Muitos pais perguntam sobre formas de estimular os filhos, sobre brincadeiras construtivas, sobre o uso de jogos e brinquedos pedagógicos. Mas será que toda brincadeira por si só já não é construtiva, saudável e estimulante? Posso garantir que sim! Mesmo quando a criança está brincando sozinha e sem brinquedo, ela está se desenvolvendo emocionalmente.

Durante a infância, se os pequenos podem contar com a presença atenta e não ansiosa de um cuidador (mãe, pai, avós ou qualquer outra pessoa), eles brincam, criam fantasias e expressam sentimentos que muitas vezes não conseguem fazer quando estão interagindo com alguém.

Brincar sozinho também é importante divertido!

É fundamental entender que as crianças não precisam de interação o tempo todo. Algumas vezes, o importante é ter alguém que está lá com ela e para ela caso ela necessite, mas que lhe permite desfrutar de maneira tranquila de sua própria companhia. Isso ensina muito sobre autoconfiança, autoestima e segurança.

Cabe ressaltar que esse “estar sozinho” não deve significar medo de alguma situação ou vontade de estar sozinho para fugir de qualquer ocasião. Significa, na verdade, gostar de estar consigo mesmo e aproveitar esses momentos com recursos emocionais que se desenvolvem a partir da experiência de “estar só na presença de alguém”.

Donald Winnicott, pediatra e psicanalista inglês dizia: “a capacidade para ficar sozinho constitui um dos indicadores mais importantes de maturidade dentro do desenvolvimento emocional.”.

Dessa forma, algumas vezes, os adultos precisam segurar a própria ansiedade e dar espaço e tempo para que as crianças possam se conhecer e desfrutar da própria companhia.

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Profile photo of Flávia Carnielli

Mãe da Maria Clara, mestre em psicologia clínica, especialista em psicologia perinatal e formada em psicoterapia infantil. Carinhosamente, contribui com seu conhecimento aqui no Blog, à convite da Leiturinha.