Como cuidar da saúde mental das crianças?

por | nov 25, 2020 | 0 Comentários

O termo saúde mental tem se tornado cada vez mais popular. Hoje, felizmente, fala-se muito sobre o bem-estar emocional de jovens, adultos e idosos. No entanto, esse é um tema que deve ser essencial durante toda a vida, sobretudo na infância. Afinal, os pequenos e pequenas também podem sofrer com o estresse, transtornos de comportamento e até depressão infantil. Pensando nisso, como cuidar da saúde mental das crianças? Descubra no texto abaixo!

Por que falar de saúde mental na infância   

Os primeiros anos de vida funcionam como base para as aquisições que o cérebro fará nos anos seguintes. Dessa forma, promover a saúde mental infantil é uma forma de cuidar de nossos futuros jovens, adultos e idosos. E, assim, é uma maneira de zelar também pelas nossas comunidades.

Ainda, é durante a infância que costumam surgir os primeiros sintomas de transtornos mentais, que podem se agravar de forma considerável na vida adulta. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), metade das doenças mentais começam aos 14 anos. Nesse sentido, discutir o tema e estar bem informado sobre os sintomas contribui para o reconhecimento precoce dos problemas de saúde mental.

Como cuidar da saúde mental das crianças

Para cuidar da saúde mental na infância, é preciso primeiro olhar para as crianças. Uma criança ansiosa ou agressiva, por exemplo, pode ser o reflexo do ambiente em que vive.

Por isso, é necessário compreender os contextos nos quais elas estão inseridas. Afinal, as causas mais comuns para doenças mentais nas crianças são o bullying, excesso de exposição a telas, falta de afeto, cobrança exagerada da família e até traumas e violência.

Isso acontece porque as crianças ainda não possuem habilidade emocional para gerenciar experiências desagradáveis. E, então, as vivências negativas podem estar relacionadas ao seu adoecimento mental.

Como os pais podem contribuir

Na infância, os adultos são bastante responsáveis pelo bem-estar emocional dos pequenos. Para isso, é importante que eles estejam alertas a sinais, representados por comportamentos diferentes dos hábitos normais da criança. A agressividade, o pessimismo, dificuldade de concentração ou memória, queixas de dores e falta de apetite são alguns exemplos.

Além disso, é importante que os cuidadores se empenhem na promoção da saúde mental das crianças. Ou seja, criando estruturas saudáveis para que elas cresçam e se expressem. Assim, é fundamental que os pais estejam sempre por perto, apoiando cada nova etapa do desenvolvimento infantil.

Da mesma forma que os adultos, as crianças precisam dialogar sobre suas angústias e insatisfações. Elas necessitam de espaço para se comunicar. E também realizar atividades físicas e culturais, para evitar a sobrecarga mental e o estresse.

Por fim, não se esqueça de sempre reforçar que a criança é capaz. Construam juntos novas possibilidades e demonstre interesse. Com todas essas iniciativas, é possível melhorar a qualidade de vida das crianças. E, principalmente, contribuir para a sua autoestima e satisfação pessoal.

Quando procurar ajuda profissional?

De forma geral, é preciso observar as crianças e prestar atenção a sintomas que se mantenham por duas semanas ou mais. Caso as alterações de comportamento permaneçam durante este período, é indicado buscar ajuda médica, como o apoio de um psicólogo ou psiquiatra infantil.

É importante lembrar que o diagnóstico deve ser feito de forma exclusiva por profissionais. Ao invés de rotular, ele somente tem a intenção de auxiliar no desenvolvimento infantil.

Aliás, outras diversas situações da vida das crianças também podem ser motivadores para a procura de um profissional. É o caso dos problemas escolares ou da mudança de escola, a separação dos pais e até a chegada de irmãos mais novos. Afinal, todos esses assuntos podem desencadear situações de estresse.

Aqui, a ideia é trabalhar com as crianças a partir do lúdico e das brincadeiras. Ou seja, as questões são abordadas de forma indireta pelos psicólogos e psiquiatras. Além disso, respeitam a faixa etária de cada pequeno ou pequena.

Literatura e saúde mental infantil

Por vezes, a literatura aborda temas sensíveis e delicados. E os livros infantis também são grandes aliados para a discussão e reflexão com as crianças.

Em alguns casos, os livros ajudam os adultos a exemplificar situações reais. Em outros, despertam sentimentos. Assim, trabalham a empatia, o respeito, a colaboração e tantos outros temas. São questões como bullying, amizade, saudade, medo do escuro e o primeiro dia de aula, que podem ser explorados por meio da literatura infantil.

Pensando nisso, estabelecer uma rotina de leitura com as crianças é uma dica para que os pais ou responsáveis criem momentos de escuta, diálogo e conexão. A leitura compartilhada é uma forma importante de incentivar a leitura e ajudar os pequenos e pequenas a lidarem com suas emoções, de uma forma leve e bastante divertida.

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Escrito por Elen Montanari
Mestre em Saúde, Psicóloga e Pedagoga. Atua como psicóloga clínica e orientação parental. Apaixonada pela infância, pelo universo infantil, pela ludicidade, pela leitura e pelo brincar, pois acredita que a infância é a fase mais rica no desenvolvimento do ser humano, formará o futuro adulto. *Elen é nossa autora convidada e seus textos não refletem, necessariamente, a opinião do Blog Leiturinha.
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