acha que sou obrigada a ficar com ele por causa de um prato de comida e pela criança que agora eu quem sustento sozinha!! as vezes falta compreensão das pessoas sabe …as pessoas acham que vale tudo pra manter uma relação falida e que sabe Deus o que pode acontecer no final!! eu não estou me sentindo culpada ou arrependida pois eu tenho o meu filho!! alguém por quem luto a todo momento e farei até o meu ultimo suspiro de vida.

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  40. Kamila

    Acho que tudo que passo hoje é por minha culpa. Deveria ter me separado bem antes de pensar em ter minha filha. Meu marido sempre foi volúvel, desorganizado e egoísta; porém bem disfarçado na pele da gentileza, no sorriso e por ser muito social. Minha filha foi planejada. Cada detalhe foi combinado, inclusive os serviços que viriam pela frente. Combinamos que tudo seria dividido, ILUDIDA EU! Na primeira noite pós-parto ele não deixou minha mãe dormir, disse que era papel do pai e que iria me ajudar. Porém dormiu a noite inteira. Eu com todos os pontos da cesárea, e término da anestesia, passei a noite acordada entre aprender a dar de mama, trocar fralda, e com as neuras da minha filha precisar de mim. Quando fui cobrar a ausência de ajuda ainda ouvi na cara de que ele era músico e que com essa profissão não pode ficar sem dormir para não danificar a voz! Ali pra mim meu casamento acabou. Eu tive certeza do que eu viveria até hoje. Chegando em casa ele cedeu o nosso quarto pra mim e pra minha filha mais a vontade (q ele não queria incomodar). Minha filha tem 01 ano e desde o nascimento ele dorme no sofá. Todas as manhãs ele me pergunta como ela passou a noite e quantas vezes acordou de madrugada. Banho deu de bom grado no 2 dia no hospital (afinal instagran não sobrevive sem um bom comercial né?). Fora isso tem que pedir. Tem que pedir tudo, troca de fralda, brincar, etc… Estou bem cansada. Resolvi abrir mão do resto de vida que tenho e voltar para casa dos meus pais.

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  41. Fabiana Ferreira Calil

    Vários relatos da falta de amor e compaixão humana! Veja, vivemos em um mundo muito atrasado moralmente, desculpem homens, mas, o patriarquismo existe em nosso país, é algo devastador, isso precisa mudar, precisamos ter amor, e o que falta no mundo, e nos relacionamentos é amor.

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  42. Mônica

    Obrigada, por não me fazer sentir que no sou a única que está passando por isso, sentimento que dói e machuca muito 😔…

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  43. Lucas

    Primeiramente, parabéns pelo excelente texto. Minha história estava feliz, até a semana passada. Desde 1 mês, quando meu minha bebê já não estava tão molinha, aprendi a trocar fraldas. Mercado, farmácia sempre foi responsabilidade minha, não queria que minha esposa se esforçasse. Revezo as tarefas com minha esposa: banho, colocar p dormir, acordar de madrugada p dar mamadeira. Alcançamos a sintonia perfeita. Não estou dizendo essas coisas p me vangloriar, pois entendo que o homem dividir as tarefas é nada mais que uma obrigação, só queria deixar claro que este não era o caso. Minha filha está com 1 ano e 3 meses e eis que sem mais nem menos, minha esposa está pedindo um tempo na relação. Diz que tem dúvidas quanto a seu sentimento por mim, que vê um ótimo pai e marido, me agradece pela divisão de tarefas, mas não consegue mais enxergar o amor. Estou desesperado, eu a amo e amo minha filha, nem gosto de imaginar ela longe, e ao mesmo tempo não sei o que fazer para reverter esta situação.

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  44. Mari santos

    Estou aqui lendo os comentários e percebendo q não estou sozinha!! Meu filho tem 2 meses e minha relação com meu marido vai de mal a pior…sempre fui muito independente, sabe aquele tipo de mulher q luta pelas suas coisas, tem seu carro o apartamento q moramos é meu…sempre fui vaidosa, acostumado a usar salto agulha pra trabalhar, sempre maquiada, cabelo sempre arrumado. Nós reatamos de uma separação dolorosa e resolvemos construir uma família, ele me pediu muito um filho e eu TB queria já q estava com 33 anos ,achei q seria a hora. Mas a gravidez vem e a a realidade TB….ela acaba com nossa alto estima…vc fica mergulhada naquele universo q só vc é capaz de entender. E daí tá a pessoa do lado, tão egoísta….o bebê nasce, vc acha q vai melhorar, mas as noites de sono perdido sozinha pioram tudo. Vc passa o dia em casa cuidando daquele bebê q se torna seu mundo. Mas aquilo q vc era antes disso como mulher é esquecido por um tempo…o tempo passa os quilos a mais demoram de ir embora e com eles o resto da auto estima q sobrou. No meu caso ainda pior, pois tenho um cisto enorme no ovário q me faz ter um volume abdominal fora do normal e que será operado no próximo mês. E lá vem a preocupação de uma recuperação de uma cirurgia assim, com um filho de 3 meses em casa sem uma rede de apoio e um marido q só pensa em si. Pouco saio de casa pq o bonito resolveu trocar de carro, vendeu o dele e há dois meses usa o meu pra trabalhar, e ainda assim sou chamada de miserável e egoísta o dia q peço pra deixar meu carro na garagem caso precise usar. Financeiramente!?? Sempre me lasco pq as coisas do BB eu tomo iniciativa de comprar e segundo ele o q não vou concentido por ele, ele não ajuda pagar. Emocionalmente!? Sozinha com um cara do lado que me pede foto o dia todo pra fazer bonito no grupo da família, do filho lindo e bem cuidado q ele é incapaz de segurar no colo mais de 5 minutos quando chega do trabalho pois tá muito ocupado no celular. Não troca uma fralda, não quer dar um banho no bebê….não temos diálogo pq minha vida agora se resume a maternidade. E sabe o q mais dói, ouvir das pessoas q vc precisa se cuidar pra ficar bem e cuidar do seu casamento e da sua família. Pra ter paciência q todo homem é assim?? Oi??? Q mundo a gente vive q é normal vc sendo um ser humano independente de gênero ignora essa “patologia” q é ser mãe nos primeiros meses. Q vc tá mergulhada cuidando de um ser q depende de vc 24 horas por dia e q mal sobra tempo de vc cuidar de si mesmo, e as pessoas exigem q vc cuide do seu marido, do seu casamento, quando na verdade vc deveria estar sendo cuidada. Vida sexual aqui, nem falamos mais no assunto tentei conversar a respeito mas a desculpa sempre é a mesma, “vc não tá bem pra gente transar com esse negócio dentro de vc”. Mas intimidade não é só transar, intimidade é ser capaz de entender q quando o bebê dorme enfim , nós não precisamos sair correndo pra colocar roupa na máquina, limpar cozinha ou nada disso…q queremos um abraço , um vc tá bem!?? Descanse um pouco, eu faço isso!! As pessoas querem nos enfiar guela abaixo q somos condenadas a conviver com homens assim…a achar q é normal a falta de parceria num relacionamento na criação dos filhos. Q temos q ser super mulheres,lindas , boas mães, boas esposas, boas amantes…e nós não precisamos nesse momento ser isso tudo pq ser mãe de um recém nascido é intenso demais, grandioso demais, um tarefa q nos esgota e não precisamos sair por aí fingindo q tá tudo bem. NÃO PRECISAMOS!!!
    Aqui estou pensando em pedir educadamente q ele se retire, pois não estou disposta a aguenta, o futebol, o churrasco com os amigos, a bebida no final de semana, a ignorância e a falta de PARCERIA! Eu lutei a vida toda pra não manter um relacionamento de faxada por nenhum motivo…sou plenamente capaz de seguir com meu filho. Difícil!?? Será!! Mas passa…o corpo? 3 meses do meu salário e 5 horas numa sala de cirurgia resolvem fácil e volto ser atraente novamente. O q não passa são as sequelas emocionais q são criadas por se permitir viver um relacionamento desse tipo.
    Meu filho??? É algo sobrenatural o tamanho do amor e a força q ele me dá!!! Nunca vou me arrepender dele! Nunca terei dúvidas sobre a decisão se tê-lo! Ele sim é meu pra sempre! O resto é só o resto.

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  45. João

    Oi pessoal, tudo bem, li o artigo e assim, como Pai recém-nascido (minhas filhas tem 3 meses), creio sim que o homem tem que ajudar, é um momento delicado para ambos. Para Pai e Mãe. O Pai recém-nascido demora a aprender e entender o que a mulher está passando.

    Então, do mesmo jeito, creio que as mulheres tem que ter paciência; com os filhos e com o marido.

    Pra mim tem sido uma transformação dia-a-dia. As responsabilidades são muitas, e não é nada fácil entender os filhos e a mulher nesse momento.

    Minha esposa passa por uma depressão pós-parto, quase não dorme e está difícil para ambos. Como ronco, ela me colocou para dormir no sofá da sala, para não prejudicar o sono das minhas gêmeas. Tento ajudar, mas nem sempre consigo, me importo, dou atenção, mas nem sempre é o suficiente; é um momento difícil para a Mãe e para o Pai, onde se faz necessária a dedicação e principalmente a paciência de ambos.

    Nenhuma relação é perfeita, e cada ser humano sente as coisas de forma diferente… ; mas creio que com grande paciência de ambos os lados, tudo é possível.

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  46. Natália

    Na madrugada de solidão vendo minha pequena de apenas 4 meses dormir, esbarrei nesse texto lindo, que me fez refletir.
    Como disseram nos comentários, tem que ter força e resiliência para superar essas fase. Sinto que meu antigo eu morreu, que a pessoa bonita e vaidosa com muitas ambições profissionais e sonhos pessoais deu adeus pra não voltar.
    Optei por deixar o trabalho e cuidar dela no primeiro ano, passo o dia de pijama, descabelada oscilando sentimentos de depressão e muito amor e dedicação.
    Meu marido é bom pai, mas estamos brigando constantemente por qualquer coisa, nos distanciando, nos criticando. São onze anos juntos, não quero terminar. Mas no momento parecemos dois estranhos que mal se toleram. Quero me sentir eu mesma novamente e não conseguir enxergar isso num futuro próximo me perturba demais. Amo minha filha e quero preservar minha familia, porém neste momento só consigo me sentir rejeitada.

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  47. Naty

    Texto emocionante! Depois de ler todos os comentários vejo que não estou sozinha em meio a tantas decepções.
    Estou grávida de 32 semanas, meu bebê está próximo de chegar e aí meu marido decide voltar beber e viver em roda de “amigos” cachaceiros.
    Tem sido dias muito difíceis, entre idas e vindas, uma gestação muito turbulenta emocionalmente falando.
    Ele me desestrutura psicologicamente e me faz pensar como se eu fosse um nada. Uma pessoa que engravidou e virou a santa como ele gosta de dizer por aí, a chata que não pode ir todo final de semana com ele passar o dia inteiro numa roda de homens bebados e assuntos que não me alegram.
    Não fazemos mais nada. Trabalho a semana inteira em meio ao cansaço e inchaço e chega final de semana ele só quer estar na rua bebendo e fumando narguile.
    Meu enxoval nem está pronto ainda, em meio a tantas turbulências estou tendo de me desdobrar em duas p conseguir fazer tudo sozinha.
    Ele diz que me ama, que ama nosso filho, mas verdadeiramente eu não consigo entender que tipo de amor é esse. Amor que ofende, amor que machuca, amor que engana.
    Toda vez que eu decido ir embora ele chora feito uma criança e diz que vai mudar, mas a mudança não dura se quer um mês.
    Me sinto totalmente sozinha e despreparada.
    Hoje eu já amo o meu filho, mas não foi planejado, malemá sei trocar uma fralda e pelo jeito vou ter que aprender tudo sozinha.
    Decepcionante é enxergar o pior lado daquele que mais amamos em um momento que nos encontramos mais frágeis.

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  48. Clécia Carvalho

    Amei o texto, chorei mim sentir personagem da história, realmente assim que eu estou se sentindo, mim perdir dentro de mim e não consigo mim encontrar mas.

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  49. Esperança

    Excelente texto. Acredito que quando o casal vence esta fase a relação se torna mais forte, no entanto, para que isso aconteça deve haver comprometimento de ambas as partes, os dois devem somar esforços a favor do filho/a. A minha história não é diferente da história de muitas mulheres que li aqui. Nosso primeiro filho tão desejado e esperado chegou prematuro, depois de uma gravidez de alto risco. Nossa relação sempre foi difícil, sempre sofri por conta de um ciúmes doentio da parte dele. Mas durante a gravidez começou um distanciamento, uma falta de carinho. Eu descobri que me traía e sofri muito, pensei em me separar, mas perdoei e dei mais uma oportunidade! Após o nascimento do nosso filho, a distancia aumentou, não havia mais toque, e descovri novamente que estava me traindo. O chão sumiu por um instante. Decidi que não queria mais viver essa relacão defraudada, maculada, e mandei ele ir embora. Não me sinto amada e valorizada. Também acredito que não seja saudável para uma criança crescer em meio a agressões verbais, deslealdade e desrespeito. Como quem tem Deus tem tudo, por mim, por meu filho, sigo sozinha. Antes tinha alguém ao meu lado que precisava viver cobrando, tabto em relação aos cuidados comigo, como em relação aos cuidados com meu filho, isso fazia com que me sentisse humilhada e sozinha. Mas é melhor estar sozinha de fato do que ter alguém ao seu lado dormindo e roncando enquanto vc sofre!

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  50. Alessandra

    O texto é muito interessante. Acredito que todas nós precisamos de um psicologo depois dos filhos.
    Acho muito importante procurar um profissional para nós ajudar.

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  51. Daiane

    Gostei bastante do texto e me identifiquei muito com a situação exposta!

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  52. Bárbara

    Achei fundamental o ponto número 2, que expõe a necessidade da divisão de tarefas, algo que é realidade aqui em casa. Desde a gravidez, meu marido e eu sempre dialogamos muito sobre isso, e ele sempre disse que faria seu papel para que eu pudesse retomar minhas atividades o quanto antes. E assim foi. Voltei à academia com menos de dois meses após o nascimento do nosso filho e, aos poucos, fui retomando minha rotina. Minha maternidade sempre foi leve. E fico triste quando vejo alguma mulher sobrecarregada, pois sei que não precisa ser assim.
    Dentro disso, eu faria um adendo ao ponto número 9, que trata justamente do autocuidado: quando nos tornarmos pais, precisamos pensar no equilíbrio, afinal, não podemos anular, jamais, o homem e a mulher que há em nós. A divisão do tempo entre o autocuidado, atividade física, trabalho, casamento, maternidade/ paternidade não é uma tarefa fácil, mas necessária e possível, quando há parceria entre o casal.

    Responder
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