As vacinas ajudaram a reduzir expressivamente a incidência de muitas doenças fatais no mundo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) calcula que cerca de 2 a 3 milhões de mortes por ano são evitadas com as vacinas. Mas, afinal, como saber se as vacinas são seguras, de fato? 

Você sabe o que é uma vacina?

Antes de entender o que é uma vacina, é bom esclarecer o que é a doença. Quando um vírus ou bactéria entra no organismo, eles invadem as células, onde vão se reproduzindo e se multiplicando. Essa multiplicação é chamada de infecção e esse processo resultará na doença. O organismo imediatamente tenta se defender, iniciando a fabricação de anticorpos, que pode demorar alguns dias, e nem sempre será efetivo.

As vacinas são substâncias biológicas que, ao serem introduzidas no organismo,  estimulam o sistema imunológico a produzir anticorpos. Quando a pessoa está vacinada, ela tem os anticorpos prontos para atacar o vírus ou bactéria que entrar em seu organismo.

Existem dois tipos de vacinas:

– Vacinas inativadas (vírus morto): produzidas através de tecnologias que inativam os agentes infecciosos, e usam partes desses agentes, sem o material genético.

– Vacinas atenuadas: são produzidas para enfraquecer a ação do agente agressor, de forma que, ao ser introduzido no organismo, este agente enfraquecido se multiplica somente o suficiente para estimular uma resposta imunológica adequada e segura.

Mas, afinal, as vacinas são seguras?

Toda vacina, para ser licenciada no Brasil, passa por um rigoroso processo de avaliação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Esse órgão, regido pelo Ministério da Saúde, analisa os dados das pesquisas, muitas vezes realizadas ao longo de décadas, e que demonstram os resultados de segurança e eficácia da vacina obtida em estudos com milhares de humanos voluntários de vários países. O objetivo é se certificar de que o produto é de fato capaz de prevenir determinada doença sem oferecer risco à saúde.

No Brasil, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) é responsável por organizar a política de vacinação da população brasileira. O nosso calendário vacinal é considerado pela Organização Mundial da Saúde, um dos mais completos do mundo. 

Por que existem pessoas que são contra as vacinas?

As críticas sobre as vacinas existem desde que as primeiras campanhas de vacinação foram organizadas. Alguns críticos questionam a forma como as vacinas são desenvolvidas, ou argumentam contra a obrigatoriedade da vacinação, que atacaria liberdades individuais. Existem ainda questionamentos sobre o número de vacinas, se este não seria excessivo e, por isso, prejudicial. Além das críticas, existe ainda um temor por reações adversas que podem ser provocadas pelas vacinas.

Por que nem todas as vacinas são gratuitas?

Em Saúde Pública dizemos que um Programa de Imunização Nacional precisa respeitar alguns critérios e regras que tornam impossível a qualquer governo, mesmo dos países mais ricos, manterem oferta gratuita de todas as vacinas existentes. Além disso, sempre deve ser feito um estudo de custo efetividade e custo benefício para decidir sobre qual a vacina que apresenta maior impacto do ponto de vista da Saúde Pública. 

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Médica Pediatra e Sanitarista, com formação em Terapia Comunitária, Psicanálise e PNL. Muito feliz pelo convite do Blog Leiturinha, a fim de esclarecer sobre alguns assuntos do mundo da infância.