Meu filho faz birra ou tem comportamento agressivo quando é contrariado

por | jun 13, 2018 | 4 Comentários

Saber o que é esperado do comportamento das crianças e adolescentes, a cada fase do seu desenvolvimento, pode ser reconfortante para os pais. Entender o que pode ou não acontecer e como proceder nessas situações, evita frustrações desnecessárias. Para isso, é importante saber que o cérebro e o controle das próprias emoções vão se ajustando conforme a idade, e que o comportamento é reforçado de acordo com as atitudes dos pais. A Phitters, em parceria com a Trainer e tradutora dos livros da Disciplina Positiva Bete Rodrigues, produziu um vídeo que ilustra a diferença entre comportamento agressivo e violência, fundamental para que os pais entendam melhor seus filhos.

Como lidar com o comportamento agressivo do seu pequeno

Quando seu filho manifesta insatisfações com pontapés, tapas e socos, é importante avaliar a situação por dois ângulos:

Idade

  • Se a criança tem menos de 3 anos, seu cérebro ainda não está maduro o suficiente para lidar com fortes emoções, sendo normal e esperado que tenha comportamentos de agressividade com mais facilidade.
  • Se a criança é maior de 3 anos e já tem mais condições de refletir e controlar seus impulsos, mas não o faz, é necessário avaliar o que está por trás desse mau comportamento e agressividade. Será que é necessidade de atenção, será que é uma criança de comportamento opositor, será que os pais estão (sem querer) estimulando isso, ou será que é apenas um stress ocasional?
  • No caso de adolescentes, vale lembrar que estão passando por mudanças cerebrais e hormonais profundas, que interferem no seu comportamento.

Atitude dos pais

Independente da idade do seu filho ou do cenário que se encontra, é importante considerar que o sentimento que gerou o mau comportamento deve ser respeitado, investigado e discutido com ele. O que deve ser reprovado é o ato da agressão ou birra, mas nunca o sentimento envolvido.

Os sentimentos precisam ser acolhidos e compreendidos pelos pais para serem entendidos ou ressignificados. Após isso, é importante ensinar outras maneiras de expressar a irritação, raiva, ciúmes, frustração ou qualquer que seja o sentimento que o motivou a agir de tal forma.

Por exemplo, quando a criança empurra o irmão, cabe investigar a motivação, se foi para afastá-lo da mãe devido a ciúmes, a mãe pode reforçar seu amor falando “Entendo que é chato quando seu irmão quer minha atenção também, eu amo vocês dois igualmente e agora brincaremos todos juntos, mas depois que ele dormir, podemos ter um tempo só nosso!! Da próxima vez, você pode falar que quer ficar a sós comigo, mas não pode empurrá-lo, ok!?”.

Nos casos em que o filho estiver vivenciando fortes emoções, como a raiva, por exemplo, é preciso entender que neste momento não adianta ficar discutindo ou dando lições de moral, porque ele está agitado e não irá absorver nada do que falar.

Nestes momentos, o que pode ser feito, é ajudá-lo a sair daquele estado emocional. Se for uma criança pequena, retire-a daquele ambiente, e se for uma criança maior ou adolescente, ajude-o a buscar algo que o acalme. Só depois de todos estarem calmos, aproveite o episódio para oferecer preciosas lições.

Comece sendo empático e ensinando a compreender e acessar os próprios sentimentos, refletindo o que estava por trás daquele comportamento, por exemplo, o que incomodou tanto a ponto de gerar tal agressividade? As brigas, castigos ou até palmadas podem cessar o comportamento momentâneo, mas não resolvem o problema a longo prazo, e mais importante, não ajudam a criança ou adolescente a lidarem com a causa do comportamento, para que em situações futuras consigam se perceber e se auto controlar.

Leia também: 

Escrito por Phitters
Portal de Conteúdo Parental, fundado por uma mãe amorosa e cheia de dúvidas, que encontrou apoio e orientação nos mais de 40 especialistas, que dividem seu conhecimento científico, com simplicidade e praticidade. Publica como convidada e seus textos não refletem, necessariamente, a opinião do Blog Leiturinha.
Relacionados
Como saber se seu filho tem medo além do normal?

Como saber se seu filho tem medo além do normal?

O medo faz parte da natureza humana e é importante para o desenvolvimento emocional, especialmente das crianças. Afinal, é o medo que nos ajuda a avaliar os perigos e possíveis ameaças a nossa saúde, por exemplo. No entanto, é preciso cuidado com o excesso de medo,...

4 Comentários

  1. Avatar

    Meu filho esta agressivo na escola , quando chega na escola não quer entrar bate na professora isso esta sendo muito dificil por que outros Pais falam do meu filho muito triste eu não sei o que fazer ele tem 4 anos e 8 mês

    Responder
    • Avatar

      A minha além de chorar e gritar sai jogando tudo que ver pela frente,eu ponho de castigo converso.mas é muito difícil lidar com isso ela tem 2 anos e 7 meses

      Responder
  2. Avatar

    Minha filha grita muito quando é contrariada chora muito mais não é chato o choro é o grito q faz forte sem dor os ouvidos dos outros aí me deixa horrível

    Responder
  3. Avatar

    tenho um filho de 6 anos de idade que da birra e é agressivo,tentei colocar de castigo dar umas palmadas mais resolvia na hora e depois voltava ai entao passei ler historias da biblia pra crianças e ao inves de deixar ele ver videos que ele queria ver passei a colocar videos educativos como respeitar, como Deus fica triste quando ele faz essas coisas, voce pode ate achar que nao mais da mesma forma que seu filho absorve coisas ruins as boas ele tambem aprende, nao brigar mais perto deles nem se alterar com facilidade porque muita das vezes os filhos sao reflexos dos pais, hoje vai tudo bem graças a Deus…

    Responder
Enviar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *