A importância de deixar as crianças correrem riscos

por | ago 8, 2018 | 2 Comentários

Você deixa seu filho correr riscos?

Subir em árvore, correr pelo pátio, pular corda, brincar no gira-gira ou balançar no balanço do parquinho… São brincadeiras que podem render joelhos ralados e roxos pelo corpo, mas qual criança não adora tudo isso? Afinal, brincar, mais do que uma diversão, é um momento de se desafiar, aprender e… Se arriscar! Sim. Por mais que o primeiro impulso de muitos pais e mães seja o de superproteger os filhos, algumas pesquisas apontam que os pequenos e pequenas precisam correr riscos para aprenderem sobre seus próprios limites e possibilidades.  

Os benefícios das brincadeiras com certos riscos para os pequenos

Uma vez que os riscos fazem parte da nossa vida, desde a infância até a velhice, saber que eles existem e aprender a lidar com essas situações fora da zona de conforto é fundamental para que as crianças sejam mais seguras, confiantes e resilientes. Além disso, se expor a brincadeiras com certa medida de riscos, proporciona aprendizados que, mais tarde, poderão ser aplicados a outras áreas da vida. Isso quer dizer que crianças que topam desafios e situações de risco em brincadeiras, quando forem adultas, poderão ter a mesma coragem no momento de tomarem outras decisões arriscadas, como mudança de emprego, morar fora do país, empreender em novos negócios e investir em projetos inovadores, por exemplo.  

As brincadeiras que possibilitam que os pequenos se arrisquem também são positivas para uma vida mais saudável, uma vez que representam uma atividade física, além de incentivarem a criatividade, as habilidades sociais e a superação de desafios e frustrações, ensinando os pequenos a não desistirem. Nesse aspecto, brincar ao ar livre, com elementos naturais, ou em playgrounds possibilita uma série de benefícios que, muitas vezes, brincar apenas dentro de casa não contempla.

Os limites entre o risco “bom” e o risco “ruim”

Claro que quando dizemos correr riscos, não estamos falando em deixar as crianças mais suscetíveis a acidentes ou colocar sua vida e saúde em real perigo, mas sim em um contexto de brincadeiras e atividades – principalmente ao ar livre – com a presença e a supervisão de adultos. Por isso, é importante avaliar em cada situação quais as chances de a criança se machucar e quais as consequências que isso terá em sua vida. Afinal, o medo e a noção de perigo também são fundamentais e, para além disso, é importante entender e respeitar os limites de cada um.

Assim, esse termômetro varia de família para família e, principalmente, da forma como cada pai/mãe educa seu filho. Se para alguns a criança cair e quebrar o braço é  algo que faz parte da vida, para outros isso pode ser inadmissível. O importante é ter em mente que nem sempre vamos estar por perto e, por isso, preparar os pequenos para a independência e autonomia é um fator fundamental, ainda que isso possa ser um pouco doído às vezes!

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Escrito por Ana Clara Oliveira
Jornalista e editora do Blog da Leiturinha, é fascinada por tudo que envolve o mundo da leitura, da educação e da infância. Acredita que as palavras aproximam pessoas, libertam a imaginação e modificam realidades. Gosta de escrever, viajar e aprender sempre.
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2 Comentários

  1. Avatar

    Bom dia, Ana Clara! Concordo com cada palavra. Estou ensinando o meu “bebê” de um ano e quatro meses a subir e descer as escadas que dão acesso ao nosso apartamento. Minha mãe, quando viu isso, quase surtou! Respondi que ele vai subir e descer comigo ou sozinho em algum momento. E se for para ser sozinho, que pelo menos já tenha aprendido a forma correta. Contudo, e não menos importante, coração de mãe dói. Dói real mesmo, tipo como se a gente tivesse tendo um infarto fulminante! E quando eles caem e se machucam, a dor parece insuportável. Por isso a gente vai superprotegendo eles sem sentir (ou por uma consciente mea culpa que tentamos esconder) para que eles não se machuquem nunca. Ninguém disse que seria fácil, né?

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  2. Avatar

    Meu filho têm 5 anos e desde muito pequeno o incentivo a se desafiar. Estou sempre por perto, mas incentivando a ir além dos seus limites. Hoje ele ama brincadeiras “radicais” justamente por esse incentivo que sempre dei. Respeito também os limites que ele mesmo se impõe. Isso é importante para que ele desenvolva o autoconhecimento. Por isso tudo, concordo plenamente com seu artigo. Parabéns!

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