Ser pai é ser colo, ser exemplo e ser presente

por | ago 9, 2019 | 1 Comentário

Ser pai é se reinventar

Durante a gestação é muito comum que todas as atenções se voltem para a mulher, futura mamãe. Após o nascimento, os holofotes se voltam para o novo bebê, novo membro da família. Mas e o pai? Quando recebe atenção ou quando falamos sobre ele? O pai muitas vezes acaba ficando sem vez e sem espaço em um momento que para ele também é bastante intenso.

Ao descobrir a gravidez da companheira, o homem se vê diante de uma mistura de sentimentos e emoções. Pode se sentir alegre, realizado, assustado, preocupado e empolgado, tudo ao mesmo tempo. Planejada ou não, a chegada de um filho faz com que esse homem se depare com uma série de incertezas que o farão repensar seu papel de filho, marido e homem, na construção do novo papel que irá desempenhar, o papel de pai.

Quando nasce um bebê, nasce também um pai

É certo que nos primeiros meses após o parto, enquanto mãe e bebê buscam se conhecer e se adaptar um ao outro, o pai pode se sentir um pouco afastado dessa relação. Durante essa fase, o trabalho do pai é indireto, mas de extrema importância para trazer segurança, conforto e acolhimento à mulher, a fim de que ela possa estar cada vez mais à vontade no papel materno.

Nesse período, alguns homens podem ter mais dificuldade para se conectar efetivamente com o bebê, mas é importante que se envolvam com o filho e seus cuidados, ganhando espaço para exercer a paternidade de maneira plena. Dar banho, trocar fraldas, alimentar o bebê, dar colo, carinho e conforto também são atividades do pai e precisam ser executadas por eles, da maneira deles.

A paternidade é construída no dia a dia

O relacionamento entre o pai e o bebê vai sendo construído no dia a dia e a qualidade desse vínculo também do quanto a mãe incentiva e estimula a relação.

Para a maioria das crianças a figura paterna representa segurança, responsabilidade e realidade, sendo uma importante figura para o desenvolvimento emocional da criança.

É importante lembrar que o homem não nasce pai, ele se torna pai. Esse é um processo de aprendizado, que acontece a cada dia desde a descoberta da gestação. Por isso, é importante dar a ele a chance de aprender e se redescobrir a cada dia, para que possa estabelecer com o filho um vínculo cheio de amor e aproveitar a paternidade da melhor maneira possível.

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A relação entre os pequenos e pais é permeada de muita parceria, risadas, cuidado e afeto. Inspirada nisso, a Loja Leiturinha preparou uma coleção de livros infantis com dois títulos sobre pais e filhos que mostram, de forma leve e divertida, como essa relação pode ser importante e benéfica para os dois lados!  

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Categorias:
0 - 3 | 10+ | 4 - 6 | 7 - 10 | Família | Idade | Parentalidade
Escrito por Flávia Carnielli
Mãe da Maria Clara, mestre em psicologia clínica, especialista em psicologia perinatal e formada em psicoterapia infantil. * Flávia é nossa autora convidada e seus textos não refletem, necessariamente, a opinião do Blog Leiturinha.
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1 Comentário

  1. Avatar

    Mestre Flávia, muito bom o texto, porém tem algumas coisas que não concordo, você fala que o pai fica de lado nos primeiros meses, um dos equívocos, ele fica de lado se não procurar ser efetivo, digo isso, com um embasamento de PAI, meu filho tem 11 meses e desde seus primeiros dias, faço tudo, dou banho, troco fraudas, alimento, brinco, faço quase tudo que a mãe faz!
    Essa vontade tem que partir do pai, de ser presente e de aprender a fazer tudo o que a mãe faz!

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