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Educando os filhos com respeito e empatia: conheça a Disciplina Positiva

por | jan 18, 2018 | 13 Comentários

Disciplina Positiva: disciplinar não significa punir

A palavra disciplina vem do latim discipulus, que significa aquele que segue. Portanto, disciplinar não quer dizer punir, coagir ou humilhar, mas ensinar através do exemplo, encorajamento e apoio, sem que seja necessário castigo ou recompensa. É sobre isso que se trata a Disciplina Positiva, termo que vem ganhando cada vez mais popularidade no coração de pais e mães. A ideia aqui é educar, com base no respeito, na empatia, no exemplo, na gentileza e na promoção da autonomia, sem deixar de estabelecer limites. Para isso, nós, adultos, precisamos, muitas vezes, desconstruir a ideia de disciplina que recebemos na infância, para aprender como ser firmes e gentis ao mesmo tempo, exercendo uma liderança familiar que leva em consideração as etapas do desenvolvimento e as individualidades das nossas crianças. O objetivo disso tudo? Criar pequenos mais felizes que, consequentemente, se tornarão cidadãos mais felizes, contribuindo para a construção de um mundo melhor para todos!

Mais acolhimento, respeito e empatia

A Disciplina Positiva frisa a importância de construir e manter vínculos com os filhos. Estar, realmente, presente na vida dos pequenos ajuda com que eles se sintam conectados, aceitos e capazes de contribuir com a família. Por isso, procure acolher os sentimentos da criança. Considere o que ela está pensando, sentindo, aprendendo e decidindo sobre si mesma e sobre seu meio social. Se coloque no lugar dela e mostre que você entende e se solidariza pelo momento que ela está vivendo. Isso a ensinará sobre respeito, empatia e cuidado com os outros.

Conheça a criação com apego.

Diálogo e exemplo

Outro ponto muito importante, segundo a Disciplina Positiva, é se preocupar em saber como uma mensagem chega aos filhos. Muitas vezes, no momento de estresse ou na ânsia de proteger a criança de algum perigo, os pais se comunicam de maneira exaltada e agressiva. Pequenas mudanças na comunicação  com os pequenos podem fazer muita diferença. Uma dica é oferecer alternativas em situações de birras ou desobediência. Como por exemplo: “Subir no móvel é perigoso, você pode se machucar. Que tal brincarmos no sofá?”. Lembre-se: as crianças se espelham no comportamento dos pais. Portanto, fale com seu filho da maneira como você quer que ele fale com você e com as demais pessoas.

Conheça a Comunicação Não Violenta e descubra como ela pode ajudar na relação entre pais e filhos.

Firmeza com gentileza

A Disciplina Positiva nada tem a ver com deixar as crianças fazerem o que quiser. O caso aqui é saber estabelecer limites e exercer autoridade com gentileza e respeito. De acordo com este método, os castigos convencionais não são efetivos em longo prazo porque geram ressentimento e rebeldia, uma vez que não conseguem transmitir as necessidades dos pais aos filhos, o que acaba gerando desobediência. Assim, se você quiser ser ouvido, ouça; se quiser que te respeitem, respeite; e se quiser um lar pacífico, seja mais positivo na criação dos filhos. Uma dica nesse caso, é fazer o pequeno se sentir importante e responsável, como dizer: “você se lembra que combinamos que não iríamos comprar nada hoje?”.

Promovendo a autonomia

Outra questão muito importante na Disciplina Positiva é encorajar e incentivar o uso construtivo do poder pessoal das crianças, desenvolvendo, assim, sua autonomia. Portanto, ajude seu pequeno a pensar e a resolver seus problemas. Dessa forma você colabora para que ele se torne mais independente e responsável por suas ações.

Leia também: Precisamos falar sobre respeito com nossas crianças

Escrito por Ana Clara Oliveira
Jornalista e editora do Blog da Leiturinha, é fascinada por tudo que envolve o mundo da leitura, da educação e da infância. Acredita que as palavras aproximam pessoas, libertam a imaginação e modificam realidades. Gosta de escrever, viajar e aprender sempre.
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13 Comentários

  1. Verônica Di Benedetti

    Muito pertinente a matéria. Precisamos,nós adultos, aprender a se comunicar melhor para transmitir e ensinar corretamente. Grande desafio.
    Parabéns pela matéria.

    Responder
  2. Adriana Rossoni

    poderia aprofundar o tema “disciplina positiva”?

    Responder
  3. Silvia Barboza

    Interessante. Nos leva a uma reflexão do cotidiano.

    Responder
  4. patricia Alcantara

    Eu achei super interessante
    Vou procurar a me comunicar com minha filhota do coração
    Pois, ela e muito teimosia
    E isso abaca gerando um certa teimosia
    Obrigada , pela materia
    Gostrei muito

    Responder
  5. Sabrina Raquele Barbosa de Freitas

    Poderia aprofundar o tema “disciplina positiva”? Alguma indicação de livros?

    Responder
  6. Rita

    Parabéns! Com poucas palavras vc traduziu um tema de suma importância para os pais e educadores.As crianças são o espelho do que vivenciam no seu cotidiano. Gentilezas geram gentilezas e o exemplo é fundamental.

    Responder
  7. Karen

    Recomendo o curso da viviane ribeiro de comunicação não violenta. On line, gratuito.

    Responder
  8. Lene

    Mais do que meu filho, Eu preciso me educar. Pois, mesmo sabendo dos métodos de educação, lendo matérias pertinentes como esta, no momento de “cuidado maior” as atitudes que prevalecem são aquelas que aprendi com meus pais – imposição da autoridade, sem direito a uma palavra.
    Parabéns pela matéria. É muito importante os ensinamentos de educação familiar, pois os filhos de hoje não são iguais aos filhos de 30 anos atrás, e não quero ser igual aos pais daquela época.

    Responder
  9. Susana

    Excelente método de educar. Hoje, nós pais e mães, sentimos dificuldades em lidar com situações diversas na vida dos nossos filhos. O medo, as incertezas, as frustrações deles também nos causam insegurança, porque tivemos criações diferentes. Meus avós educaram meus pais de uma forma, meus pais me educaram de outra e agora, educamos nossos filhos de outra maneira, sem contudo, perder o amor e o respeito. Por esse motivo, gostaria que fosse aprofundado mais esse conteúdo, já que fatalmente, às vezes, mesmo acreditando que o “educar filhos” evoluiu, ainda resgatamos um olhar da nossa educação quando crianças.

    Responder
  10. gabrielle vanini

    Oii
    poderia aprofundar mais neste assunto, achei super interessante e você explicou de uma maneira clara e objetiva.

    Responder
  11. Simone

    Estou amando as dicas. Mãe nunca sabe se está fazendo o certo.

    Responder
  12. Edineia souza da silva fogaça

    oi Boa tarde,
    estou vivendo um problema que não sei como orientar minha filha de 07 anos gostaria muito de um a orientação.
    minha filha esta sofrendo com algun coleguinha da sala dela tem uma amiguinha que fica falando para ela que ela é feia que ela é preta , que a casa dela ela feia etc… com isso minha filha anda muito triste com isso afinal ela nao tem maturidade para lidar com esse tipo de situação , e eu nao sei por onde começar a orienta ela de forma segura e gentil . e nem como começar um dialogo com o direto da escola dela para que uma providencia seja tomara .

    Responder
  13. como educar um filho

    poderia aprofundar mais neste assunto, achei super interessante e você explicou de uma maneira clara e objetiva.

    Responder
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