Ah, a hora de dormir! Momento tão gostoso, por vezes um pouco complicado e, sempre, tão singular na rotina de cada família. O ritual que envolve colocar o pijama nas crianças, ler uma história, dizer boa noite e pegar no sono pode ser mais ou menos tranquilo, dependendo dos hábitos, da idade e da personalidade do pequeno. Assim como outros marcos na infância, esse processo também passa por diversas fases e envolve o desenvolvimento da autonomia das crianças. De acordo com a rotina, a realidade e a preferência, as famílias se adequam ao seu modo para tornar o momento melhor e mais fácil para pais e filhos. Cama compartilhada, berço acoplado ou cada um na sua cama… Afinal, existe um melhor método para colocar as crianças para dormir?

Cama compartilhada: todo mundo junto e misturado!

Permeada de mitos e opiniões, a prática da cama compartilhada tem ganhado espaço e adeptos, principalmente devido a popularidade da criação com apego. Se, por um lado, alguns especialistas e pais apontam que a prática pode trazer riscos para a criança e prejudicar seu desenvolvimento; por outro, profissionais e adeptos ressaltam que dormir junto com os filhos ajuda no fortalecimento dos vínculos, no momento da amamentação e, ainda, colabora com o desenvolvimento infantil.

Depois de nove meses tão próximo da mamãe, ao chegar ao mundo, os bebês sentem falta dessa conexão e aconchego, e por esse motivo, quando estão bem pertinho do calor, do cheiro e dos movimentos do corpo da mãe ou do pai, sentem-se mais seguros e tranquilos. Além disso, estar próximo do pequeno durante a noite, nos primeiros meses de vida, facilita a rotina de amamentação e melhora a qualidade do sono não só do bebê, mas também da mãe e do pai, que não precisam se levantar a todo momento durante a noite. Outro ponto importante para quem opta por compartilhar a cama com os filhos, é o fato de que estar mais próximo da criança faz com que qualquer eventualidade seja rapidamente percebida e resolvida, como os engasgos, por exemplo. Por fim, dormir junto do pequeno, colabora para que ele se sinta mais seguro, o que ajuda no desenvolvimento da sua independência, fazendo com que, com o tempo, naturalmente, a criança busque e peça por seu próprio espaço.

No entanto, essa prática só trará esses benefícios e será positiva para a família quando realizada com segurança e consciência. Alguns cuidados importantes a tomar, caso você opte pela cama compartilhada, são: manter o quarto fresco e arejado, não usar cobertores ou almofadas muito pesadas e grandes, manter o bebê entre a mãe e a parede, usar colchões firmes e não superfícies improvisadas, não utilizar pijamas com cordões que possam enroscar no bebê, prender o cabelo se for longo e não deixar nenhum vão em que o bebê possa ficar preso.

Alternativa: Caso você queira dormir bem pertinho do seu pequeno, mas não seja possível compartilhar a mesma cama, uma opção é o quarto compartilhado, com o berço ao lado da cama dos pais, ou o co-sleeper, com o berço acoplado à cama.

Cada um na sua cama: colocando a criança para dormir sozinha!

Se, de um lado, algumas famílias têm aderido à prática da cama compartilhada, do outro, ainda existem as famílias que preferem deixar cada um na sua cama, permitindo que o pequeno tenha, desde cedo, seu próprio cantinho na casa. Para quem escolhe essa opção na hora de dormir, entre os benefícios apontados estão: colaborar com o desenvolvimento da autonomia da criança, e respeitar o espaço e a intimidade de cada membro da família.

O quarto da criança, mais do que um lugar aconchegante para dormir, é o seu espaço, onde ela pode se expressar, decorar de acordo com seu gosto e se refugiar quando quiser ficar sozinha, ler ou brincar à sua maneira. O sentimento de ter o seu próprio cantinho colabora para o fortalecimento da autoestima e da autoconfiança do pequeno, fazendo-o se sentir independente e confiante por conseguir dormir sozinho em sua própria cama.

Por outro lado, para o casal, a prática de cada um ter seu quarto na hora de dormir também traz vantagens. Além de preservar a intimidade e rotina dos adultos, os quartos separados também deixam mais claro onde é o espaço de cada um, delimitando melhor o papel e a rotina de cada membro da família. Afinal, adultos e crianças têm horários, preferências e atividades diferentes e é importante que cada um entenda e respeite o espaço do outro.

No entanto, colocar o filho para dormir sozinho nem sempre é uma tarefa simples, e algumas dicas podem tornar esse processo mais fácil:

Ler histórias para dormir.
– Decorar o quarto de acordo com  gosto do pequeno.
– Deixar uma luzinha acesa durante a noite.
– Estabelecer uma rotina e um ritual para que o pequeno possa se organizar e ter autonomia na hora de dormir.

Mas, claro, nada impede que uma noite ou outra – seja porque o pequeno está com medo, triste ou doente, ou, simplesmente, porque pais e filhos estão com vontade – todo mundo durma bem juntinho, quebrando a rotina e proporcionando um momento delicioso cheio de carinho!  

E você? Como é a hora de dormir aí na sua casa?

Cama-compartilhada

Nós fizemos uma pesquisa em nosso Instagram para saber qual desses métodos as famílias aderem em casa. Das 7.494 pessoas que responderam a enquete, 51% afirmaram que optam pela cama compartilhada, enquanto 49% prefere cada uma na sua cama. Ou seja, as respostas foram bem equilibradas entre um método e outro!

E aí na sua casa? Como é o ritual na hora de dormir? Você compartilha a cama ou o quarto com seu pequeno? Ou vocês preferem dormir cada um no seu cantinho? Compartilhe aqui com a gente sua opinião e suas experiências!

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Profile photo of Ana Clara Oliveira

Jornalista e editora do Blog da Leiturinha, é fascinada por tudo que envolve o mundo da leitura, da educação e da infância. Acredita que as palavras aproximam pessoas, libertam a imaginação e modificam realidades. Gosta de escrever, viajar e aprender sempre.