Quem não quer o melhor para o seu filho? Tudo o que fazemos é genuíno sob a ótica paterna. Aquela ótica que deseja que nossos filhos tenham tudo o que não tivemos e que possam ser adultos plenos, completos e com direito ao que há de melhor no mundo. Mas, o mundo em toda sua complexidade, tem partes que consideramos indesejado, e não queremos que nossos pequenos tenham contato. Enquanto podemos conduzir estes processos, ótimo. Mas, este controle paterno, na verdade é ilusório. Afinal, todo o conhecimento que as crianças constituem ao longo de sua infância são provenientes de encontros com o mundo. 

A independência e o controle paterno

A forma como cada criança vivencia a quarentena muda muito. Muda de acordo com o Estado, a família, a compreensão dela  sobre o que está acontecendo e por aí vai. Crianças até os 3 anos precisam de supervisão constantemente e os pais ficam em uma estado de vigília permanente. Além disso, nessa etapa os pequenos tem um tempo de concentração reduzido se comparado a crianças maiores. Isso acaba exigindo ainda mais a presença dos adultos.

A presença não é necessariamente controle 

É preciso que deixemos os pequenos explorarem os espaço e descobrirem o mundo por eles mesmo. Isso muitas vezes impõe em errar e acertar. Além disso, muitas vezes temos que sair de cena para que os pequenos se lancem ao mundo e tenham a coragem para tentar.

É importante que tenhamos a sensibilidade de entender quando esse distanciamento é possível e necessário para que nossos pequenos aprenderam. Isso muitas vezes significa brincar sozinho. Então, ter momentos individuais, de descobertas autônomas e, com isso, conquistar maturidade e autonomia. 

Fique tranquilo, está tudo bem

Seu pequeno se distanciará cada vez mais dos seus cuidados e terá que partir rumo a descoberta da sua própria vida. Logo, a adolescência chega e, com ela, as festas, as viagens e a saída de casa para cursar a faculdade. Mas não se preocupe com isso agora. Na medida que os acontecimentos vão chegando, vamos aprendendo a lidar com as circunstâncias. Percebemos também que, apesar dos rumos que a vida toma, o laço fraterno nunca será desfeito e sempre teremos um lugar exclusivo no coração dos nossos eternos pequeninos.

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Faz parte da Equipe de Curadoria da Leiturinha, é formada em Psicologia e mãe do Caetano. Leitora compulsiva, é apaixonada em provocar emoção, despertar a fantasia, entreter e alegrar pequenos através da literatura. Acredita que quanto menor nosso tamanho, maior a criatividade!